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quinta-feira, 9 de maio de 2019

CORRIMENTO COM SANGUE EXIGE CUIDADOS


Sinais de alerta incluem odores e ardências imotivados


O corrimento com sangue pode decorrer de infecção, sangramento ligado a ferida no colo do útero, ou até mesmo um escape fora de época. 

Se a data da menstruação estiver próxima, também pode acontecer de a secreção vaginal apresentar uma coloração mais amarronzada, com resquícios de sangue. Nestes casos, é aconselhável procurar um especialista para avaliar se há alguma patologia associada.

Porém, segundo o ginecologista Alexandre Zabeu Rossi, nem toda secreção vaginal indica problemas. A normal é aquela de aspecto transparente (tipo clara de ovo) que pode ocorrer nos períodos pré e pós menstrual e no meio do ciclo.

“Qualquer secreção diferente com sintomas como odor forte, ardência, coloração diferente, pode ser, sim, um sinal de alerta. Coceira na região íntima e vermelhidão local também sinalizam frequentemente essas infecções”, esclarece.

De acordo com o médico, ao se observar corrimento com sangue, a primeira providência a tomar é excluir causas orgânicas, ou seja, de origem uterina, do colo do útero ou vaginal (causadas por pólipos, miomas, “feridas no colo do útero“ e infecções vaginais).

Ao descartar estas causas, o especialista ressalta que é necessário pesquisar as de ordem hormonal, como as alterações de ovulação, escapes por uso de anticoncepcionais hormonais e hiperprolactinemia, que é o aumento no nível de prolactina (PRL) circulante, normalmente associado a dificuldades reprodutivas.


segunda-feira, 22 de abril de 2019

CORRIMENTO COM SANGUE EXIGE CUIDADOS


Sinais de alerta incluem odores e ardências imotivados



O corrimento com sangue pode decorrer de infecção, sangramento ligado a ferida no colo do útero, ou até mesmo um escape fora de época. 

Se a data da menstruação estiver próxima, também pode acontecer de a secreção vaginal apresentar uma coloração mais amarronzada, com resquícios de sangue. Nestes casos, é aconselhável procurar um especialista para avaliar se há alguma patologia associada.

Porém, segundo o ginecologista Alexandre Zabeu Rossi, nem toda secreção vaginal indica problemas. A normal é aquela de aspecto transparente (tipo clara de ovo) que pode ocorrer nos períodos pré e pós menstrual e no meio do ciclo.

“Qualquer secreção diferente com sintomas como odor forte, ardência, coloração diferente, pode ser, sim, um sinal de alerta. Coceira na região íntima e vermelhidão local também sinalizam frequentemente essas infecções”, esclarece.

De acordo com o médico, ao se observar corrimento com sangue, a primeira providência a tomar é excluir causas orgânicas, ou seja, de origem uterina, do colo do útero ou vaginal (causadas por pólipos, miomas, “feridas no colo do útero“ e infecções vaginais).

Ao descartar estas causas, o especialista ressalta que é necessário pesquisar as de ordem hormonal, como as alterações de ovulação, escapes por uso de anticoncepcionais hormonais e hiperprolactinemia, que é o aumento no nível de prolactina (PRL) circulante, normalmente associado a dificuldades reprodutivas.



Alexandre Zabeu Rossi  Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Mestre em Ginecologia pela Universidade  Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM), Doutor em Ginecologia pela UNIFESP-EPM e Diretor da Clínica Rossi.



sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Saúde íntima: descubra o que significa a cor da secreção vaginal

Pexels

Especialista destaca que secreção é comum; mudança de cor, consistência e odor desse corrimento, por sua vez, podem ser sinais de alerta

 

 

De vez em quando, a secreção vaginal aparece sorrateira na calcinha, mas ela, por si só, não é motivo para pânico algum. Então, tranquilize-se! Muita gente não sabe, mas ter secreção é super comum. 

 

Essa secreção de líquidos é natural e mantém a vagina limpa e lubrificada, além de evitar infecções provocadas pelo desequilíbrio da flora vaginal. 

