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terça-feira, 9 de junho de 2026

Jovens brasileiros escolhem empresas com base em oportunidade de crescimento, boa remuneração e saúde mental antes de flexibilidade e cultura, aponta pesquis

Levantamento nacional inédito encomendado pelo CIEE ao Instituto Locomotiva ouviu mais de 8 mil jovens e revela os fatores decisivos na escolha do trabalho pela juventude brasileira

 

O jovem brasileiro mudou, mas nem tanto. É isso o que revela a pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), realizada com mais de 8.800 jovens de 14 a 24 anos em todo o país, com margem de erro de 1 ponto percentual. O estudo mostra que oportunidade de crescimento na empresa, boa remuneração, benefícios e ambiente de trabalho são fatores determinantes para a nova geração na hora de escolher onde trabalhar.

 

De acordo com o levantamento, a valorização e a oportunidade de crescimento na empresa, aliadas a uma boa remuneração e benefícios, além de um ambiente de trabalho saudável, aparecem como expectativas centrais em relação ao mundo do trabalho. A saúde mental também ocupa lugar de destaque: 93% dos entrevistados concordam totalmente que é muito importante atuar em empresas que valorizem esse tema.

 

Outro dado relevante aponta uma mudança importante no comportamento da nova geração: embora remuneração e benefícios continuem relevantes, eles já não são o principal fator de decisão profissional. Quando questionados sobre os principais motivos para escolher uma empresa, os jovens colocaram a oportunidade de crescimento profissional em primeiro lugar (54%), seguida por boa remuneração e benefícios (43%) e ambiente de trabalho agradável (31%).

 

A pesquisa também trouxe um resultado que surpreende. O trabalho flexível, tema amplamente debatido nos últimos anos, ficou apenas em quinto lugar no ranking dos fatores priorizados pelos jovens na escolha de uma empresa para trabalhar, atrás, por exemplo, de um bom ambiente de trabalho e de uma empresa tradicional ou renomada.

O superintendente Institucional do CIEE, Rodrigo Dib, ressalta o desejo da nova geração de atuar em organizações alinhadas entre discurso e prática.

 

"A pesquisa reforça algo que o CIEE acompanha diariamente: questões como saúde mental, ambiente saudável e identificação com valores corporativos deixaram de ser diferenciais e passaram a ser expectativas básicas dos jovens. Esta geração está mais atenta não apenas ao propósito da empresa em si, mas também à compatibilidade entre seus próprios objetivos e propósitos de vida e a organização em que pretende trabalhar", destaca.

 

A pesquisa também mostra que os jovens reconhecem o papel estratégico das empresas na geração de oportunidades. Para 98% dos entrevistados, empresas que empregam jovens contribuem para o desenvolvimento do país, enquanto 96% acreditam que as organizações têm papel fundamental para garantir a empregabilidade da juventude brasileira.


 

Resultados integram a iniciativa do 1º Prêmio Empregabilidade Jovem Rádio Band e CIEE

 

Além dos resultados sobre a visão da juventude do mundo do trabalho, a pesquisa ainda perguntou ao jovem qual era a empresa de maior desejo para se trabalhar. Os resultados serão conhecidos no dia 04 de agosto, terça-feira, nos estúdios da TV Band, em São Paulo, na entrega do Prêmio Empregabilidade Jovem Rádio Band e CIEE, que contará com transmissão ao vivo a partir das 18h.

 

Além da categoria "Meu Match Perfeito", que contou com votação popular e da qual a pesquisa faz parte, a iniciativa reconhecerá as empresas que mais geram oportunidades reais para jovens brasileiros nas categorias Aprendiz, Estágio e Contratação CLT. Os dados foram levantados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apoiador do prêmio.

 

A premiação busca destacar organizações comprometidas com a inclusão produtiva de jovens, o desenvolvimento de talentos e a construção de ambientes profissionais mais acolhedores e alinhados às expectativas das novas gerações.



Mercado digital cresce, mas falta de controle financeiro expõe risco em negócios de infoprodutos

Expansão impulsionada por vendas parceladas e alta conversão não acompanha a previsibilidade de caixa e acende alerta sobre sustentabilidade no setor

 

O avanço do mercado de infoprodutos no Brasil, impulsionado pela digitalização do consumo e pela busca por novas fontes de renda, tem ampliado o volume de vendas no ambiente online. Ao mesmo tempo, o aumento da inadimplência e a dependência de pagamentos parcelados começam a expor uma fragilidade estrutural em parte dessas operações: o descompasso entre faturamento e geração de caixa.

