quarta-feira, 31 de outubro de 2018

ADJ Diabetes Brasil promove campanhas de prevenção do diabetes em São Paulo


Com cerca de 16 milhões de pessoas com diabetes, 106.600 mortes por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o quarto país em número de pessoas com a condição no mundo. De acordo com dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), publicada este ano, entre 2006 e 2016, o número de brasileiros com diabetes aumentou 61,8%.

Para sensibilizar o maior número de pessoas sobre a gravidade da epidemia, a ADJ Diabetes Brasil é uma das organizações promotoras da Sessão Solene, no dia 1º de novembro, na Câmara dos Deputados, às 9h, para oficializar a inclusão do dia 14 de novembro no calendário do Ministério da Saúde e chamar atenção da sociedade sobre a gravidade da condição e de suas complicações.

Além disso, a ADJ Diabetes Brasil fará campanhas de prevenção e estímulo ao diagnóstico precoce do diabetes tipo 2. No dia 9 de novembro, das 9h às 17h, a ação ocorrerá E Business Park, localizado na Rua Werner Siemens 111, na Lapa para os condôminos. Esta iniciativa conta com apoio do Instituto Mauricio de Sousa. No dia 13 de novembro, o mesmo evento acontecerá no Espaço do Coreto, no Parque da Água Branca, localizado na Rua Francisco Matarazzo nº 455.

Se as pessoas apresentarem resultados alterados da glicemia, acima de 99mg/dL (jejum) e de 140mg/dL (2 horas após refeição ou aleatório) serão encaminhadas para o balcão de orientação no próprio evento e recebem informações básicas sobre o diabetes e orientadas a procurar um serviço de saúde.

As ações este ano estão alinhadas com a temática da Federação Internacional de Diabetes: Família e Diabetes. Nele, o tema ressalta que o diagnóstico do diabetes costuma se apresentar de forma bastante impactante na vida da pessoa com diabetes e de toda família. É justamente nesta fase que se abrem ótimas possibilidades para a família repensar seu estilo de viver, rumo à busca de uma vida mais saudável para todos.

A família desempenha um papel fundamental no processo de aceitação do diabetes e este não deve ser motivo de desestruturação familiar, pelo contrário, pode ser decisivo na escolha de uma vida mais saudável para todos. Mas é preciso achar o ponto de equilíbrio entre amor e limites, e assim colaborar para o desenvolvimento do senso de responsabilidade frente ao tratamento, facilitando o processo de independência inerente a todo ser humano.

As ações terão envolvimento da equipe de colaboradores da ADJ. O intuito é promover aumento da consciência do diabetes, para que as pessoas se atentem à causa e possam prevenir a condição como também possíveis complicações de quem ainda não foi diagnosticado, ou se a condição já é pré-existente, alertar sobre os riscos de um mau controle do diabetes.

Para a realização destas ações, a ADJ Diabetes Brasil conta com o apoio da Astrazeneca, Boehringer, Novo Nordisk, Novartis, Merck, Lilly, Roche, Servier, Instituto Mauricio de Souza, Parque Água Branca e E Business Park.



Sobre o Dia Mundial:

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta ao aumento do interesse em torno do diabetes no mundo. Celebrado em 14 de novembro, é visto como a maior iniciativa mundial em torno do diabetes. A data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebia o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.

O símbolo do Dia Mundial do Diabetes é um círculo azul que simboliza a união. A IDF buscou um formato simples para facilitar a reprodução e o uso para as pessoas que quisessem dar apoio à campanha. Esta data também é marcada com a iluminação em todo o mundo de monumentos e construções de destaque na mesma cor. O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que simboliza também a união entre os países. Neste dia, é estimulado o uso de roupas na cor azul, cor símbolo da campanha.






