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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Quase 3 milhões de mulheres deixaram de rastrear ou diagnosticar o câncer de mama durante a pandemia, segundo a Dasa

Quase 3 milhões de mulheres deixaram de rastrear ou diagnosticar o câncer de mama durante a pandemia, segundo a Dasa

 

Um levantamento feito pelo time de Data Analytics da Dasa, a maior rede de saúde integrada do Brasil, aponta que 2,8 milhões de mulheres com idade elegível e indicação clínica para a realização de mamografia deixaram de fazer exames de rastreio ou para o diagnóstico de câncer de mama, no último ano, nas unidades da rede. A análise revela que 91,1% das brasileiras podem não estar com o acompanhamento em dia nesse período, e em algumas regiões do País, a lacuna de diagnóstico chega a 99,4%. Nesse contexto, a Dasa estima que mais de 49 mil casos suspeitos de câncer de mama deixaram de ser rastreados dentro da rede, o que representa 1,7% do universo de mulheres que não realizaram os exames entre agosto de 2020 e de 2021. 

Na capital paulista, o gap de mamografias nos últimos 12 meses foi de 84,3%. Na Região Metropolitana de São Paulo, o número cresce para 89,3%, enquanto em outros locais do Estado o total chega a preocupantes 99,4% de abandono da prevenção.  

No Estado do Rio de Janeiro a abstenção foi de 89,3%. O Distrito Federal apresentou 95,5%; a Região Sul, 96,8% e, no Nordeste, 96,4% das pacientes não retornaram para o rastreio do câncer de mama na pandemia.  

“Com medo do contágio pelo coronavírus, as mulheres deixaram de lado a rotina de cuidados: consultar o ginecologista e realizar os exames de rastreio, entre eles, a mamografia. Muitas biópsias, cirurgias e sessões de radioterapia e quimioterapia também foram adiadas, resultando em diagnósticos tardios e a necessidade de tratamentos mais invasivos”, explica Emerson Gasparetto, diretor geral de negócios hospitalares e oncologia da Dasa. 

A avaliação do gap de rastreio segue as diretrizes da Sociedade Brasileira de Mastologia, que recomenda que o exame seja feito anualmente para mulheres a partir dos 40 anos, de acordo com critérios médicos individuais. O diagnóstico precoce nessa faixa etária melhora o prognóstico da doença, a efetividade do tratamento e diminui a morbidade associada. Realizada de forma preventiva, a “mamografia de rastreio” é indicada para mulheres que não possuem sinais ou sintomas sugestivos de câncer. Seu objetivo é identificar alterações indicativas à doença e, assim, encaminhar as pacientes com resultados anormais para uma investigação aprofundada. 


Exames presenciais e a Covid-19 

Para a Dasa, divulgar esse levantamento tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre o quão segura e necessária é a retomada dos exames preventivos e periódicos. “Nossos hospitais e laboratórios têm um fluxo específico para tratar casos ou suspeitas de Covid-19 e esses pacientes não se misturam ou interagem com os que vão fazer exames eletivos”, garante Gasparetto. 

“Quanto mais cedo o câncer de mama for descoberto, melhores são as chances de sucesso no tratamento e prognóstico positivo para as pacientes. A mamografia pode salvar vidas, pois o exame é capaz de identificar com precisão lesões não palpáveis e milimétricas que, quando detectadas e tratadas precocemente, aumentam as chances de cura em 90% dos casos”, explica Flora Finguerman, mastologista da Dasa .  


Data Intelligence a favor da saúde 

Com o objetivo de diminuir o impacto na saúde global por causa do atraso na busca pelos exames de mama, a Dasa utiliza data intelligence, por meio do Nav, plataforma que consolida a jornada integrada de saúde dos usuários, para identificar mulheres que adiaram o acompanhamento anual e as convida para retomarem a rotina preventiva. 

“Sabendo que, em todo o Brasil, quase 3 milhões de mulheres estão com o rastreio do câncer de mama atrasado, é missão da Dasa, como um ecossistema integrado, acolher, empoderar e facilitar a vida dessas pessoas para que retomem os cuidados com a sua saúde, incentivando que o hábito de zelar por si deve ser mantido constantemente”, conclui Gasparetto.  


Os números do câncer de mama no Brasil  

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil, o câncer de mama é o mais prevalente entre as mulheres – excluindo os tumores de pele não melanoma –, com a estimativa de cerca de 2 milhões de casos novos em 2020, ou seja, 24,5% dos diagnósticos de câncer entre elas. É a primeira causa de morte por câncer na população feminina e o intervalo entre os exames de rastreio e diagnóstico não deve extrapolar o prazo máximo de dois anos. 

Nesse cenário, e para chamar a atenção para a necessidade de manter os cuidados com a saúde, a Dasa “antecipou” o começo do Outubro Rosa para o mês de agosto, com o intuito de reforçar a mensagem e abrir diálogo com as pessoas sobre a importância de buscar unidades especializadas para priorizar a prevenção em todos os momentos. Desde o final de agosto, as mais de 900 unidades da rede no Brasil já estão comunicando que o Outubro Rosa é Agora e estão preparadas para atender às mulheres na retomada de suas mamografias. 

No mundo todo, a campanha Outubro Rosa é um movimento de conscientização para o combate ao câncer de mama que foi criado na década de 1990. Trata-se de um dos momentos mais relevantes do ano em relação aos cuidados com a saúde da mulher.  