Para Reinaldo Boesso, cofundador e CEO da TMB e especialista em crédito para negócios digitais, o problema não está no crescimento em si, mas na forma como ele é sustentado. “O mercado digital cresceu rápido, mas sem o mesmo nível de organização financeira. Vender mais não significa ter mais dinheiro disponível. Quando o caixa não acompanha, o crescimento vira risco operacional”, afirma.

O modelo de vendas parceladas, amplamente utilizado no setor, tem papel central nesse cenário. Ele facilita o acesso do consumidor e aumenta a conversão, mas distribui a entrada de receita ao longo de meses. Enquanto isso, custos operacionais como tráfego pago, plataformas, equipe e impostos seguem concentrados no curto prazo, exigindo liquidez imediata.

“Existe uma distorção na leitura do faturamento. O empreendedor considera o valor total da venda, mas o dinheiro entra aos poucos. Se ele toma decisões com base nisso, compromete toda a operação”, diz Boesso.


Descompasso entre vendas e caixa pressiona operação

O contexto econômico reforça essa pressão. Dados recentes de entidades de proteção ao crédito indicam que o número de brasileiros inadimplentes segue elevado em 2025 e no início de 2026. Para negócios digitais que dependem de pagamentos recorrentes ou parcelados, isso representa aumento no risco de atraso, quebra de fluxo de caixa e necessidade de capital adicional para manter a operação.

Segundo o especialista, muitos empreendedores ainda não incorporaram práticas básicas de gestão financeira ao crescimento digital. “Existe domínio de marketing e vendas, mas pouca atenção ao fluxo de caixa, inadimplência e provisão. Quando esses fatores não são acompanhados, o crescimento perde sustentação”, afirma.

Entre os sinais mais comuns de desequilíbrio estão o aumento do faturamento sem geração proporcional de caixa, a dependência frequente de antecipação de recebíveis e a dificuldade de manter despesas fixas mesmo após períodos de alta nas vendas. “Se a empresa cresce e continua sem liquidez, há um problema estrutural”, diz.

Outro ponto de atenção é o uso de crédito para sustentar a expansão. Com juros ainda elevados no país, recorrer a capital de curto prazo para financiar a operação ou a aquisição de clientes reduz a margem e aumenta a exposição financeira.

Para Boesso, o amadurecimento do setor passa por uma mudança de mentalidade. “O mercado digital deixou de ser experimental. Hoje existem operações relevantes que precisam ser geridas com o mesmo nível de controle de qualquer empresa estruturada”, afirma.


Crescimento exige gestão mais rigorosa

A recomendação é adotar rotinas mais rigorosas de acompanhamento financeiro, como controle diário de recebíveis, separação entre faturamento e caixa disponível e análise real da conversão líquida das vendas. “Escalar é importante, mas sustentar a escala é o que define quem permanece”, diz.

A tendência de crescimento do digital segue forte, com expansão de criadores, novas plataformas e maior uso de tecnologia nas operações. Ainda assim, a disputa no setor deve se deslocar do volume de vendas para a capacidade de gestão.

“Nos próximos anos, não vai se destacar quem vende mais, mas quem consegue transformar receita em caixa com consistência e previsibilidade”, conclui Boesso.

 

 



Reinaldo Boesso - É co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
Para mais informações, visite o Instagram ou o linkedin.

TMB
Para mais informações, acesse o site, instagram pelo @oficial.tmb ou o linkedin.


Fonte de pesquisa

https://www.serasa.com.br/imprensa/inadimplencia-ultrapassa-806-milhoes-virada-ano-dividas-impedem-sonhos-serasa/

https://www.serasaexperian.com.br/sala-de-imprensa/indicadores/recorde-historico-empresas-encerraram-2025-com-rdollar-213-bilhoes-em-dividas-e-inadimplencia-no-maior-patamar-ja-registrado-aponta-serasa-experian/


5 dicas para aumentar as vendas nos restaurantes


A arte de vender mais não é apenas uma questão de sorte ou do acaso, mas o resultado de estratégias bem pensadas e uma gestão alinhada ao objetivo de otimização e crescimento. O empresário Marcelo Politi, responsável por trazer as operações do Hard Rock Café para o Brasil e fundador de mais de uma dezena de negócios até a gestão de hotéis cinco estrelas, listou 5 dicas para impulsionar as vendas.


1 - Conheça o cliente

Conhecer o cliente é a base para otimizar operações e alavancar vendas. Para oferecer um cardápio que faça sucesso, ambientes que encantem e serviços que fidelizem, é essencial saber quem é o público que entra no estabelecimento. Para isso, treine a equipe para observar os gostos dos clientes e oferecer upgrades que realmente agreguem à experiência. 


2 – Utilize estratégia de upselling

Upselling nada mais é do que incentivar o cliente a comprar um produto complementar ou de maior valor agregado no momento da compra inicial. No contexto de um restaurante, isso pode significar sugerir um vinho que harmonize com o prato escolhido ou uma sobremesa especial que encante o paladar.

