Mês de agosto é dedicado à conscientização sobre a doença; especialista do Hospital Japonês Santa Cruz explica sobre diagnóstico, prevenção e tratamento
Neste mês, acontece a
campanha Agosto Laranja com o objetivo de conscientizar a população sobre a
esclerose múltipla (EM) - o Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose
Múltipla é celebrada todo 30 de agosto. A doença crônica autoimune é
identificada pela inflamação da mielina, membrana que envolve os neurônios, e
que dificulta a transmissão do impulso nervoso no cérebro e na medula espinhal.
A enfermidade afeta certa de 2,8 milhões de pessoas no mundo e, segundo o
Ministério da Saúde, a estimativa é que 40 mil pessoas no Brasil, na faixa
etária de 20 a 40 anos - principalmente as mulheres - convivam com EM.
As mulheres têm mais
chances de desenvolver doenças autoimunes, por conta de alguns fatores que são
estudados por pesquisadores, como por exemplo, a diferença do sistema
imunológico de homens e mulheres em uma proteína responsável por ajudar as
células a se comunicarem, chamada interleucina-33 (IL-33). Os hormônios
reprodutivos femininos podem ter ligação com a diferença. A questão é estudada
porque, até antes da puberdade, homens e mulheres têm taxas de diagnóstico
parecidas; porém, a partir desta fase até a vida adulta, a incidência é bem
maia acentuada no público feminino.
O neurologista do
Hospital Japonês Santa Cruz, Flávio Augusto Sekeff Sallem, explica alguns
sinais de alerta da doença. “O paciente apresenta alguns sintomas, tais
como: dor e perda de visão temporária, fraqueza motora nas extremidades
superiores, paralisia ou perda de sensibilidade facial. Para o diagnóstico, ele
será direcionado a realizar uma ressonância magnética específica para esse tipo
de doença.”
O especialista esclarece que não existe cura definitiva para a
esclerose múltipla, mas ressalta que, com diagnóstico e tratamento precoce, é
possível evitar a progressão: “Por isso, é muito importante procurar um médico
sempre que manifestar sintomas neurológicos que persistam por dias, e que não
tenham uma causa definida, como alterações da sensibilidade, dos movimentos do
corpo e da visão”, conclui.
Hospital Japonês Santa Cruz (HJSC)

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