 

O fluido geralmente é transparente, esbranquiçado, com aparência leitosa e não tem cheiro forte, mas vale lembrar que nem sempre esse líquido é igual. Segundo Mariana Betioli, obstetriz e fundadora da marca de coletores menstruais Inciclo, o corrimento pode mudar de aspecto em alguns contextos específicos, como, por exemplo, durante as diversas fases do ciclo menstrual. 

 

"Em certos dias do mês, a secreção aumenta. Isso acontece porque a produção do líquido é estimulada pelo estrogênio, um hormônio que está presente em maior volume perto da ocorrência da ovulação e também durante a gravidez", explica. 

 

Além da menstruação, o uso de absorvente interno, medicamentos, chegada da menopausa, hábitos de higiene e outras situações também influenciam na natureza da secreção vaginal. 

 

Cores de secreção


Por outro lado, é necessário prestar atenção na cor da secreção e alguns outros sintomas para poder identificar quando algo não vai bem, como a mudança na consistência e odor do fluido. Saiba o que possivelmente significa a cor do seu corrimento, de acordo com a obstetriz:

 

Branco: é bem provável que seja um corrimento normal, porém, se há mau odor e aparenta ter placas brancas ou acinzentadas (como a textura de queijo cottage), pode ser sinal de vaginose bacteriana. Se for uma secreção branca acompanhada de ardência, coceira ou vermelhidão, pode ser candidíase.

 

Marrom: costuma indicar a presença de sangue. Pode ser restinho de sangue coagulado da menstruação, irritação no canal vaginal após a penetração ou uso de duchas vaginais, mas também pode ser sinal de infecção. A secreção marrom também pode sugerir implantação do embrião nos primeiros dias de gravidez e, muito menos frequente, ser um sintoma de gravidez ectópica.

 

Amarelo: corrimento levemente amarelado e sem cheiro pode ser normal. Mas se for acompanhado de mau cheiro e aparência purulenta, com aspecto de pus, pode ser sinal de inflamação, devido a infecções, como por exemplo clamídia ou gonorréia.

 

Amarelo-esverdeado: corrimentos com essa coloração e odor bem desagradável costumam indicar tricomoníase.

 

Cinza: corrimento acinzentado com cheiro forte, espesso, que se agrupa em placas como queijo cottage, costuma ser sinal de vaginose bacteriana.

 

É importante ficar de olho no corrimento e notar se está acompanhado de irritação, coceira, vermelhidão, ferida ou ardência. "Consultar um profissional de saúde para avaliar o seu quadro é fundamental, já que alguns sinais podem indicar infecções, alergias ou até mesmo algumas doenças", alerta a especialista. 

 

Dicas de como evitar infecções e manter a saúde íntima


Sabendo dos sintomas e o que significa cada aspecto do corrimento, fica mais fácil entender como cuidar da região íntima do jeito certo. Betioli reuniu algumas dicas que podem ser aplicadas no dia a dia para a prevenção de doenças nesta região. Confira!

 

Ventilação em primeiro lugar:


“A melhor alternativa é usar roupas que deixem a região genital mais ventilada", indica. “Evite calças jeans e outras peças mais justas e apertadas para dar preferência a saias, vestidos e shorts mais folgados, além do uso de calcinhas de algodão, para ajudar na transpiração da vagina”.

 

Durma sem calcinha:


O ideal, inclusive, é dormir sem roupa íntima para deixar a vulva “respirar”, de acordo com a especialista. “A dica é deixar que a região íntima ‘respire’ livremente em pelo menos alguns momentos do dia”, afirma Mariana. 

 

Evite roupas molhadas: 


“Evite ficar muito tempo com as roupas molhadas, como biquínis e maiôs, pois a umidade facilita a proliferação de fungos e bactérias e pode resultar em outras infecções”, ressalta.

 

Para quem costuma deixar as peças íntimas secando no banheiro, muita atenção. “Não tem nada de errado em lavar a calcinha no banho usando um sabonete neutro. O problema é deixar a calcinha secando no box”, diz a especialista. 

