Amanhã
(14/06) é Dia Mundial do
Doador de Sangue, mas as estatísticas no Brasil indicam que o
País não tem o número de doadores ideal. A Organização Mundial de Saúde (OMS)
recomenda que entre 3% a 5% da população de um país seja doadora de sangue, mas
entre os habitantes brasileiros apenas 1,8% é de doadores. A campanha Junho Vermelho
do Movimento Eu Dou Sangue
pelo Brasil tem procurado conscientizar a população da
importância desse ato por meio da iluminação com luz vermelha de prédios e
monumentos públicos.
O
ato de doação é importante sempre, pois em situações de emergência os estoques
nem sempre são suficientes, inclusive em países desenvolvidos. No último
(12/06) a cidade de Orlando nos Estados Unidos sofreu aparentemente um ataque
terrorista que matou 49 e feriu 53 pessoas. Numa entrevista coletiva com
autoridades, um dos médicos responsáveis pelo atendimento de emergência da
cidade informou que seis cirurgiões do seu hospital foram mobilizados para o
primeiro socorro. “Precisamos muito de sangue. Seria um presente maravilhoso
para nós”, pediu o médico por intermédio dos meios de comunicação.
Muitos
moradores de Orlando, cuja população é de 240 mil habitantes, e cidades
vizinhas também, fizeram longas filas para doar sangue nos hospitais, em
resposta à convocação dos médicos, a fim de auxiliar as vítimas hospitalizadas.
No
Brasil, o objetivo do Movimento
Eu Dou Sangue pelo Brasil por meio da campanha Junho Vermelho
é contribuir para a criação da cultura da doação de sangue junto à população.
“O Brasil, graças a Deus, não tem na sua memória recente histórico de guerras
ou grandes catástrofes climáticas como terremotos, atentados terroristas ou
situações traumáticas, e de grande comoção nacional que envolvam feridos que
precisam de doações de sangue. No entanto, os acidentes de trânsito, os
portadores de câncer, de anemia falciforme e outras patologias, procedimentos
cirúrgicos de grande complexidade são o dia-a-dia dos nossos hospitais”,
explica a coordenadora nacional da iniciativa Junho Vermelho, Debi Aronis.
Para
ela a transfusão de sangue é parte integrante de todos estes tratamentos e
intervenções. “A doação de sangue deve ser um hábito na vida do brasileiro
assim como cortar o cabelo, ir ao dentista ou trocar o óleo do carro”, afirma
ela.
“Mas
nosso objetivo é ainda mais ambicioso. E ele está sintetizado no nome do Movimento Eu Dou Sangue!
Dar sangue no sentido figurado é se envolver, é se importar, é dar de si para o
bem de todos. E cada pessoa pode se engajar e escolher sua própria causa para
contribuir e aos poucos mudar sua comunidade, seu bairro, sua cidade e assim
por diante. Isso é o que muda o mundo!”, finaliza.
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