Dentista
revela causas, vias de tratamento, incidência no Brasil e prevenção da doença
Embora não seja o mais comum, o câncer também pode acometer a boca - afetando lábios, o interior da cavidade oral, glândulas salivares e orofaringe. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil tem a maior taxa de incidência na América do Sul, onde ocorrem 3,6 casos por 100 mil habitantes, além do segundo maior índice de mortalidade, representando 1,5 a cada 100 mil habitantes. Para contribuir com o esclarecimento sobre a doença e seu tratamento, a cirurgiã-dentista Regina Juhas, que é Superintendente de Gestão da Qualidade na Odontoprev, líder em planos odontológicos na América Latina, elenca quatro principais pontos sobre a doença:
Causas: existem vários fatores que podem contribuir para o desenvolvimento dessa doença, como consumo excessivo de tabaco e bebidas alcoólicas, infecção por HPV, obesidade, déficit no consumo de frutas e vegetais, além da exposição solar contínua e desprotegida. Separados, esses fatores já simbolizam uma alta chance, mas quando combinados, potencializam o risco.
Tratamento: para o tratamento precoce, é recomendado que a pessoa vá ao dentista caso encontre feridas pela boca que não cicatrizam e sangram por mais de 15 dias. Dessa maneira o profissional poderá avaliar a situação e seguir com o tratamento adequado, que pode ser por meio de uma cirurgia, como na grande maioria dos casos, ou radio e quimioterapia, além dessas formas combinadas, dependendo do estágio. Embora o tratamento da doença em si aconteça pelo acompanhamento com oncologistas, antes, durante e depois do processo é importante que o paciente continue sendo assistido também pelo dentista, principalmente por conta da prevenção e cuidado de problemas futuros que os efeitos das terapias podem gerar, como deixar os dentes e a gengiva mais sensíveis.
Câncer de boca tem cura? Sim. É uma doença tratável e que, desde que o diagnóstico aconteça em estágios iniciais, oferece bons índices de cura. Porém, caso não seja tratado rapidamente, o câncer pode atingir outras regiões e tecidos, o que aumenta o risco de morte. A grande problemática é por tratar-se de uma doença, em muitos casos, silenciosa. Por isso, é importante lembrar que, independentemente de haver sintomas ou não, o mais indicado é ir ao dentista a cada seis meses.
Quais sinais devem despertar atenção? Embora a doença possa acontecer de forma silenciosa, alguns fatores, sobretudo se recorrentes, valem o alerta, como: sangramentos frequentes e sem causa aparente em qualquer região da boca; nódulos no pescoço; feridas nos lábios e no interior da boca, que não cicatrizam por mais de duas semanas; manchas vermelhas ou esbranquiçadas e rouquidão persistente. Em casos mais extremos, o paciente pode sentir dificuldades até mesmo para falar, mastigar ou deglutir.
Odontoprev
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