 


Dasa 

dasa.com.br   


Os desafios de encarar a perda auditiva na terceira idade

É fundamental ouvir bem para levar uma vida saudável na velhice


Nestes tempos difíceis em que vivemos, é preciso, acima de tudo, cultivarmos a alegria do convívio com familiares e amigos, e estarmos conectados ao mundo. Para quem chegou aos 60 anos, os desafios são ainda maiores: aceitar as limitações que a idade impõe e saber envelhecer. Para isso, é fundamental manter uma boa audição. Só assim é possível participar das conversas, curtir uma boa música e assistir a um programa na TV. A surdez é uma das mais cruéis dificuldades que afetam o dia a dia do idoso porque pode afastá-lo da vida em sociedade.

Com o passar do tempo, as células auditivas se degeneram devido ao desgaste natural do corpo. Mas não é só. Hábitos ruins que cultivamos ao longo da vida, como o contato frequente com sons altos e ambientes barulhentos, podem agravar o processo de perda auditiva, que é contínuo. Quanto mais essas células são perdidas, maior é a dificuldade auditiva. E pessoas que não escutam bem podem ter problemas de relacionamento, preferindo o isolamento que pode levá-las à depressão e até à demência.

"Ainda percebemos uma forte resistência dos idosos em admitir a perda auditiva. Muitos relutam durante vários anos. Com isso, o convívio em família fica mais difícil. E entre casais, é um fardo pesado para o marido ou a esposa ter de conviver com alguém que finge simplesmente que a dificuldade de ouvir não existe. Por isso, é importante tentar convencer esses idosos a buscar tratamento. E para tal, o tratamento é a adaptação de aparelhos auditivos, que traz melhorias significativas na comunicação e na qualidade de vida", afirma a fonoaudióloga Rafaella Cardoso, especialista em Audiologia na Telex Soluções Auditivas.

O processo de perda auditiva é diferente em cada indivíduo. Depende de vários fatores, inclusive genéticos. No entanto, depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, o melhor é procurar um médico otorrinolaringologista aos primeiros sinais de dificuldade para ouvir.

"O uso diário do aparelho auditivo e o apoio da família são essenciais para que o idoso reduza a dependência e resgate a autoestima. Infelizmente, muitas vezes, quando se procura tratamento, o caso já ficou grave. A perda de audição é lenta e progressiva e, com o decorrer dos anos, se não for tratada, atinge um estágio mais avançado", explica a fonoaudióloga da Telex.

Cabe ao médico otorrinolaringologista examinar o paciente e ao fonoaudiólogo avaliar a audição e indicar qual tipo e modelo de aparelho auditivo é o mais indicado para cada caso.

"Cuidar da saúde auditiva é tão importante quanto cuidar do resto do corpo. E na área auditiva, a tecnologia cada vez mais avançada é uma grande aliada. Os modernos aparelhos auditivos digitais, bem pequenos, otimizam a audição, sem constrangimentos, e facilitam, inclusive, a interação com o mundo virtual, por meio de conexão sem fios com laptops, celulares e outros eletrônicos", conclui a especialista.


Sintomas que podem indicar os primeiros indícios de perda auditiva:

- Assistir à TV em volume mais alto do que as outras pessoas da casa, pedindo constantemente para aumentar o som;

- Não ouvir quando é chamado por uma pessoa que não está à sua frente ou que se encontra em outro cômodo;

- Comunicar-se com dificuldade quando está em grupo ou em uma reunião;

- Pedir com freqüência que as pessoas repitam o que disseram;

- Ouvir as pessoas falando como se elas estivessem sussurrando;

- Ficar embaraçado ao não entender o que outro diz pelo telefone;

- Dificuldade em comunicar-se em ambientes ruidosos, como no carro, no ônibus ou em uma festa;

- Fazer uso de leitura labial durante uma conversa;

- Família e amigos comentam que você não está ouvindo bem;

- Se concentrar muito para entender o que as pessoas falam.

 

Especialistas alertam para a necessidade de intervalo entre vacina da Covid-19 e a realização de exames de rastreamento de câncer de mama

BP Medicina Diagnóstica recomenda exames de mama antes da primeira dose ou um mês após a segunda dose da vacina contra o novo coronavírus


Após os recentes mutirões de vacina contra a Covid-19, alguns centros de medicina diagnóstica do País verificaram a ocorrência de gânglios aumentados nas axilas de mulheres que tomaram a vacina e realizaram exames de mamografia ou ultrassonografia de mama na sequência. Esse fato observado foi comprovado por estudos recentes[i], [ii], [iii] que afirmam que entre 15% e 16% dos pacientes na faixa etária de 18 a 64 anos apresentaram aumento do volume dos linfonodos cerca de 2 a 4 dias após a vacina. 

“Toda vez que tomamos alguma vacina que evoca uma resposta imune forte, seja contra o sarampo, varíola, gripe ou mesmo contra Covid-19, pode ocorrer reação inflamatória dos linfonodos na axila, no mesmo lado do braço que recebeu a vacina”, explica a radiologista Carla Benetti, da BP Medicina Diagnóstica, marca da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo para serviços diagnósticos e terapias. “Por isso, a anamnese, isto é, aquela conversa prévia que o médico tem com a paciente antes dos exames como os de rastreamento de câncer de mama, como mamografia e ultrassonografia de mamas, por exemplo, deve incluir perguntas sobre o status da vacinação, a data que ela foi realizada, qual o braço recebeu a dose e qual o tipo de vacina recebida, de forma a não haver nenhum fator que influencie o diagnóstico”, explica a médica. 

