quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Consumo de chá para ‘tratamentos’ é arriscado, alerta especialista



Desinformação sobre ingestão de alguns chás pode levar a graves problemas no fígado e até a necessidade de transplante 


Durante as férias e após feriados, receitas de chás com ervas e plantas prometem milagres para curar a ressaca, emagrecer, desintoxicar e até limpar os rins e fígado. Porém, apesar de comum, o uso de chás para “tratamentos” não é recomendável por médicos hepatologistas. 

De acordo com a especialista em Gastroenterologia e Hepatologia e médica da equipe de transplante hepático do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, Carolina Pimentel, não há um limite seguro para o consumo de chás derivados de ervas e plantas ditas medicinais. “Ao contrário do que a população imagina, alguns tipos de chá podem provocar graves intoxicações ao fígado independentemente da quantidade consumida. Por esse motivo, é preciso ficar atento às limitações de cada pessoa e a erva utilizada”, explica. 

Diversos relatos de pacientes sugerem problemas causados por chás comuns como o verde, cascara sagrada e cavalinha, até outros mais raros. “As ditas ‘receitas para a desintoxicação do fígado’, muito comuns depois de festas, férias e feriadões, por exemplo, podem causar dano ainda maior ao fígado. A má informação no consumo de chás pode levar a sérias complicações de saúde como inflamação e até perda do fígado, algumas vezes com necessidade de transplante”, diz ela. 

Esta intoxicação não é fácil de ser diagnosticada pois, na maior parte dos casos, não produzem sintoma. “Alguns dos sinais que podem servir de alerta para a população é a fraqueza e olhos amarelados. Por ser uma doença na maioria das vezes silenciosa, é fundamental o conhecimento e alerta da população. Apenas exames de sangue e uma avaliação médica são capazes de confirmar o diagnóstico”, diz a especialista.




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