ADJ Diabetes Brasil


Conheça os tipos de doenças renais crônicas e suas complicações


No Brasil, existem mais de 1,5* milhão de pacientes com complicações renais; entre as causas mais comuns estão o Diabetes Mellitus e a hipertensão arterial


Dificuldade para urinar, inchaço e até sangue no xixi podem ser sintomas de problemas renais. Segundo a Dra. Zita Britto, nefrologista do Centro de Rim e Diabetes do Hospital 9 de julho, a cada ano, 21 mil novos casos de doença nos rins são diagnosticados no Brasil. Caso não sejam tratados, podem se agravar e comprometer o funcionamento do órgão em definitivo.

Entre os problemas mais comuns nos rins estão os que levam à doenças renais crônicas (DRC) e que atingem 1,5 milhão de brasileiros, a maioria com Diabetes Mellitus ou hipertensão arterial. Há, porém, diferentes formas de lesões, que se dividem em:


Glomerulares: As doenças glomerulares alteram a filtragem do sangue e a produção de urina e devem ser diagnosticadas e tratadas precocemente para tentar evitar o agravamento da doença. Para um diagnóstico precoce, a Dra. Zita explica que o exame de urina e de sangue para a dosagem da creatinina  e ureia costumam ser os mais indicados. Os sintomas também podem ajudar no diagnóstico, porém alguns são tardios e podem comprometer o tratamento. “Alguns pacientes podem sentir cansaço, enjoo, inchaço e a falta de ar” explica a médica.


Tubulares: Os túbulos são responsáveis pela formação da urina com processo de reabsorção e secreção de eletrólitos, água e substâncias e controle da acidez no organismo. As lesões tubulares podem ocorrer agudamente por doenças que causam diminuição da chegada de sangue no rim, por medicamentos ou inflamações, com capacidade de recuperação ou crônicas com evolução lenta.


Endócrinas: Lesões ligadas a alterações endocrinológicas podem desenvolver casos de anemia e alterações nos ossos que acontecem devido a falta de produção de hormônios nos rins que estimulam a produção do sangue e controlam a vitamina D.

A Dra. Zita explica que essas lesões podem evoluir para a perda progressiva e irreversível da função dos rins. “As doenças renais podem evoluir para DRC se não cuidadas, principalmente associadas a outras questões metabólicas como o Diabetes e a hipertensão” explica a médica.

“Os diabéticos podem perder proteínas pela urina. Já o hipertenso tem os vasos sanguíneos danificados o que prejudica a filtragem do sangue pelos rins, um órgão muito vascularizado” esclarece a especialista.

Para prevenir e controlar os problemas renais, a Dr. Zita enumera o que é preciso fazer: ingestão de água regularmente, uma alimentação saudável, pobre em sal e embutidos e rica em verduras, legumes e frutas, não tomar medicamentos sem a orientação médica, além do check-up periódico podem ajudar a evitar ou identificar precocemente grande parte das doenças renais.








IESS registra ligeira queda no número de mamografias no último ano


Análise especial mostra assistência à mulher na saúde suplementar com dados relativos ao câncer, partos e métodos contraceptivos


Após sucessivos aumentos nos últimos anos, cai o número de mamografias entre beneficiárias de planos de saúde na faixa etária prioritária, de 50 a 69 anos. Os dados fazem parte da publicação inédita "Análise da assistência à saúde da mulher na saúde suplementar brasileira entre 2011 e 2017", produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). De acordo com o estudo, o número de mamografias realizadas pelos planos de saúde a cada grupo de 100 beneficiárias vinculadas a planos médico-hospitalares da faixa etária definida como prioritária pelo Ministério da Saúde registrou ligeira queda de 48,6, em 2016, para 47,9 em 2017. 

No mesmo período, no entanto, as internações relacionadas ao câncer de mama feminino aumentaram de 36,5 mil internações para 40,9 mil, ou seja, crescimento de 12,1%. O tratamento cirúrgico de câncer mama feminino na saúde suplementar atingiu 17,4 mil cirurgias em 2017, um aumento de 8,3% quando comparada com o ano anterior. "Estudo que fizemos no último ano sobre a saúde da mulher mostrou avanço considerável no número de exames para diagnóstico do câncer de mama, provavelmente em função de campanhas de conscientização, como o Outubro Rosa", aponta Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS. "Apesar de ser o único método eficaz de confirmação do câncer de mama, a mamografia também oferece riscos para as mulheres e não deve ser usado de maneira imprudente", argumenta. 

