Em tempos de
Olimpíadas, a pediatra Dra. Ana Laura Kawasaka do Saúde4Kids fala sobre a influência dos pais na prática de
esportes dos filhos, a dificuldade de mantê-los em atividades e os benefícios à
saúde
Uma pesquisa feita no Brasil pelo Ministério dos Esportes mostrou que
45% dos brasileiros são sedentários. A prática de atividade física geralmente
se inicia entre 6 e 10 anos, mas cerca de 27% abandonam as atividades até os 15
anos. Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, 32% são sedentários. “Portanto, a
infância e a adolescência são os períodos críticos para introdução e manutenção
de atividades físicas regulares, fundamentais para uma vida adulta mais
saudável”, alerta a pediatra Dra. Ana Laura Kawasaka, do Portal Saúde4Kids.
De acordo com a médica, através dos exercícios a criança pode
adquirir confiança nas suas capacidades, melhorar autoestima, interagir
socialmente e aprender a expressar suas emoções. “A atividade não tem somente
benefícios para a saúde física da criança, mas também é muito benéfica ao
intelecto, no desenvolvimento cognitivo e social”, explica a pediatra do Saúde4Kids.
Já os benefícios físicos da prática de esportes são muitos, tais como o
aumento de força e resistência muscular, desenvolvimento de ossos saudáveis,
redução de ansiedade e estresse, controle de peso e dos níveis de colesterol e
pressão arterial. “Crianças que fazem atividades físicas têm menos chance de se
tornarem adultos com obesidade, hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas”,
justifica a Dra. Ana Laura, que também é cardiologista infantil.
E fazer exercícios é um hábito que pode começar desde cedo. O
Departamento de Saúde Americano recomenda atividade física diária com duração
de pelo menos 60 minutos a partir dos 6 anos de idade, até os 17.
Exercícios que trabalham condicionamento físico, coordenação motora e
flexibilidade são os mais recomendados, como futebol, natação, basquete, vôlei,
dança, entre outros.
Brincadeiras em parques, como correr, escalar brinquedos ou andar de
bicicleta também são consideradas atividades físicas. A Dra. Ana Laura comenta
que estimular a prática regular a partir dos 2 anos de idade é uma função
importante dos pais. Assim como o incentivo com poucos meses de idade para
engatinhar até chegar ao andar.
Mas vale ressaltar que, até que a criança passe pelos estirões de
crescimento -por volta dos 14 anos-, não é indicada atividade com carga elevada
para ganho de massa muscular, para evitar lesão da placa epifisária dos ossos,
que prejudica seu desenvolvimento.
A Dra. Ana Laura acrescenta que a escolha do tipo de atividade deve
levar em conta, além das preferências da criança, fatores econômicos, aptidão
física, idade e desenvolvimento puberal. “Sem contar que faz muito bem ao coração,
física e emocionalmente falando”.
Dicas para fazer as crianças se mexerem
As pediatras da Saúde4Kids
dão algumas orientações para os pais tirarem os filhos da frente dos
computadores e do celular e fazerem eles se agitarem. São elas:
-Leve a criança a
clubes e participe de diferentes atividades com ela, assim você vai descobrir
seu interesse e aptidão no esporte;
-Incentive para
que participe de atividades que já sejam frequentadas por amigos. A chance de
desistência quando o jovem está entre colegas é menor;
-Dê o exemplo! Se
você passa o dia todo sentado em frente à televisão ou tem uma vida sedentária,
é bem possível que seu filho tome isso como hábito também. Faça passeios ao ar
livre em família e mostre que pode existir diversão longe da televisão, tablet
e vídeo game;
-Se a criança não
quiser fazer esporte, converse com ela e procure entender o motivo. Muitas
vezes, crianças com sobrepeso evitam atividades por medo de serem
ridicularizadas. Um bom diálogo ou até mesmo acompanhamento psicológico podem
ajudar;
-Não submeta a criança a treinos intensos, cujo
objetivo é alto rendimento, caso não seja o desejo dela. Quando o esporte deixa
de ser diversão para se tornar competição, há maior probabilidade de a criança
ou adolescente perder o interesse.
As Pediatras
Dra. Fernanda Viana - médica formada pela Universidade Estadual de
Campinas –UNICAMP-; pediatra pela Universidade de São Paulo –USP-;
cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo. Além de ser
especialista em pediatria com título pela Sociedade Brasileira de Pediatria e,
em cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Dra. Rafaella Gato Calmon - médica pela Universidade Federal do Pará
–UFPA-; pediatra pelo Hospital Infantil Darcy Vargas, cardiologista infantil
pelo Incor-Universidade de São Paulo; com títulos de especialista em pediatria
pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em cardiologia infantil, pela
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Também é mamãe dos gêmeos Bárbara e
Rafael.
Dra. Ana Laura Kawasaka - médica formada pela
Universidade Estadual Paulista –UNESP-; pediatra pela Universidade de São Paulo
–USP-; cardiologista infantil pelo Incor-Universidade de São Paulo; com títulos
de especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e, em
cardiologia infantil, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Além de mamãe
da Clara.
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