Presente constantemente no universo
educacional, o tema inclusão escolar tem se aprofundado nos últimos anos. E,
mais recentemente, um ponto em especial tem ganhado a voz e a atenção de
pedagogos e gestores de instituições de ensino: a inclusão dos transgêneros em
sala de aula.
Para Fabio Silva, coordenador pedagógico do Ético Sistema de Ensino, a
frequência com o que o assunto vem sendo discutido nos últimos tempos já é uma
demonstração dos avanços da sociedade em relação ao tema, mesmo que ainda
timidamente. “Não se faz mais de conta que isso não existe e o fato de
tratarmos abertamente dessa questão, da maneira mais esclarecedora possível, é
que vai nos permitir entender, compreender e a respeitar os transgêneros”, diz
Silva.
Na escola, educadores e funcionários devem ser os primeiros a estarem
preparados a lidar com essa questão. “As escolas precisam acolher seus alunos
transgêneros com a mesma naturalidade que recebe a todos os outros. Se a
própria escola for resistente ou se mostrar incapaz de lidar com essa situação,
deixará de cumprir exatamente um de seus principais papéis, que é a formação de
seus alunos em bons cidadãos”, completa o coordenador pedagógico do Ético.
A pedagoga Tânia Medeiros, coordenadora do Sistema Maxi de Ensino,
concorda e ressalta a importância de se construir uma comunidade escolar pronta
para receber e respeitar as particularidades de cada um. “Desde o porteiro da
escola até o professor, todos devem ser orientados no sentido de,
independentemente do tipo de inclusão, seja ela de gênero, intelectual ou de
mobilidade, acolher a todos de maneira igual e carinhosamente, o que é
fundamental para o acolhimento de toda a turma em sala de aula”.
Na visão de Fábio Silva, a discussão da sexualidade em sala de aula é um
dos principais caminhos para que os alunos possam descobrir e aprender mais
sobre todas as diferenças e possibilidades que esse universo traz. “Só através
do conhecimento é que derrubam-se os pré-conceitos”, conclui.
Corpo em formação - O Biólogo
Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região
(SP, MT e MS), conta que não existe ainda uma explicação definitiva a respeito.
“Mas, estudos científicos sugerem que ocorre uma falta de sintonia entre a
formação da genitália e do cérebro, durante a gestação”, conta Puorto.
O Biólogo explica que a genitália, tanto a masculina como a feminina, se
forma e se define já na 10ª semana de gestação e o cérebro, na 20ª semana. O
que os cientistas desconfiam é que essa incompatibilidade se dá, possivelmente,
por interferência de hormônios ou outras substâncias presentes na placenta ou
no cordão umbilical.
Nenhum comentário:
Postar um comentário