De acordo com João Prats, infectologista do Hospital BP, um dos hospitais da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, os gânglios linfáticos (linfonodos) são estações do corpo onde há uma grande quantidade de células de defesa (linfócitos principalmente). “Durante uma resposta imunológica, o mecanismo natural de defesa é que uma amostra da infecção/vírus seja levada para o linfonodo, como se fosse uma base. Lá, essas células de defesa se multiplicam para combater a ameaça e montar uma resposta imune”, conta o médico. “No caso das vacinas, é natural o aumento dos linfonodos, já que o sistema imunológico foi estimulado para que as células combatam a infecção. Os linfonodos mais palpáveis no corpo humano costumam aparecer na axila e na virilha e, em algumas vezes, no pescoço”, explica João Prats.

 

Recomendações

De acordo com recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e endossadas pela BP Medicina Diagnóstica, os exames de rastreamento para câncer de mama (pacientes assintomáticas) devem ser realizados antes da primeira dose ou após 4 semanas da segunda dose da vacina para Covid-19.

 Já no caso de detecção de um aumento palpável de gânglio axilar unilateral em mulheres que receberam a vacina nas 4 semanas anteriores (sempre no lado que recebeu a imunização), sem lesão mamária suspeita concomitante, a recomendação é realizar uma nova ultrassonografia de mama para controle após 4 a 12 semanas da segunda dose da vacina. “No caso de persistência do achado o médico deve, então, considerar a biópsia do linfonodo para excluir qualquer outra etiologia que não seja reacional, como uma possível doença maligna oculta da mama”, conclui a radiologista da BP.

 


BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo 

 

Covid em crianças: quais os cuidados a serem tomados?

A vacinação contra a Covid-19 já está em fase avançada em diversos países, dentre grande parte das faixas etárias. As crianças, contudo, ainda não se enquadram entre as que podem receber qualquer uma das doses disponíveis em diversas regiões, uma vez que o tema que vem sendo amplamente discutido ao redor do mundo. Enquanto ainda caminhamos nesse processo de imunização, os cuidados com os pequenos devem ser constantes, mesmo nos sintomas mais inocentes perceptíveis.

Em uma análise de todos os casos registrados da doença nos jovens, os sintomas podem variar conforme cada faixa etária. Até os cinco anos, sintomas respiratórios como coriza, tosse e febre baixa são os mais comuns. Para crianças acima de dez anos, que se enquadram dentre as que mais apresentam casos graves, podemos notar frequentemente dores abdominais, cefaleia e prostração, principalmente. Mesmo sem sequelas vistas na grande maioria, a falta de atenção e cuidado pode levar a consequências sérias.

Segundo dados do Sistema de Informação de Vigilância da Gripe, compilados pelo jornal O Estado de S. Paulo, o Brasil é o segundo país com mais mortes de crianças por Covid-19 até os nove anos – atrás apenas do Peru. Por mais que grande parte dos casos registrados tenham apresentado sintomas leves, o isolamento para os pequenos também se torna uma das melhores medidas contra a doença, junto com o tratamento adequado, recomendado pelo pediatra. Mas para tranquilidade dos pais, a mortalidade pela Covid-19 ainda é baixa na faixa etária abaixo de 18 anos, quando comparada às outras – mesmo com a variante Delta. Até a metade desse ano, inclusive, o número de mortes caiu em relação à 2020.

O uso de máscaras também é recomendado, mas apenas para os maiores de dois anos. Crianças menores a essa faixa etária se encontram em uma intensa fase oral, com salivação constante, o que pode prejudicar tal eficácia. Ainda, existe o risco de asfixia pela anatomia da via aérea própria da idade. A partir dos dois anos, vale ir apresentando de forma lúdica, pois nessa fase eles costumam ainda levar muito a mão ao rosto, perdendo a eficácia da proteção.  Já a partir dos cinco anos, a máscara deve ser utilizada, escolhendo uma que fique confortável no rosto. É importante apresentá-la de forma lúdica para uma melhor adaptação, especialmente a partir dos cinco anos, quando já conseguem ter um melhor entendimento sobre sua importância.

No ambiente escolar, seu uso é ainda mais importante. Por mais que muitos pais ainda estejam inseguros em permitir que seus filhos retornem às aulas presenciais, a grande maioria das instituições está preparada para recebê-los com a infraestrutura adequada para garantir sua máxima proteção e, com uma equipe adequadamente treinada para utilização de máscara e medidas de higiene. O impacto da ausência da escola na vida das crianças foi grande, e isso terá que ser bem acompanhado ao longo dos próximos anos.

Se tem algo que aprendemos com essa pandemia é que um corpo saudável apresenta um melhor desfecho. Então, mais uma vez, temos que olhar a qualidade da alimentação dos nosso pequenos, dando preferência sempre aos alimentos in natura e evitando os ultraprocessados. Vários estudos estão sendo publicados, relacionando uma alimentação mais saudável com uma melhor evolução frente à infecção pela Covid-19. Mantenha as rotinas dos seus filhos com o pediatra e os exames deles em dia.

Ainda temos muito o que descobrir sobre a Covid-19 e seus danos à saúde, tanto nas crianças quanto nos adultos. Por isso, os pais devem ficar constantemente alertas a qualquer sintoma diferente que a criança tenha e, não apenas aos mais característicos e comuns da doença. O melhor tratamento ainda é a prevenção: evite aglomerações, use máscaras e priorize a vacinação dos grupos adequados, a fim de proteger também os que não podem ser vacinados. Em qualquer suspeita, entre em contato com seu pediatra para que ele oriente a conduta e acompanhe o desenvolvimento dos sintomas.