 

“O banheiro é uma região úmida; lá, sua calcinha vai demorar mais para secar e ter mais chance de atrair fungos e bactérias. Se você lava suas peças íntimas no banho, coloque suas calcinhas para secar no varal, que é um ambiente seco e arejado.”

 

Lave a região íntima do jeito certo:


Algo fundamental para ajudar na saúde íntima é deixar a região limpinha. Só que há um porém: a limpeza não deve ser feita na parte interna, a vagina. A pessoa precisa lavar somente a vulva, que é a área externa.  

 

“A vagina é autolimpante, então pode esquecer ducha, sabonete ou qualquer outro tipo de limpeza interna. Já a vulva, só com água morna e os dedos, a pessoa consegue higienizar aqueles espaços entre os lábios internos e externos, para tirar uma eventual secreção”, recomenda.

 

“Se quiser, dá para usar um pouquinho de sabonete neutro na vulva e na parte do monte de vênus, onde nascem os pêlos. Após a limpeza, é só secar direitinho”, acrescenta Mariana.

 

Sexo com camisinha:


Não pense que a camisinha durante a relação sexual evita apenas a gravidez. “A proteção no momento do sexo também diminui as chances de contrair doenças sexualmente transmissíveis e infecções”, ressalta a obstetriz.

 

Cuidado extra durante a menstruação:


Além disso, segundo Mariana, o coletor e o disco menstrual são opções mais saudáveis para a região íntima. 


“Os modelos mais comuns do mercado – os absorventes descartáveis externo e interno – não são os mais indicados. O absorvente externo abafa essa região e o sangue que fica em contato com a vulva começa a entrar em decomposição, o que também aumenta o risco de problemas”, aponta.  


“Já os absorventes internos, quando inseridos no canal vaginal, acabam sugando não só o sangue, mas também toda a umidade da vagina, desregulando o pH e favorecendo a proliferação de fungos e bactérias indesejadas.”

 

Para ela, o ideal é evitar produtos químicos em contato com a região genital. “Como o coletor e o disco menstrual da Inciclo são feitos de silicone hipoalergênico, um material sem corante e substâncias químicas, preservam a saúde da vagina e ainda deixam a vulva arejada. Uma outra alternativa são as calcinhas absorventes, que tem um tecido com tratamento antimicrobiano que diminui o risco de infecção”, garante a CEO da Inciclo.

 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Corrimento ou lubrificação vaginal? Você sabe distinguir o que é normal e o que é patológico?


 Ardor, coceira e odor forte indicam que há um desequilíbrio vaginal e o médico precisa ser consultado    


A vagina é uma região normalmente úmida, que secreta líquido sem cheiro, esbranquiçado ou semelhante à clara de ovo, em volume variável de mulher para mulher. Dependendo do período do ciclo menstrual, essa quantidade de líquido também pode mudar, sendo maior na segunda metade do ciclo – quando costuma sujar a roupa. “Algumas mulheres têm lubrificação vaginal abundante e isso não é corrimento. A cor do líquido também pode ser levemente amarelada porque, em contato com o ambiente externo, o fluido pode sofrer alteração de tonalidade – e isso é normal”, explica a ginecologista, obstetra e mastologista Mariana Rosário.

Ela conta que muitas pacientes têm dificuldade de diferenciar a secreção normal da vagina de um corrimento patológico, causado por fungo ou bactéria, e se preocupam. “O corpo dá sinais quando algo não vai bem. No caso de um corrimento, existem odores característicos, coceira e dor, que podem aparecer sozinhos ou em conjunto, e demonstram que aquela secreção não é normal”, diz a médica.


 Sinais de alerta

Prurido (coceira), odor (cheiro forte) e até dor abdominal ou no ato sexual são indícios de corrimento por fungo ou bactéria. Em relação ao aspecto, o corrimento pode ser acinzentado, esverdeado, parecido com pus, com sangue ou amarronzado. Já o cheiro pode ser bem forte, assemelhando a peixe podre, e estar presente também no final da menstruação. “As causas são bem variadas.

