Mais de 30 mil agentes
municipais e estaduais estarão em campo em setembro para ações de combate ao
mosquito transmissor de arboviroses
O governo do Estado de São Paulo lança nesta segunda-feira, 19 de setembro, uma
nova ofensiva para evitar o avanço do mosquito transmissor da dengue,
chikungunya e zika vírus, no próximo verão.
Trata-se da terceira fase da campanha estadual “Todos juntos contra o Aedes
aegypti”, que contará com quase 20 mil agentes municipais e estaduais em
atuação por todo o Estado.
Em 551 cidades paulistas 30,2 mil profissionais farão atividades extras aos
sábados, visitando imóveis e removendo criadouros. Os agentes serão remunerados
pela Secretaria de Estado da Saúde com base em convênios firmados junto às
prefeituras que prevê o pagamento de diárias extras no valor de R$ 120 por
profissional.
As ações, programadas pela Sala de Comando e Controle
Estadual das Arboviroses, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde e a
Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, incluem a varredura de focos do
mosquito em imóveis públicos, privados e baldios, com eliminação de criadouros,
remoção mecânica, tratamento químico (quando necessário), bem como a difusão de
orientações à população.
Além disso, um efetivo de mil agentes da Sucen (Superintendência de Controle de
Endemias), 500 a mais do que em anos anteriores, estará à disposição dos
municípios para apoio em ações de nebulização para matar o mosquito em fase
adulta.
Também será realizada campanha em cerca de 300 municípios para a coleta de
pneus, um dos recipientes que, com água parada, pode ser um perigoso foco de
proliferação do Aedes aegypti.
A Secretaria ainda irá realizar na última semana de novembro a Semana Estadual
de Combate às Arboviroses, quando serão intensificados os mutirões para
eliminação de criadouros do Aedes Aegypti e realizadas
campanhas de conscientização em espaços públicos, escolas e junto aos meios de
comunicação sobre prevenção e combate ao mosquito transmissor da dengue,
panfletagem, palestras e divulgação de informações sobre sinais e sintomas da
doença, entre outras ações.
Também em novembro deverá ser realizado um “Dia D” para remoção de possíveis
criadouros do mosquito em prédios públicos de todo o Estado.
“O combate intensivo aos focos do mosquito Aedes aegypti, que é
transmissor de doenças como a dengue, a febre chikungunya e o Zika vírus, é uma
das prioridades do governo do Estado de São Paulo. Por isso, estamos
investindo, durante todo o ano, em ações que visem auxiliar os municípios nesse
trabalho que deve ser constante e realizado em conjunto com toda a população”,
diz David Uip, secretário de estado da saúde de São Paulo.
Queda de casos
Balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde
de São Paulo aponta que o número de casos de dengue confirmados no Estado caiu
77% neste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Até o dia 31 de
agosto, foram confirmados 154.180 casos da doença em todo o Estado. No mesmo
período de 2015, o número de casos confirmados era de 675.129.
Além da diminuição no
número de casos, também houve queda de 84% no número de óbitos pela
dengue no Estado, passando de 482 entre janeiro e agosto de 2015 para 77 no
mesmo período de 2016.
Teste da vacina
O Instituto
Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos
maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, anunciou também nesta
segunda-feira o cronograma de início dos testes clínicos da primeira vacina
brasileira contra a dengue em mais quatro estados do país.
O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin
durante a abertura da reunião do Instituto Butantan com os 14 centros de
pesquisa do país que estão conduzindo os ensaios clínicos da vacina contra a
dengue.
Na mesma ocasião, o governador visitou a futura
fábrica de vacinas do Instituto Butantan, que possuirá uma ampla plataforma de
produção, que poderá incluir vacinas contra a raiva, dengue e zika vírus, entre
outras.
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