 


Dra. Patrícia Consorte - pediatra e especialista em nutrição materno-infantil.

https://www.drapatriciaconsorte.com.br/

 

ANVISA aprova um novo tratamento para tipo resistente de câncer de pulmão

Baseado em terapia-alvo, amivantamabe é um anticorpo biespecífico inovador que traz nova abordagem terapêutica para médicos que tratam de pacientes com tipo grave e raro de câncer de pulmão


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) acaba de aprovar o novo medicamento amivantamabe, desenvolvido pela farmacêutica Janssen e sob a marca comercial RYBREVANT®, indicado para o tratamento de adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático com mutações de inserção do éxon 20 do gene receptor de fator de crescimento epidérmico (EGFR), quando há progressão da doença durante ou após quimioterapia à base de platina. Amivantamabe é o primeiro anticorpo totalmente humanizado, bi-específico aprovado para o tratamento de pacientes com CPNPC e este tipo de mutação, que representa a terceira mais prevalente.1, 2

"Os avanços no entendimento de tumores geneticamente definidos têm permitido o desenvolvimento de terapias-alvo que podem oferecer melhores resultados para os pacientes. A aprovação de amivantamabe no Brasil aborda uma importante necessidade não atendida neste tipo severo e raro de câncer de pulmão de não pequenas células", declara Fabio Lawson, diretor médico da Janssen no Brasil. "Esta aprovação reforça nosso compromisso em buscar continuamente por inovações para o avanço do tratamento do câncer, incluindo medicamentos orientados para vias específicas, que hoje já contam com validação por meio de testes genéticos."

Amivantamabe é a primeira terapia da classe de anticorpos biespecíficos2,3,4,5, ou seja, atua no bloqueio de duas vias de crescimento do tumor - neste caso, EGFR e MET (mecanismo de resistência do câncer de pulmão com mutação do EGFR) - ao mesmo tempo em que ativa as células do sistema imunológico do paciente e induz a degradação dos receptores responsáveis pelo crescimento do câncer. As drogas-alvo até então disponíveis, como os inibidores de tirosina quinase (TKI) de EGFR, geralmente são pouco eficazes no tratamento de CPNPC causado por mutações de inserção no éxon 20 do EGFR. Estas alterações equivalem de 4% a 10% de todas as mutações do EGFR no câncer de pulmão de não pequenas células, no entanto, geralmente não são detectadas com frequência - o que reforça a importância da escolha da metodologia mais adequada para identificar corretamente as mutações do EGFR. "Os testes de sequenciamento genético de última geração (em inglês NGS - next generation sequencing) são uma alternativa aos testes à base de reação em cadeia de polimerase (PCR) tradicionalmente realizados, que falham em identificar 50% ou mais das mutações de inserção de éxon 20", esclarece Lawson.

O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer em homens e mulheres, somando quase 25% de todas as mortes. No Brasil, a doença causou 29.354 mortes em 2020 de acordo com os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No caso do câncer de pulmão de não pequenas células, o prognóstico costuma ser pior, com taxas de sobrevivência mais curtas em comparação às relacionadas a mutações do EGFR mais comuns, como inserções do éxon 19 ou substituições de L858R ,. Pacientes recém-diagnosticados com CPNPC metastático com mutações de inserção do éxon 20 do EGFR têm uma sobrevida global mediana de mundo real de 16,2 meses, (intervalo de confiança [IC] de 95%, 11,0 - 19,4), que é menor do que nos pacientes com deleções de éxon 19/mutações de L858R de EGFR, ao redor de 25,5 meses (IC de 95%, 24,5 - 27,0) A partir do tratamento com amivantamabe, em segunda linha, esta sobrevida pode ser aumentada em 8,9 meses, o que significa um ganho de 50%,,.

Câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC)

Em todo o mundo, o câncer de pulmão é um dos cânceres mais comuns, e CPNPC representa até 80% a 85% dos casos neste tipo de tumor., Os principais subtipos de CPNPC são adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas e carcinoma de células grandes.19 Entre as mutações condutoras mais comuns no CPNPC estão as alterações no EGFR, que é um receptor tirosina quinase que apoia o crescimento e a divisão celular.8 As mutações do EGFR estão presentes em 10% a 15%8,11,,, das pessoas com CPNPC adenocarcinoma e ocorrem em 40% a 50% dos asiáticos., A taxa de sobrevivência de cinco anos para todas as pessoas com CPNPC metastático e mutações do EGFR tratadas com TKIs do EGFR é menor de 20%., As mutações de inserção de exon 20 do EGFR são a terceira mutação de ativação de EGFR mais prevalente.2 8% dos pacientes com mutações de inserção no éxon 20 do EGFR têm uma sobrevida global de cinco anos considerando dados de mundo real - o que é pior do que pacientes com deleções no éxon 19 do EGFR ou mutações L858R, em que 19% apresentam sobrevida global de cinco anos considerando taxas de vida real.9

Sobre o Estudo CHRYSALIS

CHRYSALIS é um estudo de Fase 1, aberto, multicêntrico, primeiro em humanos para avaliar a segurança, farmacocinética e eficácia preliminar de amivantamabe como monoterapia e em combinações incluindo lazertinibe*, um novo TKI de EGFR de terceira geração, em adultos com CPNPC avançado. Este é um estudo clínico aberto, de aumento de dose e expansão, que avalia a taxa de resposta global como o endpoint primário. Os resultados relatados são de pacientes tratados pós-platina na dose de fase 2 recomendada - 1400 mg administrada uma vez por semana pelas primeiras quatro semanas e, depois, uma vez a cada duas semanas a partir da semana cinco.

