sexta-feira, 28 de abril de 2017

5 dicas para ajudar pais e professores a combaterem o bullying



É fato que estamos em um momento em que o bullying e as consequências dele nunca foram tão discutidas. Com o advento da tecnologia, o aumento de pessoas que assistem séries e a disseminação mais rápida de informações há uma reflexão maior desse assunto ainda intrincado para ser debatido, mas infelizmente praticado. 13 reasons why e o jogo baleia azul deixou pais e professores em alerta sobre o que pode acontecer na relação entre os jovens principalmente no que tange ao ambiente escolar.

Os jovens muitas vezes se dividem em grupos, excluem pessoas e os indivíduos se veem sozinhos. Socialmente precisamos conviver com seres da nossa faixa etária, logo professores, pais e adultos por mais que tenham o seu papel de responsabilidade em ouvir os jovens e aconselhá-los devem respeitar o espaço e incentivar o convívio entre eles.

Dessa forma, estamos falando em um equilíbrio em que é preciso dar espaço a este jovem, mas que também é necessário ouvi-lo e entender o seu entorno. Quando citamos o verbo ouvir não é apenas o diálogo com o jovem, mas também ouvir amigos, docentes e as palavras que muitas vezes não são ditas. Não é um exercício fácil, mas necessário para erradicarmos este mal chamado bullying.

Pensando nisso e para facilitar educadores e pais, a especialista em educação há mais de 10 anos e CEO da rede Minds, lista 5 dicas de como combater o bullying na escola:


1. Entenda os grupos formados na escola e promova interação entre eles
O fato de haver grupos não é exatamente ruim, mas não conhecê-los sim. Ser um “olheiro” desses grupos de jovens, entender o que defendem, e se praticam exclusões é o primeiro passo. Fazer atividades que gerem contato entre os diferentes grupos pode acarretar em uma diminuição das diferenças. Você, docente, pode promover esse contato por meio de trabalhos escolares e práticos.


2. Fique atento a revistas ou qualquer material que circule pela escola
Um pedido de ajuda pode estar nesses materiais ou mesmo o bullying em si. Leia o que circula na escola, tenha um aluno como apoio para lhe passar esses itens, muitas vezes não são materiais de leitura que a administração da escola saiba. Além disso, monitore a escola, as paredes, as áreas de convívio comum, muitos recados estão nos arredores do ambiente e podem impedir do bullying continuar sendo praticado.


3. Atenção as redes sociais dos alunos e da própria rede de ensino
É fato que você, como educador, dificilmente estará nos grupos de whatsapp e/ou grupos de outras redes em que os alunos trocam informações de prova/trabalhos. Afinal, muitas se ajudam e passam dicas de como ir melhor em testes que geralmente são elaborados pelos próprios educadores. O que é preocupante é quando nesses grupos circulam informações falsas dos alunos e/ou imagens denegrindo o indivíduo. Novamente, neste conselho, entra a proximidade com os alunos. O educador tem o papel de ser discreto e conseguir ter um ou mais contatos desses grupos. A omissão é o que faz com que o bullying cresça e torne consequências desastrosas.


4. Converse com os alunos 
Esse conselho parece o mais óbvio, porém aqui o que vale é o COMO será essa conversa. Em um ambiente de trabalho, muitas empresas, optam por feedbacks individuais semestrais e/ou anuais, porém na escola não acontece isso. Os alunos são avaliados semestralmente ou anualmente pelas suas notas e não comportamento dentro e fora da sala de aula. Aqui, vale estabelecer um diálogo com os alunos individualmente pelo menos semestralmente e em cada turma bimestralmente, de forma coletiva.


5. Entenda o convívio desses jovens com os seus pais
Reunião de pais e professores é algo bem comum nas escolas, porém as entrelinhas dessas reuniões é o que evidencia essa dica. Converse com os jovens separados dos pais e se perceber algo diferente do comum, relação intrincada que foge dos parâmetros saudáveis de convivência, leve ao conselho da escola e trace um plano para ajudar nessa relação jovens e pais. Novamente: a omissão é o que faz com que as relações não melhorem e docentes devem interferir quando perceberem algo errado.





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