Carneiro destaca que ações de promoção da saúde, como a desenvolvida há 15 anos com o Outubro Rosa, são fundamentais tanto para cuidar das pessoas quanto para assegurar a sustentabilidade da saúde suplementar. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 59,7 mil novos casos de câncer de mama serão registrados no biênio 2018/2019. O número é ainda mais preocupante porque a taxa de mortalidade é alta: no proporcional por câncer em mulheres, os óbitos por câncer de mama ocuparam o primeiro lugar no país, representando 15,7% do total de óbitos entre 2011 e 2015. 

"Aumentar a conscientização, o autoexame e a detecção precoce é fundamental no combate à doença", aponta Carneiro. "Além de aumentar as chances de cura do paciente, o diagnóstico precoce diminui a necessidade de tratamentos mais agressivos, o tempo e os custos da recuperação. Para o sistema de saúde a vantagem é que o ganho de eficiência, não o sobrecarregando, gerando maior qualidade de atendimento e segurança ao paciente. Para a mulher que está enfrentando este momento, que é ainda mais importante, significa qualidade de vida", conclui.


Saúde da mulher

Em celebração ao Outubro Rosa e por entender que a população feminina requer programas de prevenção e cuidados específicos de saúde, o IESS produziu a análise especial com o objetivo de acompanhar alguns procedimentos de assistência à saúde realizados pelas mulheres beneficiárias da Saúde Suplementar brasileira entre os anos de 2011 a 2017. Os dados apresentados nesta análise foram coletados do "Mapa Assistencial da Saúde Suplementar" da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Segundo o estudo, a procura por exame diagnóstico preventivo de câncer de colo de útero (Papanicolau) também tem recuado. Em 2011, esse procedimento diagnóstico preventivo foi realizado em 46,3 a cada 100 mulheres na faixa etária entre 25 e 59 anos. Em 2016, essa taxa foi de 44,3 e, em 2017, de 42,9 na saúde suplementar. "Os números mostram que precisamos nos dedicar o quanto antes na ampliação de campanhas de promoção da saúde e prevenção no que se refere ao câncer de colo de útero", argumenta Luiz Augusto Carneiro.

Outro importante dado do levantamento mostra que o Brasil era, em 2014, o segundo país com a maior taxa de partos cesáreos no mundo, com 55,6% contra 44,4% de partos normais. Especificamente na saúde suplementar, os partos cesáreos representaram 83,1% do total de partos em 2017. Em 2015, a ANS instituiu o programa "Parto Adequado", que busca reduzir o percentual de cesarianas desnecessárias. Nessa época, a taxa de partos normais no conjunto dos hospitais participantes era de cerca de 20%. Em 2017, quando foi implementada a segunda fase do programa, o número de partos normais cresceu 6,3%. Entre as mulheres nos 127 hospitais participantes do projeto, o percentual de partos vaginais chegou a 47%. Importante lembrar que cada caso tem suas especificidades e o que deve prevalecer é a decisão tomada entre a mãe e o médico. "O debate, contudo, é fundamental para que todos tenham condições de adotar as práticas mais seguras na redução de riscos tanto ao longo da gravidez, no parto ou logo após o nascimento da criança", pondera Carneiro.

O levantamento do IESS ainda aponta que o número de internações para a realização da laqueadura tubária (procedimento de anticoncepção definitivo) e implante de dispositivo intrauterino (DIU) tem crescido. Na comparação entre 2011 e 2017 houve aumento de 58,4% no número de internações para laqueadura tubária, saltando de 10 mil para 16 mil. Já o aumento no número de procedimentos de implante do DIU quadruplicou no período, avançando de 34,7 mil, em 2011, para 143,5 mil em 2017.

Vale ressaltar que o resultado da análise é especificamente da saúde suplementar.