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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Quais as dúvidas mais comuns das adolescentes sobre sexualidade?


Como evitar a gravidez?

Antes de começar a ter relações sexuais é preciso usar um método anticoncepcional seguro. Há vários métodos, mas a pílula anticoncepcional corpo é o método mais utilizado e é muito seguro quando usado de forma correta. A tabelinha ou coito interrompido (ejacular fora da vagina) são dois métodos que tem altos índices de falha.

Segundo Lucia Alves da Silva Lara, presidente da Comissão Nacional Especializada de Sexologia da FEBRASGO, existem vários tipos de métodos contraceptivos, porem cada caso precisa ser estudado pelo médico para que possa indicar o método mais indicado para cada mulher.

 
Anel vaginal
É um pequeno anel flexível que contem hormônio para ser inserido na vagina para atuar como contraceptivo.
Anticoncepcionais injetaveis
A injeção anticoncepcional é um método contraceptivo muito seguro com doses de longa duração. A injeção pode ser mensal ou trimestral. É muito bom para as meninas principalmente para as que esquecem de tomar a pílula.
Adesivo
É um material aderente que deve ser colado na pele da mulher e permanecer na mesma posição por uma semana para depois, ser trocado
Implante
O implante contraceptivo é um bastonete flexível de 4 cm de comprimento, colocado no braço da mulher. Contém em sua composição o hormônio, que é liberado gradualmente no organismo por até três anos, com a função de inibir a ovulação e, assim, impedir a gravidez. O método tem baixa dosagem hormonal e alta eficácia (99%, menor taxa de falha entre os métodos anticoncepcionais) 
DIU de cobre
Dispositivo em forma de T que contem cobre que é colocado dentro do útero pelo médico
DIU hormonal
Pequeno dispositivo em forma de T que libera hormônio
Diafragma
O diafragma, um método anticoncepcional de barreira, é feito de silicone ou látex, com bordas firmes e flexíveis. É colocado dentro da vagina para cobrir o colo do útero, impedindo a passagem dos espermatozoides, evitando a gravidez.
Camisinha feminina
É um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta, acoplado a dois anéis flexíveis. É colocada dentro da vagina no momento da relação sexual
Camisinha masculina
É um envoltório geralmente de látex que recobre o pênis retendo o esperma durante o ato sexual
Pílula anticoncepcional
É um comprimido que tem em sua base a utilização de uma combinação de hormônios, geralmente estrogênio e progesterona sintéticos, que inibe a ovulação


IMPORTANTE:
  1. Se estiver tomando a pílula é preciso tomar corretamente, como está escrito na bula ou da maneira que o médico explicar. Se esquecer de tomar a pílula por 1 ou dois dias a menina corre o risco de engravidar.
  2. Mesmo que a mulher esteja tomando a pílula durante váirios anos, se ela parar, ela pode engravidar imediatamente.
  3. As Unidades Básicas de Saúde fornecem pílulas gratuitamente para todas as mulheres. Usar o anticoncepcional antes de começar a ter relações e a camisinha na hora em que tiver relações sexuais!
  4. A menina,negocia a camisinha ela é muito importante para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

OUTRAS COISAS IMPORTANTES QUE VOCÊ PRECISA SABER:
  • Fique tranquila, as pílulas anticoncepcionais atuais têm uma dosagem menor de hormônio e são muito seguras. Muitas meninas acabam deixando de tomar por medo de engordar, mas o que engorda é a comida em excesso e alimentar de maneira errada.
  • A mulher pode tomar a pílula sem fazer intervalo. Não precisa para “descansar” e a pílula pode ser tomada por vários anos sem reduzir a chance de gravidez. Isto é, se tomar vários anos seguidos quando parar pode engravidar imediatamente. Outra coisa, o uso continuo do anticoncepcional durante vários anos não e prejudicial a saúde.
  • O risco de trombose através do anticoncepcional e de quatro vezes, enquanto o risco de trombose na gravidez e de 64 vezes.


Como a menina contrai infecção sexualmente transmissível (IST) ?

As ISTs são transmitidas pelo contato do pênis na vulva, na vagina e no ânus sem proteção do preservativo.