Entre as reações adversas observadas no estudo clínico, as mais comuns (≥20%) foram erupção cutânea (rash), reações relacionadas à infusão, paroníquia (inflamação da pele ao redor da unha), dor musculoesquelética, dispneia, náusea, fadiga, edema, estomatite, tosse, constipação e vômito - taxas de reduções ou interrupções de dose relacionadas ao tratamento foram consideradas baixas, 13% e 4% dos pacientes, respectivamente.

*Em 2018, A Janssen Biotech, Inc. celebrou um contrato de licença e colaboração com a Yuhan Corporation para o desenvolvimento de lazertinibe.

 

 

Janssen

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Dia do idoso: atividade física na terceira idade demanda cuidados especiais

Especialista ressalta importância da prática, mas alerta que exercícios de intensidade muito elevada podem prejudicar


O envelhecimento da população brasileira já é uma realidade. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que entre 2012 e 2019 houve um aumento de 29,5% de pessoas pertencentes a este grupo etário. Nesse contexto, encontrar formas de preservar a qualidade de vida dos idosos se torna cada vez mais uma prioridade, e a prática de atividades físicas exerce um papel importante nesse processo. No entanto, os especialistas alertam para os cuidados especiais exigidos por essa população.

Renata Cristina Magalhães é professora da disciplina Fisioterapia da Saúde do Idoso no Centro Universitário Newton Paiva . Na avaliação dela, deve haver um cuidado especial na escolha da atividade a ser realizada pelo idoso. "Como tratam-se de pessoas mais frágeis, existe um risco de que determinados exercícios atrapalhem em vez de ajudar. O ideal é que se busque atividades de intensidade leve e moderada, tais como pilates, dança, hidroginástica e caminhada. Atividades de fortalecimento como a musculação também são recomendadas, desde que sejam supervisionadas", orienta.

A especialista ressalta ainda a importância do acompanhamento de um profissional da saúde para pessoas dessa faixa etária. É a partir dele que devem ser identificadas as demandas e fragilidades específicas. No entanto, ela explica que, mesmo no caso do envelhecimento saudável - ou seja, ausência de comorbidades - existe uma perda natural das capacidades cardíacas e respiratórias, podendo resultar em limitações.

Segundo Renata, um dos pontos mais importantes a respeito da prática de atividades físicas por idosos é a instrução adequada. "Além das chances de não obter os resultados desejados, fazer exercícios sem o devido acompanhamento pode aumentar o risco de lesões. É importante contar sempre com a presença de um educador físico ou, em casos de limitações pré-existentes, um fisioterapeuta, que possui conhecimento sobre as patologias mais comuns entre esse público", afirma a professora da Newton Paiva.


Aumento da qualidade de vida

A atividade física é recomendada pelos profissionais de saúde em todas as fases da vida, mas na terceira idade ela adquire um papel fundamental. "Com o envelhecimento há um declínio funcional. A pessoa perde massa muscular, condicionamento e capacidade respiratória. O exercício é uma alternativa para compensar essas perdas e manter o idoso ativo e saudável pelo maior tempo possível", analisa Renata.

A professora chama atenção ainda para o fato de que quem possui o hábito de se movimentar obtém melhoras na qualidade de vida e na saúde mental, principalmente em atividades em grupo que permitem a socialização. Além disso, os exercícios ajudam na manutenção da força e do equilíbrio, tornando-se aliados importantes na prevenção de quedas.

 


Centro Universitário Newton Paiva

https://www.newtonpaiva.br


Doenças do coração avançam entre os brasileiros

Cardiologista da Alliar informa que estilo de vida saudável e check-ups regulares tendem a reduzir em 80% dos óbitos por doenças cardiológicas

 

No Brasil, cerca de 14 milhões de brasileiros têm alguma doença cardiovascular e, pelo menos, 400 mil morrem por ano em decorrência dessas enfermidades, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O número de óbitos corresponde a 30% de todas as mortes no país, estatística que pode estar sendo agravada pela pandemia da Covid-19, maus hábitos e a falta de check-ups regulares.

Conforme a Dra. Kitty Nobre, cardiologista do Grupo Alliar, as patologias mais comuns no coração são as decorrentes da aterosclerose, que é o depósito de gordura com formação de placas nas artérias, arritmias cardíacas, valvulopatias, que afetam as válvulas do órgão, hipertensão arterial e as doenças cardiológicas congênitas, como causas comuns de doenças cardíacas.

Entre os sintomas mais comuns em pessoas acometidas por alguma doença cardíaca estão: cansaço, palpitações, dor no peito, inchaço, desmaio e outros, mas os sinais também podem ser silenciosos no começo, atrasando o diagnóstico. O estilo de vida saudável, com boa alimentação, controle do peso, prática de atividade física com regularidade, não fumar e ter consumo moderado de álcool, além de avaliações médicas e exames laboratoriais de rotina, tendem a reduzir em 80% desses óbitos.

Os idosos, hipertensos, diabéticos, dislipidemicos - com colesterol e triglicérides altos -, tabagistas e pessoas que têm histórico familiar importante de cardiopatia são os principais grupos de risco para desenvolver doença cardíaca. Além deles, um estudo feito a partir dos dados da plataforma on-line Estatísticas Cardiovascular Brasil: 2020, da SBC, mostrou que a predominância dessas enfermidades está crescendo nas mulheres entre 15 e 49 anos e que vem aumentando as mortes por doenças isquêmicas, como o infarto do miocárdio, nas mais jovens.

As doenças cardíacas estão entre as mais prevalentes na população. A prevenção e diagnóstico precoces são fundamentais para evitar ou amenizar estes problemas de saúde. "As pessoas não precisam ter medo de ir aos laboratórios, pois os pacientes serão orientados, seguindo à risca as normas estabelecidas pelos órgãos competentes, como distanciamento social, uso de máscara e álcool gel. Além disso, as clínicas da Alliar seguem orientações dos órgãos de saúde na limpeza e esterilização de materiais e equipamentos", finaliza a médica.


