segunda-feira, 22 de abril de 2019

O PILATES NA LUTA CONTRA A ESCLEOROSE MULTIPLA


Estudo mostra os benefícios do Pilates no tratamento da doença acomete cerca de 3 milhões de pessoas em todo o mundo.


A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune que causa lesões cerebrais e medulares; e acomete principalmente mulheres, entre 20 e 40 anos. É o caso da Elisabete Rapasola, paciente do Instituto Pilates. “Aos 42 anos fui diagnosticada com a Esclerose Múltipla e no primeiro momento foi delicado aceitar que estava com uma doença incurável e de causa desconhecida, mas aos poucos fui aprendendo a viver com as minhas limitações e busquei alternativas que me ajudassem a amenizar os sintomas” – afirma.

Apesar de não possuir cura, existem tratamentos e medicamentos para amenizar os sintomas. Entre eles o Pilates, que tem se mostrado muito eficaz no auxilio do equilíbrio, força e resistência muscular, coordenação motora, além da respiração e relaxamento. No ano passado, um estudo publicado na revista Research Matters (editada pela Sociedade de Esclerose Múltipla de Londres) destacou os resultados de uma pesquisa com portadores cadeirantes de Esclerose Múltipla que se submeteram as aulas de Pilates. Ao final do tratamento, foi possível observar uma melhora nas dores no ombro e no pescoço dos pacientes que realizaram as aulas de pilates.

“O Pilates, por ser atividade física de pouco impacto, tem como objetivo o fortalecimento, auxiliando o equilíbrio e também a qualidade de vida através do movimento, por isso ele é capaz de resgatar os movimentos e a confiança do paciente” – explica Ana Luísa Marçal, fisioterapeuta e diretora clínica do Instituto Pilates Guarulhos.
“Nunca havia praticado nenhuma atividade física, mas hoje sei que o Pilates é parte integrante do meu tratamento, além de ser importante para a minha saúde e bem-estar. Consigo controlar os meus movimentos e me sinto mais confiante para caminhar” – resume Elisabete Rapasola.

Durante as sessões são trabalhados de forma dinâmica os principais pilares: equilíbrio, força, resistência muscular, coordenação motora, além da respiração e relaxamento. “Como a fadiga é um sintoma que muitas vezes está presente, é necessário dosar o ritmo e o tipo do exercício aplicado” – pontua a fisioterapeuta.

Vale lembrar a importância que a inclusão do pilates, na vida dos acometidos pode contribuir para o tratamento, resgatando a qualidade de vida deste paciente. “Não tenha medo, tenha muita confiança em você, movimente seu corpo, respeite os seus limites, está tudo bem se sentir cansado. Siga as orientações dos médicos e fisioterapeutas, descubra o que te dá prazer e seja feliz! Aproveite todos os dias, precisamos viver a vida, não a doença” – finaliza Elisabete Rapasola.




Ana Luísa Marçal - Fisioterapeuta e sócia proprietária da Unidade de Guarulhos do Instituto Pilates, a profissional possui formação em pilates solo e aparelhos para patologias da coluna e estabilização segmentar vertebral; além de especialização em fisioterapia Neurofuncional pela Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Saiba mais em: www.instpilates.com.br



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