Santa Catarina foi o estado com a menor derrocada (-1,0%). Com a redução da taxa Selic, especialista avalia que as quedas sejam menores nos próximos meses
Setembro registrou uma queda de 13,7% na busca dos brasileiros
por recursos financeiros. Os dados são do Indicador de Demanda dos
Consumidores por Crédito e mostram, ainda, que desde maio do ano
passado o índice não marca números positivos. Confira, no gráfico abaixo, o
detalhamento mês a mês dos últimos 12 períodos:
“A redução da inflação e da taxa básica de juros ainda não surtiu efeito na economia. Por isso, continuamos registrando números negativos no indicador. Outra questão é que o spread bancário e as taxas de empréstimos estão maiores do que no ano passado e encarecem o crédito, desencorajando os consumidores a buscarem por recurso financeiro. A tendência é que o indicador mantenha a queda até dezembro, mas em menor escala” explica o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.
A tendência de queda foi, ainda, identificada em todas as
Unidades Federativas (UFs), com destaque para o Distrito Federal com o maior
tombo (-42,0%) e Santa Catarina com o menor (-1,0%). Veja o levantamento
completo a seguir:
Em relação à renda pessoal mensal, os consumidores que recebem mais de R$10 mil tiveram a menor queda (-12,5%), enquanto aqueles que ganham até R$500, registraram a maior (-17,1%). Veja, na tabela a seguir, o detalhamento completo nesta visão:
Metodologia do indicador
O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CPFs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre os consumidores e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica e por classe de rendimento mensal.



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