Setembro Amarelo - Profissionais da saúde contam com apoio emocional e psicossocial gratuito

 36% dos profissionais da área da saúde, que atuam na linha de frente da Covid-19, possuem pelo menos um indicador de problemas de saúde mental¹

 

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza o Setembro Amarelo com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde mental e prevenção ao suicídio. Em consonância com esse movimento e, a fim de ajudar profissionais da saúde com os desafios enfrentados durante a pandemia da Covid-19, em 2020, a Johnson & Johnson Medical Devices Brasil e a Johnson & Johnson Foundation oferecem a estes profissionais o programa Cuidando de Quem Cuida de Nós. 

Juntamente com as startups Moodar e Vitalk, o projeto disponibiliza suporte emocional e psicossocial a estes profissionais da rede pública e privada, em todas as regiões do país. Por meio de aplicativos digitais, estão disponíveis mais de 5 mil sessões de terapia online gratuitas e interações ilimitadas com a plataforma Viki que faz uso de inteligência artificial para proporcionar aos pacientes informações e orientações relacionadas a saúde mental. 

“A Covid-19 trouxe desafios mesmo para aqueles profissionais preparados para atuar em situações emergenciais e com alto nível de estresse. Por isso, o Cuidando de Quem Cuida de Nós, programa que faz parte de diversas estratégias de impacto global comunitário que temos na Johnson & Johnson, tem um conteúdo adaptado para dialogar com as angústias e dilemas vivenciados atualmente pelos profissionais”, afirma Regiane Soccol, líder de Global Community Impact na Johnson & Johnson para América Latina. 

De acordo com pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP¹, 36% dos profissionais da área da saúde, que atuam na linha de frente da Covid-19, possuem pelo menos um indicador de problemas de saúde mental.

Um outro estudo, esse realizado pelo Núcleo de Estudos da Burocracia da Fundação Getúlio Vargas (FGV)², que ouviu 1.829 profissionais entre médicos, enfermeiros, agentes de saúde comunitária e fisioterapeutas, diz que 80% dos profissionais que estão atuando na linha de frente da Covid-19 tiveram algum problema de saúde mental ao longo do último ano, 87% sentem medo, 67% sofrem com ansiedade, 58% dizem estar cansados e 50% sentem muita tristeza. Entre os ouvidos, apenas 19% tiveram suporte de saúde mental.

“Nós oferecemos tecnologia de ponta para que os profissionais de saúde realizem o melhor trabalho possível no cuidado ao paciente, mas também temos como missão apoiá-los de maneira integral em toda a sua jornada profissional”, afirma Gustavo Galá, presidente da Johnson & Johnson Medical Devices no Brasil. “O Setembro Amarelo nos traz uma oportunidade de relembrar a importância de uma atenção urgente que precisamos direcionar à saúde mental desses profissionais”, completa.

O formato do Cuidando de Quem Cuida de Nós foi pensado para se encaixar na rotina atribulada dos profissionais da saúde, uma vez que o atendimento de maneira online permite mais flexibilidade no acesso. Para mais informações, acesse https://www.jnjmedicaldevices.com/pt-br/cuidando-de-quem-cuida-de-nos

 

 

Moodar - é uma plataforma digital de sessões de terapia online, que conta com uma equipe de psicólogos para fazer os atendimentos. Além de consultas online, o profissional da saúde terá acompanhamento contínuo, via chats ilimitados e exercícios comportamentais entre uma sessão e outra.

 

Vitalk - plataforma disponível à toda a rede de profissionais da saúde do Brasil, de forma gratuita e ilimitada. Trata-se de uma aplicação que faz uso de inteligência artificial para simular conversas, trazendo-lhe informações e conteúdo para problemas de saúde emocional como depressão, estresse e ansiedade. Além de um check-up de seu estado de saúde, o profissional receberá dicas para lidar melhor com situações de stress e pressões do dia a dia, além de exercícios de autocuidado e em casos mais graves, o paciente será orientado a buscar uma ajuda de um profissional especializado.

 

 

Johnson & Johnson Medical Devices Companies

 

1-Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP.

2-Núcleo de Estudos da Burocracia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Outubro Rosa e Setembro Amarelo: a atenção à saúde mental de mulheres que enfrentam a jornada do câncer de mama

Paciente diagnosticada com a doença antes dos 40 anos se apegou à fé e à rotina para se manter forte durante o tratamento


Elaine Ribeiro tinha 34 anos quando recebeu por e-mail o diagnóstico de câncer de mama. A mamografia foi realizada por insistência de Elaine, pois o médico que a atendeu em consulta de rotina havia minimizado as chances do diagnóstico positivo, em razão de sua pouca idade.  A incidência do câncer de mama tende a crescer progressivamente a partir dos 40 anos.

De acordo com o oncologista e coordenador do Centro de Oncologia da Dasa em Brasília, Fernando Vidigal, especialistas têm notado um aumento da incidência de câncer de mama em mulheres com idade entre 30 e 35 anos. “O tipo de câncer que acometeu Elaine, o tipo her2+, era uma doença de prognóstico muito ruim e de difícil tratamento. Entretanto, nos últimos anos os tratamentos direcionados a este tipo específico de Câncer de Mama avançaram consideravelmente, revertendo o prognóstico”, explica o médico.