 Podem vir desde o desequilíbrio da flora vaginal até a presença de agentes infecciosos, como cândida, clamídia, tricomonas, entre outros. As relações sexuais sem preservativos trazem doenças sexualmente transmissíveis, como HPV e gonorreia, que também podem causar corrimentos. Há, ainda, a alteração do pH vaginal por diabetes, uso de antibióticos, quimioterapia outras situações. Por tudo isso, é imprescindível que se consulte um ginecologista e nunca se automedique”, alerta a ginecologista.

O tratamento é realizado em casa, com uso de medicamentos específicos para cada caso. “Identificamos o agente causador e utilizamos medicamentos via oral e de uso tópico, para aliviar os sintomas imediatamente, proporcionando conforto à paciente. Em alguns casos, o parceiro também precisa ser tratado, por isso, é tão importante que o médico seja imediatamente consultado”, explica Dra. Mariana.


A relação entre o verão e o corrimento vaginal

No verão, a incidência de casos de corrimento vaginal podem aumentar devido ao desequilíbrio da flora vaginal. É sempre importante manter a região pélvica arejada. O uso de roupas apertadas e protetores diários podem causar o abafamento da vulva e desequilibrar as bactérias e fungos da região, o que leva ao corrimento. Usar biquíni molhado por muito tempo também pode causar o desequilíbrio da região. “É importante não usar roupas íntimas de outras pessoas, realizar a higiene normalmente e optar por trocar o biquíni por um seco sempre que possível”, aconselha a médica. Ela completa: “se possível, dormir sem roupa íntima é aconselhável, já que a pele pode respirar melhor e, assim, proporcionar o desejado equilíbrio da flora vaginal”, finaliza.






Dra. Mariana Rosário - Formada pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), em 2006, a Dra. Mariana Rosário possui os títulos de especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia pela AMB – Associação Médica Brasileira, e estágio em Mastologia pelo IEO – Instituto Europeu de Oncologia, de Milão, Itália, um dos mais renomados do mundo. Possui vasta experiência em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, tanto em Clínica Médica como em Cirurgia Oncoplástica. Realiza cursos e workshops de Saúde da Mulher, bem como trabalhos voluntários de preparação de gestantes, orientação de adolescentes e prevenção de DST´s. Participou de inúmeros trabalhos ligados à saúde feminina nas mais variadas fases da vida e atua ativamente em programas que visam ao aprimoramento científico. Atualiza-se por meio da participação em cursos, seminários e congressos nacionais e internacionais e produz conteúdo científico para produções acadêmicas.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis. “São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta a Dra. Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa, e especialista em reprodução assistida pela FEBRASGO. Para que você entenda o risco de não se prevenir, a Dra. Karina lista as DSTs e os danos causados à saúde: HIV É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. Sífilis Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte. Gonorreia Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cérvice, que é a parte mais estreita do colo uterino). Tricomoníase É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens. Clamídia Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte. Condiloma acuminado É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas. Herpes simples Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas. Cancro mole Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo. Mycoplasma genitalium É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente. Hepatite B e hepatite C São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão. HTLV (Vírus Linfotrópico T humano) Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido. “A maneira mais eficaz de evitar uma DST é utilizar a camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, seja no sexo anal, vaginal e oral”, reforça Karina Tafner.


Todos os dias, mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta a Dra. Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pela Santa Casa, e especialista em reprodução assistida pela FEBRASGO.

Para que você entenda o risco de não se prevenir, a Dra. Karina lista as DSTs e os danos causados à saúde:

HIV
É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.


Sífilis
Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte.


Gonorreia
Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cérvice, que é a parte mais estreita do colo uterino).


Tricomoníase
É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens.


Clamídia
Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte.


Condiloma acuminado
É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas.


Herpes simples
Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas.


Cancro mole
Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.


Mycoplasma genitalium
É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente.


Hepatite B e hepatite C
São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão.


HTLV (Vírus Linfotrópico T humano)
Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido.

“A maneira mais eficaz de evitar uma DST é utilizar a camisinha, tanto a feminina quanto a masculina, seja no sexo anal, vaginal e oral”, reforça Karina Tafner.


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