sexta-feira, 29 de agosto de 2014


Dia Nacional de Combate ao Fumo
As novas drogas não podem tirar o foco do combate ao tabaco, alerta especialista
 
Psiquiatras do Congresso do Brasileiro do Cérebro alertam que apesar do surgimento de inúmeras drogas cada vez mais potentes, o tabagismo segue como o maior responsável por mortes evitáveis

De acordo com dados do Ministério da Saúde (Vigitel), o Brasil registrou, nos últimos anos, uma redução de 28% no número de fumantes. Entre os jovens, a queda foi ainda maior e chegou aos 45%.  Entretanto, cerca de 20 milhões de pessoas são dependentes do tabaco, droga que mata 1 pessoa a cada 6 segundos no mundo.

No Dia nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto), especialistas do 10º Congresso do Cérebro, Comportamento e Emoções reforçam que o cigarro segue como um grave problema de saúde pública. “Centenas de novas substâncias psicoativas, cada vez mais potentes, surgiram nos últimos quatro anos. No entanto, o cigarro é a droga que mais mata”, alerta Leonardo Paim, psiquiatra do 10º Congresso do Cérebro, em Gramado (RS).
 
Ainda sobre as novas drogas, a psiquiatra Fernanda de Paula Ramos, também palestrante do Congresso do Cérebro 2014, explica que as mais consumidas são os canabinóides e as catinonas sintéticas, chamadas popularmente de “maconha sintética” e de “sais de banho”, respectivamente. Para evidenciar o potencial tóxico dessas substâncias, Fernanda lembra: “Em New Hampshire, nos Estados Unidos, as autoridades locais decretaram, neste mês, estado de emergência devido a 41 casos de overdose por uso de canabinóides sintéticos”.

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