Crie ofertas de upselling que façam sentido para quem frequenta o restaurante, como por exemplo, uma porção extra de um ingrediente que o agrade ou uma promoção especial em um dia comemorativo. Tudo isso contribui para um aumento significativo do ticket médio, sem comprometer a satisfação do cliente.


 3 – Invista em atendimento  

Um bom atendimento é o coração do sucesso no universo da gastronomia. Para isso é necessário treinamento constante da equipe, que precisa conhecer cada detalhe do cardápio e do funcionamento do estabelecimento. Mas ainda mais importante é ensinar a arte de escutar e interpretar os sinais dos clientes, sempre atentos às suas preferências, seus momentos especiais e às circunstâncias que o trouxeram ao ambiente.

Além disso, dedique-se ao cliente. Atitudes como chamar pelo nome, perguntar sobre sua última experiência e até mesmo anotar suas preferências são pequenos gestos que fazem muita diferença.


 4 – Tenha tecnologia como aliada

A tecnologia ajuda a agilizar processos. Um sistema eficaz de pedidos e pagamentos, não apenas melhora a eficiência do serviço, mas também amplia a satisfação do cliente. Em tempos digitais, garantir que o restaurante seja encontrado facilmente online e oferecer uma experiência de navegação intuitiva, seja para fazer uma reserva ou consultar o cardápio, é essencial para atrair público.


5 - Aplique descontos progressivos

O conceito de desconto progressivo é uma estratégia poderosa que pode aumentar as vendas e fidelizar clientes. Essa mecânica funciona da seguinte maneira: ao invés de oferecer um desconto fixo, aplica-se uma redução no preço que cresce conforme a quantidade de produtos adquiridos. Isso não só atrai consumidores em busca de economia, mas também incentiva a compra de mais itens.

Os descontos progressivos têm uma relação profunda com a psicologia do consumidor. Quando os clientes se deparam com essa estratégia, sua percepção de valor e a experiência de compra são imediatamente afetadas. Descontos que aumentam com a quantidade comprada ou conforme o valor total da compra criam uma sensação de recompensa, incentivando o cliente a gastar mais para obter um benefício maior. Esse fenômeno da “reciprocidade” é um gatilho emocional que pode ser explorado com eficácia no mercado de alimentos.

"O segredo da retenção de clientes está em superar expectativas e criar conexões duradouras" explica Politi, que estará a frente do Acelera Food Nation 2026 - um dos maiores eventos de gastronomia que acontece em junho, na cidade de São Paulo. O evento, promovido pelo Grupo Food Nation, reunirá cerca de 1500 empresários ligados ao setor de food service.

 

Grupo Food Nation

Politi Academy
https://politiacademy.com.br/

Koncluí
https://Konclui.com


Confira 5 sinais do amadurecimento no uso de IA em sala de aul

Magnific 
Especialista da Mind Makers explica como o uso da Inteligência Artificial auxilia professores e estudantes dentro das rotinas de aprendizado 

 

O uso de Inteligência Artificial vem se consolidando no ambiente educacional, especialmente após a integração na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que prevê o uso da ferramenta como apoio aos professores, para personalizar o ensino e ampliar possibilidades de aprendizado. Entretanto, é preciso disciplina e maturidade de todas as partes, para que essa implementação cumpra seu propósito educacional.


Para Victor Haony, assessor pedagógico da Mind Makers, solução educacional que trabalha com a disciplina Mundo Computacional, a proposta de currículo de ensino de computação da SOMOS Educação, que insere a IA como ferramenta no plano pedagógico, oferece diversos benefícios, principalmente na otimização do tempo docente. 


Na prática, a Inteligência Artificial facilita o dia a dia do docente, tornando o papel do professor mais estratégico em sala de aula. “O professor recebe auxílio ao elaborar planos de aula e sequências didáticas, na criação de exercícios adaptados, na produção de materiais de revisão e simulados, além de dados de desempenho dos estudantes, facilitando que tenha uma visão geral sobre o nível de aprendizagem da turma e individualizada, por aluno”, indica o especialista.


Entretanto, Haony ressalta que,a ferramenta não substitui o papel do docente. Pelo contrário, ele ganha ainda mais relevância como mediador, curador de conteúdo e responsável pela construção do pensamento crítico dos alunos.


O contato direto do aluno com a solução também pode ser grande aliado nos estudos. Por meio da IA, com a orientação correta, o estudante pode buscar exercícios com diferentes níveis de dificuldade, além de explicações em formatos variados, que sejam adequadas às suas necessidades, com feedbacks imediatos e recomendações de estudo, de acordo com o ritmo de aprendizado.


