sábado, 30 de junho de 2018

Entenda a relação do estresse crônico com o aumento do peso


Doença que atinge 90% da população mundial traz diversos problemas para a saúde física e emocional 


Diante de tantas situações difíceis que enfrentamos no dia a dia, é muito complicado equilibrar as emoções e não sofrer. Esta sobrecarga de cobranças a respeito de quem devemos ser, o que devemos ter, entre outras questões, são fatores determinantes que causam estresse. A doença atinge 90% da população no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) – a doença traz inúmeros problemas que abalam a qualidade de vida e a saúde, como dores de cabeça, queda de cabelo, ganho de peso, problemas gástricos, baixa imunidade, irritabilidade, dificuldade em se concentrar, falhas na memória, entre outros. 

De acordo com Marcela Tardioli, consultora em nutrição da ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), em situações de nervoso e ansiedade as pessoas liberam um hormônio chamado cortisol, produzido pela parte superior da glândula supra-renal, que está diretamente envolvido na resposta ao estresse. "Ao aumentar o nível de cortisol, o corpo tende a mobilizar rapidamente as reservas de energia, ocasionando mudanças no metabolismo e fluxo de sangue. Por consequência, algumas pessoas acabam comendo um pouco a mais como um mecanismo de fuga", explica. 

Dessa forma o estresse crônico contribui para o aumento de peso das seguintes formas: 

Metabolismo: uma grande quantidade de cortisol pode retardar o metabolismo no corpo humano, pode facilitar oscilações na ingestão alimentar. 

Acúmulo de gordura: o estresse crônico pode estar relacionado à influencia no comportamento alimentar e levar a maior acúmulo de gordura. 

É importante que as pessoas fiquem atentas à alimentação nos momentos de nervoso e ansiedade. "Mesmo na correria cotidiana, é possível encaixar um plano alimentar que seja prazeroso, nutritivo e saboroso", destaca Marcela. Para permitir que todos esses benefícios sejam atribuídos, é preciso entender os sinais do corpo seguindo alguns passos simples: 

  • · Sem neuras
Saia de perto das dietas da moda e restritivas. A privação causada por elas, além de aumentar o estresse, podem gerar deficiência de alguns nutrientes. Procure um profissional da saúde capacitado, que possa te ajudar com uma reeducação alimentar específica para suas necessidades. 

  • · Entenda os sinais de fome e saciedade
Muitas vezes estamos tão focados na rotina que não paramos para pensar se estamos nos alimentando da forma correta. Antes de começar a comer, pare e pense: "quanto de fome eu estou hoje?". Durante a refeição, coma sem pressa, sentindo o sabor do alimento e a saciedade que o mesmo irá trazer aos poucos, e assim quando estiver satisfeito você saberá. Isso evita consumo em excesso ou em pouca quantidade, o que muitas vezes acaba causando desconforto durante o dia e descontentamento com o corpo. 

  • · Evite descontar seus sentimentos na comida
Em dias estressantes, muitas vezes acabamos comendo sem pensar na quantidade, e no final, estamos passando mal e nos sentindo para baixo, preocupados com o efeito que os exageros vão causar no peso e na estética. Acabamos colocando alguns grupos ou alimentos, por exemplo os carboidratos, como "vilões", mas na verdade a questão está nos nossos hábitos de uma forma geral. 

Por fim, coloque como suas prioridades a saúde e a alimentação. Busque formas diferentes de eliminar todo o estresse, que não seja causando prejuízos a si mesmo. Use o tempo livre para fazer as coisas que gosta e evite levar trabalho para os momentos pessoais.



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