Hoje enfermeira, à época Elaine cursava o segundo semestre da graduação e havia passado por um processo de divórcio. Ela conta que só insistiu no exame porque estava cercada por campanhas do Outubro Rosa, ainda assim, a notícia foi um choque. “O diagnóstico veio como uma sentença de morte. Meu filho tinha 9 anos e eu só sabia pedir a Deus que não me levasse, porque eu sabia como ele ficaria sem mim. Naquele momento quem me acalmou e tranquilizou foi a médica que solicitou os exames. Ela explicou o que precisava ser feito e que, por mais agressiva que a doença fosse, havia sido diagnosticada precocemente, então as chances de recuperação eram maiores”, conta.

Após realizar a cirurgia para remover parte da mama esquerda e o equivalente simétrico da mama direita, Elaine iniciou a quimioterapia em fevereiro de 2016 e optou por dar continuidade à formação enquanto realizava o tratamento. “Continuei porque, para mim, naquele momento, se eu parasse, morreria. Precisava manter uma rotina o mais normal possível. A faculdade e os professores foram incrivelmente compreensivos. Sempre fui orientada a não ir além da minha capacidade.  Houve dias em que fui fazer prova sofrendo os efeitos colaterais da quimio. Ainda assim, pude contar com o apoio de muita gente ao meu redor”, explica.

Durante essa fase do tratamento, Elaine e o filho passaram a fazer acompanhamento com psicólogo. Após pouco mais de 1 ano de sessões, ela recebeu alta da terapia. “A psicóloga estava surpresa. Não vivenciei dificuldades mentais profundas depois de entender que aquele diagnóstico não era uma sentença de morte. Mas meu maior problema nesse período foram os efeitos colaterais do tratamento. O que me fez sofrer foram os sinais físicos, que nunca diminuíam, só surgiam novos a cada semana, me fazendo ir atrás de especialistas para cuidar de cada efeito colateral”, relata ela.

Para a enfermeira, sua fé e os profissionais pelo caminho foram essenciais para manter a esperança. “A fé me fez ir em frente. Acreditar que tudo aquilo tinha um propósito e que eu precisava aprender alguma coisa com aquele problema para sair logo dele, me fazia continuar. Eu só posso agradecer o tratamento humanizado vindo de todos os profissionais por quem passei. Ter informações claras sobre cada etapa do tratamento também me deixou mais tranquila apesar de tudo”, relata ela.

Elaine ainda não recebeu alta. Neste momento o tratamento segue com comprimidos orais e sob a supervisão da equipe de oncologia do Hospital Brasília. “Ainda restam alguns anos de acompanhamento médico até podermos dizer que ela venceu o câncer”, explica o médico que a acompanha, Dr. Fernando Vidigal.

Mas a lição que já ficou marcada na vida da enfermeira foi a necessidade de ter empatia com o próximo. “É muito comum as pessoas perguntarem se você está bem e não se importarem de fato com a resposta, com o que você está sentindo verdadeiramente. A pessoa que está tratando um câncer sente na pele e no coração. É importante olhar para as pessoas e enxergar além da boa educação, é preciso ter empatia e enxergar as pessoas de verdade”, conclui.

O oncologista destaca a importância do diagnóstico precoce para a recuperação da paciente. “Apesar da pouca idade, Elaine logo foi atrás de exames específicos. Podemos dizer que a atitude foi essencial para podermos iniciar o tratamento o quanto antes, aumentando significativamente as chances de recuperação. É muito importante que essa mensagem fique clara: exames de rotina e atenção aos sintomas, mesmo que leves, faz toda a diferença no combate ao câncer de mama. É preciso que esse cuidado se estenda durante todos os meses do ano, não apenas no mês de conscientização sobre o Câncer de Mama. O Outubro Rosa é o ano todo”.

Desde agosto passado, a Dasa começou uma grande campanha de conscientização para prevenção e detecção precoce do câncer de mama. “Outubro Rosa Agora” quer lembrar as mulheres a importância do tema em todos os meses do ano.


Envelhecer bem: boa alimentação e exercícios evitam doenças crônicas

· Nesse Dia do Idoso, 01/10, médica nefrologista dá as dicas de como chegar à idade avançada com menor risco de adoecer e com boa saúde renal


· Paciente renal há 20 anos, Wilson Batista é exemplo de superação e força de vontade de viver, praticando exercícios físicos por até 4 horas por dia

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera idoso aquele indivíduo que tem 60 anos ou mais de vida. O órgão garante que, em 2025, o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas na terceira idade. Atualmente, de acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - cerca de 29 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais.

O Brasil é um dos países do mundo cuja população de idosos mais aumenta graças ao crescimento da expectativa de vida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera idoso o indivíduo que tem 60 anos ou mais de vida. O órgão garante que, em 2025, o Brasil será o sexto país do mundo com o maior número de pessoas na terceira idade. Atualmente, de acordo com o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - cerca de 30 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais.

Mas a saúde dos idosos brasileiros ainda é um desafio. Muitas chegam à idade avançada com doenças crônicas que podiam ter sido até mesmo evitadas, como diabetes, hipertensão, obesidade e câncer. Prevenir para proporcionar melhor qualidade de vida futura é um dos maiores desafios da saúde no Brasil.

