Especialista do Hospital São Luiz ressalta importância
de observar sinais emitidos pelo corpo
A chegada das Olimpíadas pode
motivar muitas pessoas a começar a praticar esportes. Para os que já
fazem atividade física constante, esta época pode ser um momento para
conhecer novas modalidades e dar ainda mais motivação para os treinamentos
atuais.
É nesse momento que pode haver
preocupações com os excessos – chamado de overtraining, um estado físico que
acontece sempre que a quantidade e intensidade de treinos de uma pessoa excedem
sua capacidade de recuperação.
A quantidade elevada de cargas
pode evoluir ainda para a Síndrome de Excesso de Treinamento (SET), uma
alteração cardíaca com diversos sinais e sintomas.
Os primeiros indícios podem
surgir ainda durante os treinamentos, com a diminuição de desempenho: a pessoa
começa a fazer os percursos em mais tempo ou levantar menos peso do que de
costume, por exemplo. Ou ainda, ele tem a percepção corporal de que está
aumentando a carga, mas tudo continua como antes. Ou seja, a realização das
atividades que antes era comum, passa a ser mais difícil. Na SET, os batimentos
cardíacos podem se manter elevados, mesmo quando estiver em repouso, além de
apresentar insônia, irritabilidade, crescimento anormal do coração e cansaço
exagerado.
Para o Dr. Mauricio Fadel,
ortopedista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco é importante ficar
atento quando o cansaço começa a aparecer com mais frequência. “São sinais de
alerta do corpo dizendo que está precisando de descanso”, observa.
Além disso, as dores musculares
que costumam surgir após os treinos são normais quando duram cerca de dois a
três dias após as atividades. Tudo que se assemelha a dor acima disso pode ser
indício de excessos de treinamentos. Perda de peso, quando este não é o foco do
treino, e diminuição de concentração também são sinais de alerta.
Ao se enquadrar em alguma das
situações acima, o paciente está treinando mais do que o tempo necessário de
descanso. Para evitar isso, a primeira atitude é desacelerar. “O ideal é
ficar, pelo menos, uma semana sem treinar”, orienta Fadel. O segundo passo é
fazer uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas, minerais, carboidratos de
absorção lenta e proteínas. Frutas, legumes e cereais integrais deverão também
fazer parte do seu cotidiano. Evite as gorduras saturadas, trans e o consumo de
bebidas alcoólicas.

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