Ate mesmo no sexo oral é recomendado a camisinha, pois o HPV pode causar verrugas, às vezes, muito pequenas no pênis, e este vírus pode passar para a boca no sexo oral, provocando o câncer de boca e garganta. As ISTs mais conhecidas, que podem ser transmitidas pelo sexo vaginal, oral e anal são:

 
HIV/SIDA
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana que causa a AIDS. É transmitido principalmente pelo sexo vaginal e anal sem o uso de camisinha.  Pode se pegar o HIV tambem pelo contato com o sangue da pessoa contaminada, quando usuários de drogas usam a mesma seringa contaminada ou durante a gravidez de mãe para filho.
Vírus do papiloma humando (HPV)
Infecção que causa verrugas no pênis e na vulva e vagina. Tem também o HPV que causa lesão nas células do colo uterino que são precursoras do câncer de colo
Clamidia
infecção muito comum que é transmitida na relação sexual e que causa corrimento dor na relação sexual, mal cheiro na vagina. Pode causar infertilidade
Blenorragia ou Gonorreia
Também é uma doença  muito comum que causa infecções frequentes no pênis, vagina ou ânus. Apresenta-se com corrimento, dor e pode causar infertilidade e
Hepatite B
A hepatite B é uma doença que pode, também, ser transmitida por vírus durante a relação sexual e pode e que causar alteração e até câncer do fígado.
Sífilis
É transmitida pela relação sexual. É uma doença muito perigosa porque ataca as artérias e quando a mulher está grávida é transmitida para o feto levando a alterações importantes na criança
Herpes genital
Pem um vírus que ataca a pele e as mucosas da boca e dos genitais.
Tricomoníase
É transmitida através das relações sexuais ou contato íntimo com secreções de uma pessoa contaminada. Causa coceira na vagina e corrimento com mal cheiro

 
Vírus HIV
 
O vírus HIV E muito importante fazer o teste rapidamente de HIV após transar sem camisinha



Com que idade a menina está pronta para ter a primeira relação sexual?

A idade ideal para a primeira relação sexual é a partir dos 16 anos. Tranzar antes dos 16 anos oferece alguns riscos à saúde como infecções no colo do útero que mais tarde poderão se transformar em um câncer. Quando a menina começa a relação sexual com 12, 13, ou 14 anos, ela tem mais risco de ter depressão, de arrepender e,  se não usar nenhum método anticoncepcional a adolescente vai ENGRAVIDAR e aí, ela não vai passar pelas fases importantes da vida. Muitas meninas que tiveram bebê param de estudar porque têm que cuidar da criança, é quando surgem os problemas de depressão.

Muitas vezes, as meninas de 12 a 14 anos têm relação por pressão do parceiro ou por impulso, e não por escolha própria.

NÃO HÁ NENHUMA VANTAGEM FISIOLOGICA EM COMEÇAR A TRANSAR MUITO CEDO. É IMPORTANTE NÃO CEDER AS PRESSÕES SOCIAIS.


Ser homossexual é uma escolha da pessoa?

Não é uma escolha! Ser homossexual é uma condição que já vem desde o nascimento, ou seja, a pessoa não e homossexual ou heterossexual porque quer, isto já está pré-determinado. Em 1993, a homossexualidade foi mundialmente retirada da lista de doenças mentais e declarada como forma natural do desenvolvimento sexual.



Sou lésbica e quero saber se eu tenho risco de pegar infecção sexualmente transmissível.

Tanto as relações sexuais com pessoas do mesmo sexo quanto relações heterossexuais podem transmitir infecções sexualmente transmissíveis como sífilis, herpes genital, HPV, tricomaníose, gonorreia, clamídia. Mesmo as mulheres homossexuais que já tiveram relação heterossexual podem ter se infectado e transmitir infecções sexualmente transmissíveis para sua parceira, no sexo oral ou no compartilhamento de “toys”, e precisam usar a camisinha feminina ou masculina para se protegerem.



A mulher tem ejaculação quando tem orgasmo?

A MULHER NÃO EJACULA. Quando a mulher esta excitada, ela produz um liquido viscoso que vai lubrificar a vagina. Umas tem mais lubrificação e outras tem menos lubrificação.



A masturbação faz mal para a saúde?

A masturbação é uma prática normal em crianças e em adultos e serve para obter o prazer sexual, que é muito importante para a saúde, ajuda a diminuir a tensão sexual quando a pessoa está excitada. É uma forma da pessoa se dar prazer.






Lucia Alves da Silva Lara - Ginecologista e Obstetra, especialista em sexualidade humana, coordenadora do Ambulatório de Estudos em Sexualidade Humana do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, presidente da Comissão Nacional Especializada de Sexologia da FEBRASGO.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

5 doenças que podem ser perigosas durante a gravidez



Especialista alerta: prevenção ainda é o melhor remédio

Durante a gestação, as futuras mamães devem frequentar todas as consultas do pré-natal e seguir uma vida saudável. Porém, é preciso ficar atenta a todos os sinais que o organismo dá e se importar com eles. Mal-estar, cólicas, febre e dores corporais, mesmo que leves, significam que existe algo de errado com o corpo, e no decorrer da gestação, todo cuidado é pouco. Esses sinais podem indicar a presença de fungos, bactérias, vírus ou protozoários no organismo da mulher, prejudicando a saúde dela e do bebê. Isso porque durante a gravidez, o sistema imunológico feminino sofre alterações que facilitam a proliferação de micro-organismos causadores de doenças, inclusive, aquelas capazes de atravessar a placenta e prejudicar o desenvolvimento do feto.