A nefrologista e diretora médica nacional da Fresenius Medical Care, Ana Beatriz Barra, que faz a gestão de 33 clínicas de tratamentos renais, onde muitos pacientes são idosos, é taxativa: "envelhecer com qualidade de vida é cuidar desde cedo do organismo, mantendo uma alimentação equilibrada, com pouco sal, açúcar e gorduras, evitando o excesso de álcool e ficando longe do cigarro. Se hidratando bem. E combinando a alimentação saudável com atividades físicas rotineiras, além de lazer e convívio social, que são fundamentais para a saúde mental. Quem evita a diabetes e a hipertensão, por exemplo, já está com meio caminho andado para envelhecer com saúde. Vai reduzir o risco de doenças cardiovasculares, como acidentes vasculares cerebrais e infarto, pode evitar câncer e até mesmo a doença renal, que pode surgir por causa de uma diabetes ou uma hipertensão prévia. Outra dica para envelhecer com saúde é sempre manter a mente ativa, continuar aprendendo e principalmente planejando pequenas realizações, finaliza
.


O economista Wilson Ferreira Batista, hoje com 62 anos, é um bom exemplo de como bons hábitos fazem a diferença. Ele não está sentindo os efeitos da idade em seu corpo, mesmo sendo um portador de doença renal crônica causada por cistos que destruíram os seus rins há 20 anos. Todos os dias ele acorda às 5h da manhã, faz o café da manhã e depois vai caminhar. Morador de Botafogo, ele anda do início da praia até o aeroporto Santos Dumont. Na volta, passa no clube Guanabara onde realiza natação ou hidroginástica na água gelada, alternando a atividade a cada dia. Depois, ainda frequenta a academia de musculação e só não vai quando tem a hemodiálise no mesmo horário.

"Como um bom economista, eu estabeleço metas. Minha meta de vida é chegar aos 85 anos. E se deus quiser, lá ainda quero ganhar um bônus de 10% e viver mais 8 anos. Sou muito acelerado. Não consigo ficar parado. Sempre fui assim. Na pandemia, quando a academia e o clube fecharam, eu ia nadar na praia da Urca. Mas desde quando abriu, em agosto de 2020, eu já estava lá, de máscara, e não peguei Covid. Atividade física para mim é vida", afirma.

Wilson começou a dialisar aos 42 anos e não deixou de fazer nada do que fazia antes. "Eu trabalhava muito, cheguei a ter 8 restaurantes em São Paulo, eu corria várias maratonas. Nunca deixei essa doença, que não pude evitar, me parar. Meu pai morreu aos 42 anos porque seus rins também falharam. Eu decidi que comigo seria diferente. E outra maneira que tenho de aproveitar a vida é viajando. Já dialisei em clínicas da Fresenius Medical Care em Paris, Salvador, Maceió. Recentemente fui a Belém do Pará e dialisei lá. Então eu sigo dialisando, graças a deus, é o que me mantém vivo, e sigo com alegria aproveitando cada minuto como posso", finaliza.


Viajar é uma das formas de se distrair e mesmo fazendo hemodiálise, o Sr Wilson não desanima. Agenda sessões nas clínicas de outros locais.


Todos os dias, o Sr Wilson pratica atividades na piscina depois de caminhar


A musculação é feita de três a quatro vezes por semana


Fresenius Medical Care


Saúde mental e intestino: conexão pode provocar alterações no sistema digestório e pede atenção


A saúde mental e o intestino estão mais interligados do que você pode imaginar. A conexão entre o cérebro e o sistema digestório é considerada uma via de mão dupla e, por isso, quando há alterações em algum deles, é possível observar reflexos tanto mentais como intestinais. Para explicar esta ligação, a proctologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Maristela Gomes, adianta que todo este processo é complexo e envolve alimentação, qualidade de vida, sistema nervoso, flora intestinal e enzimas.  

Para facilitar a compreensão, vale destacar que o intestino apresenta uma grande quantidade de neurônios e responde a estímulos do cérebro. Em casos de estresse, ansiedade e depressão, por exemplo, há uma redução de oxigenação e até mesmo do fluxo sanguíneo para o órgão, o que leva a mudanças significativas em seu funcionamento.  

“Nestas situações, o organismo reduz a oxigenação e prioriza o fluxo sanguíneo para algumas partes específicas. Isso interfere na digestão e na absorção de nutrientes, traz mudanças para a flora intestinal e promove o aumento de substâncias deletérias”, explica a médica. Segundo Maristela Gomes, essas alterações podem resultar em sinais como o aumento de gases e de diarreia durante o período em que houver a alteração emocional.  

Na contramão, alterações na flora intestinal podem sinalizar tendência a doenças como Alzheimer, depressão e autismo. “Sabemos que existem alguns tipos de flora intestinal que aumentam a chances do desenvolvimento destas doenças. Apesar de ser algo individualizado e que ainda não é completamente esclarecido, é muito importante manter essa região equilibrada”, comenta a proctologista. 

Para conquistar esse equilíbrio, é preciso manter uma dieta saudável, rica em fibras, com pouca gordura e evitar a ingestão de alimentos condimentados. Outra indicação é incluir o consumo de prebióticos, praticar regularmente da atividade física e manter o cuidado com a saúde mental. “A flora saudável é essencial para garantir que a troca de informações do intestino com o cérebro ocorra com menos interferências, além de garantir melhores condições metabólicas e imunológicas”, ressalta a especialista.

 

•Como avaliar alterações do sistema digestório? 

Apesar da conexão entre saúde mental e intestino, não se deve generalizar problemas intestinais e tratar todos como resultado de ansiedade, depressão ou quadros de estresse. De acordo com a proctologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Maristela Gomes, o surgimento de algum tipo alteração intestinal deve ser um sinal de alerta para procurar um especialista e afastar a possibilidade de doenças graves.  

“ Nem toda alteração é ocasionada por estresse, ansiedade e depressão e essas doenças não podem retardar a investigação de problemas como intolerâncias, retocolite, doença de crohn e até mesmo o câncer de intestino”, conclui.

 

 


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