sexta-feira, 17 de junho de 2016

Uso frequente do Whatsapp pode causar tendinite



A repetição dos movimentos no celular pode causar prejuízos à articulação na região dos pulsos.

O aplicativo Whatsapp virou febre no mundo, mas muitas pessoas não conseguem ficar sequer um minuto longe do celular sem ficar teclando inúmeras mensagens para os amigos, parentes ou usando o dispositivo nas tarefas diárias. O que muitos não sabem é que esse excesso de repetição dos movimentos pode causar dores, principalmente nos punhos e polegares, e gerar inflamação no tendão, causando a famosa tendinite.

Essa repetição e a insistência em não largar o celular pode transformar o Whatsapp em um verdadeiro vilão para a pessoa, que sentirá apenas pequenas dores no início, em função da repetição de movimentos, podendo agravar o dano se o problema não for tratado.

“É muito comum, hoje, as pessoas ficarem horas ao celular, sempre realizando movimentos repetitivos e sem intervalos. Isso pode causar uma inflamação dos punhos e um dos sintomas aparentes é a presença de dor local que, com tempo, irradia por toda a musculatura ao redor”, explica o o ortopedista Mauricio Marteleto, membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). 

O especialista afirma que as pessoas que são afetadas pela chamada “whatsappite”, termo usado pela revista médica britânica The Lancet para definir o problema, precisam se submeter a um tratamento específico para combater a tendinite.

“A primeira coisa que a pessoa deve fazer é cessar o agente agressor, evitando forçar a musculatura e os tendões. Em segundo lugar, ela deve combater o quadro doloroso de uma forma diferente, resolvendo a inflamação em vez de criar uma inflamação crônica. Para resolver essa inflamação, existem diversas técnicas de reabilitação para desinflamar a região. O ozônio medicinal, por exemplo, é um gás que pode tratar a tendinite”, afirma.

O ozônio medicinal possui propriedades antiinflamatórias potentes e não tem efeitos colaterais. A utilização concomitante de medicamentos anti-homotóxicos também estimulam a eliminação das toxinas resultantes dos processos inflamatórios locais, auxiliando a cura da doença de uma forma mais completa. O mesmo raciocínio terapêutico é válido para as dores na coluna provenientes das hérnias de disco. 

Outro problema, segundo o ortopedista, é mascarar o alívio da dor com antiinflamatórios e continuar usando o membro afetado, transformado a tendinite e a hérnia de disco em doenças crônicas. Na maioria dos casos, a melhora dos sintomas é apenas transitória porque o medicamento enfraquece a resposta normal mediada pelo sistema imunológico. Quando o organismo é enfraquecido pelo uso crônico de medicamentos incorretos, a doença pode vir a se disseminar para o sistema nervoso central e neste caso dizemos que a dor se torna neuropática. 

“Os antiinflamatórios aliviam os sintomas, mas prendem as toxinas porque além de inibirem as enzimas relacionadas à inflamação (PGX, PCX) também inibem as enzimas responsáveis pela eliminação de toxinas do organismo (TXA2) ambas pertencentes ao ciclo do ácido aracdônico. Tratamentos baseados só em antiinflamatórios são ineficientes e curam um pequeno número de casos (cerca de 10% a 20% apenas), pois a pessoa toma o remédio e continua usando o membro afetado e a doença, na maior parte dos casos, se torna crônica, podendo inclusive afetar outras partes do corpo”.

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