Pensando nisso, o obstetra e ginecologista do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, Maurício Sobral, listou 5 doenças que podem ser muito perigosas durante a gestação;

1. Vaginose Bacteriana – É um distúrbio que afeta a flora vaginal e diminui os lactobacilos responsáveis por proteger a região, o que leva a uma produção de um corrimento de cheiro muito forte. E, de acordo com uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, essa condição está associada com a ruptura da bolsa e o trabalho de parto prematuro. “Normalmente, a vaginose se desenvolve devido à baixa imunidade e o estresse. O tratamento é feito por via oral e o diagnóstico só é possível por meio de exames de análise de material coletado da vagina. Por isso, é importante estar com os exames íntimos em dia e manter uma vida saudável para garantir a boa imunidade”, explica o especialista.

2. Hepatite B – A doença está associada à cirrose hepática e também ao câncer no fígado. Para se prevenir, basta estar em dia com a vacina. São três doses que podem, inclusive, ser tomadas durante a gestação. Sua transmissão ocorre pelo contato com o sangue infectado e relações sexuais. Já o bebê, corre risco de contágio no momento do parto, por isso, se a mãe estiver infectada o recém-nascido é vacinado logo após a concepção. No entanto, a Organização da Saúde não contraindica a amamentação, mesmo que a mulher ainda esteja com o vírus.  

3. Catapora – Se a infecção ocorre durante a gravidez é preciso ter cuidado, já que o primeiro contato com o vírus costuma ser o mais grave. No entanto,se for diagnosticada rapidamente, o tratamento não traz problemas para o desenvolvimento do bebê. Por outro lado, é muito importante ficar atenta, pois, se o vírus passar para o feto, pode haver sequelas no cérebro, pele e até risco de aborto. “É essencial que toda mulher que deseja engravidar esteja em dia com as vacinas para evitar complicações futuras. A catapora, por exemplo, é um risco possível de evitar facilmente e, que se tratado com negligência, pode ser muito perigoso para o bebê”, comenta o médico.

4. Toxoplasmose – A doença se manifesta por meio de diversos sintomas, como vômitos, gânglios pelo corpo e sinais comuns da gripe, o que dificulta o diagnóstico rápido. Uma das formas de transmissão mais comum é pelas fezes dos gatos. “É recomendável que mulheres gestantes não façam a limpeza de caixinha higiênica dos animais de estimação e também evitem o contato com gatos desconhecidos. Outra maneira de contrair a doença é pelo consumo de carnes cruas e verduras, legumes e frutas mal lavados”, explica. O risco de transmissão para o recém-nascido é de 25%. No entanto, se a infecção acontece no primeiro trimestre, 15% dos casos terminam em aborto. Já no segundo trimestre, 25% dos bebês manifestam problemas oculares.

5. Rubéola – Quando a doença atinge apenas a mãe, o tratamento é simples, basta utilizar analgésicos e antitérmicos indicados pelo médico. O grande problema é quando o vírus invade a placenta e infecta o bebê, pois o seu contágio pode causar anomalias graves, como surdez e danos na visão. E quando isso acontece, o acompanhamento com um especialista é imprescindível. Já que, de acordo com a Sociedade Brasileiro de Pediatria, mães que contraem a rubéola durante o primeiro trimestre têm 80% de chances de contaminar o bebê. A contaminação acontece por via respiratória e por meio de gotículas expelidas no ar. É indicado que antes de engravidar, a mulher faça a sorologia, um exame que permite saber se a pessoa está imune. E se caso não estiver, deve tomar a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. “É importante lembrar que a vacina tríplice viral não deve ser tomada durante a gestação”, finaliza Sobral.




Doutor Maurício Luiz Peixoto Sobral, CREMESP 90722 - especialista em Mastologia, Ginecologia e Obstetrícia. Possui título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) e Título de Especialista em Mastologia (TEMA). É preceptor de ginecologia e obstetrícia do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo. Realizou mais de 10.000 partos e cirurgias ginecológicas ao longo dos 17 anos de formado. Tem larga experiência em Obstetrícia no atendimento público e privado em grandes Hospitais. Além de Sócio-diretor da Aclimed - Clínica Médica Aclimação Ltda. 


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