terça-feira, 16 de agosto de 2016

A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA NA INFÂNCIA



Em tempos de Olimpíadas, a pediatra Dra. Ana Laura Kawasaka do Saúde4Kids fala sobre a influência dos pais na prática de esportes dos filhos, a dificuldade de mantê-los em atividades e os benefícios à saúde

Uma pesquisa feita no Brasil pelo Ministério dos Esportes mostrou que 45% dos brasileiros são sedentários. A prática de atividade física geralmente se inicia entre 6 e 10 anos, mas cerca de 27% abandonam as atividades até os 15 anos. Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, 32% são sedentários. “Portanto, a infância e a adolescência são os períodos críticos para introdução e manutenção de atividades físicas regulares, fundamentais para uma vida adulta mais saudável”, alerta a pediatra Dra. Ana Laura Kawasaka, do Portal Saúde4Kids.

 De acordo com a médica, através dos exercícios a criança pode adquirir confiança nas suas capacidades, melhorar autoestima, interagir socialmente e aprender a expressar suas emoções. “A atividade não tem somente benefícios para a saúde física da criança, mas também é muito benéfica ao intelecto, no desenvolvimento cognitivo e social”, explica a pediatra do Saúde4Kids

Já os benefícios físicos da prática de esportes são muitos, tais como o aumento de força e resistência muscular, desenvolvimento de ossos saudáveis, redução de ansiedade e estresse, controle de peso e dos níveis de colesterol e pressão arterial. “Crianças que fazem atividades físicas têm menos chance de se tornarem adultos com obesidade, hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas”, justifica a Dra. Ana Laura, que também é cardiologista infantil. 

E fazer exercícios é um hábito que pode começar desde cedo. O Departamento de Saúde Americano recomenda atividade física diária com duração de pelo menos 60 minutos a partir dos 6 anos de idade, até os 17. 

Exercícios que trabalham condicionamento físico, coordenação motora e flexibilidade são os mais recomendados, como futebol, natação, basquete, vôlei, dança, entre outros.

Brincadeiras em parques, como correr, escalar brinquedos ou andar de bicicleta também são consideradas atividades físicas. A Dra. Ana Laura comenta que estimular a prática regular a partir dos 2 anos de idade é uma função importante dos pais. Assim como o incentivo com poucos meses de idade para engatinhar até chegar ao andar. 

Mas vale ressaltar que, até que a criança passe pelos estirões de crescimento -por volta dos 14 anos-, não é indicada atividade com carga elevada para ganho de massa muscular, para evitar lesão da placa epifisária dos ossos, que prejudica seu desenvolvimento.

A Dra. Ana Laura acrescenta que a escolha do tipo de atividade deve levar em conta, além das preferências da criança, fatores econômicos, aptidão física, idade e desenvolvimento puberal. “Sem contar que faz muito bem ao coração, física e emocionalmente falando”.

Dicas para fazer as crianças se mexerem

As pediatras da Saúde4Kids dão algumas orientações para os pais tirarem os filhos da frente dos computadores e do celular e fazerem eles se agitarem. São elas:
-Leve a criança a clubes e participe de diferentes atividades com ela, assim você vai descobrir seu interesse e aptidão no esporte; 

-Incentive para que participe de atividades que já sejam frequentadas por amigos. A chance de desistência quando o jovem está entre colegas é menor;

-Dê o exemplo! Se você passa o dia todo sentado em frente à televisão ou tem uma vida sedentária, é bem possível que seu filho tome isso como hábito também. Faça passeios ao ar livre em família e mostre que pode existir diversão longe da televisão, tablet e vídeo game; 

-Se a criança não quiser fazer esporte, converse com ela e procure entender o motivo. Muitas vezes, crianças com sobrepeso evitam atividades por medo de serem ridicularizadas. Um bom diálogo ou até mesmo acompanhamento psicológico podem ajudar; 

-Não submeta a criança a treinos intensos, cujo objetivo é alto rendimento, caso não seja o desejo dela. Quando o esporte deixa de ser diversão para se tornar competição, há maior probabilidade de a criança ou adolescente perder o interesse.




As Pediatras

Dra. Fernanda Viana - médica formada pela Universidade Estadual de Campinas –UNICAMP-; pediatra pela Universidade de São Paulo –USP-; cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo. Além de ser especialista em pediatria com título pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Dra. Rafaella Gato Calmon - médica pela Universidade Federal do Pará –UFPA-; pediatra pelo Hospital Infantil Darcy Vargas, cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo; com títulos de especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Também é mamãe dos gêmeos Bárbara e Rafael.

Dra. Ana Laura Kawasaka - médica formada pela Universidade Estadual Paulista –UNESP-; pediatra pela Universidade de São Paulo –USP-; cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo; com títulos de especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além de mamãe da Clara.


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