Dessa forma, as escolas que usam a tecnologia de maneira planejada, tanto para os alunos como para os professores, conseguem notar o desenvolvimento pleno de competências exigidas no século XXI. “As escolas costumam relatar maior engajamento dos estudantes, melhoria no acompanhamento individual da aprendizagem, ganho de tempo para os professores, fortalecimento de habilidades digitais de ambas as partes, além da possibilidade de desenvolver competências como resolução de problemas, criatividade, análise crítica e colaboração”, comenta o especialista. 


Entretanto, Haony também alerta sobre desafios e riscos que precisam ser considerados pela gestão escolar antes de aderir à IA. Para ele, as questões relacionadas à privacidade e proteção de dados, assim como desigualdade de acesso tecnológico dentro do ambiente escolar, precisam ser colocadas em pauta pela coordenação.


Além disso, quando a implementação não é feita de maneira planejada e orientada, existem questões que podem demonstrar que o aluno ainda não está amadurecido para ter total acesso à IA. Para Haony, quando um jovem perde a confiança em sua capacidade de argumentação e depende das respostas prontas da ferramenta, assim como também quando usa de maneira excessiva ou inapropriada, são atitudes que refletem imaturidade no uso da ferramenta.



Uso consciente da IA exige maturidade dentro e fora da sala de aula 


De acordo com o assessor pedagógico da Mind Makers, existem sinais de que a escola está no caminho certo para atingir maturidade no uso da solução. Confira: 

  1. Uso de maneira pedagógica e não “experimental”: integrar a IA aos objetivos de aprendizagem, ao invés de tratar apenas como ferramenta produtiva;
  2. Preparo dos professores para medir o uso da tecnologia: o crescimento de profissionais preparados para aplicar o pensamento computacional, permite um uso mais crítico e intencional;
  3. Personalização do aprendizado em escala: o uso da ferramenta com o intuito de adaptar o ensino e promover acessibilidade dentro de sala de aula;
  4. Debates sobre ética, autoria e pensamento crítico: a discussão constante com os alunos sobre a função da IA e imposição de limites, favorece o uso consciente;
  5. Integração da ferramenta com metodologias ativas: a cultura maker - metodologia que foca no aprendizado prático e na criação de soluções inovadoras para problemas cotidianos -, por exemplo, alinhada com a IA, fortalece a resolução de problemas, projetos interdisciplinares e aprendizagem criativa, fortalecendo o protagonismo.

Por fim, apesar da forte presença da IA no contexto educacional, o Victor Haony reforça a necessidade de um equilíbrio. E para isso, a escola precisa potencializar as capacidades humanas, valorizando a argumentação, criatividade, comunicação, autonomia e empatia.

 

Mind Makers

 

Por que o imóvel continua sendo um dos ativos mais estratégicos para construção de patrimônio


Construir patrimônio nunca foi apenas sobre escolher onde investir. Sempre foi sobre visão. Sobre entender ciclos, identificar valor e tomar decisões com consistência.

Tenho uma convicção construída na prática, ao longo de décadas empreendendo no setor imobiliário: o imóvel continua sendo um dos ativos mais estratégicos para quem pensa no longo prazo.

Em um ambiente econômico cada vez mais dinâmico, é natural que investidores busquem alternativas que combinem segurança, previsibilidade e potencial de valorização. E é justamente por reunir esses atributos que o mercado imobiliário segue ocupando um papel central na construção patrimonial.

Os números confirmam isso. Dados recentes do Índice FipeZAP mostram que, em 2025, o setor residencial brasileiro alcançou rentabilidade média total de 5,96% ao ano, somando valorização patrimonial e renda com aluguéis. Mais do que um indicador de desempenho, esse dado reforça algo que o mercado conhece há muito tempo: imóveis atravessam ciclos.

Enquanto ativos mais voláteis oscilam ao sabor do curto prazo, o imóvel carrega uma característica rara, a capacidade de preservar valor enquanto gera oportunidades. E essa combinação é poderosa.

Mas acredito que existe uma visão ainda mais interessante sobre esse tema.

Investir em imóveis não é simplesmente adquirir um ativo. É entender estratégia.

Um bom investimento imobiliário começa muito antes da compra e vai muito além dela. Passa pela leitura do momento de entrada, pela captura de valor ao longo do ciclo do empreendimento, pela decisão de liquidez e, muitas vezes, pelo reinvestimento. É essa inteligência sobre o ciclo que transforma patrimônio em expansão patrimonial.

Tenho dito com frequência que o mercado imobiliário deixou de ser visto apenas como proteção e passou a ser uma plataforma de construção de valor.

Isso muda tudo.

Quando o investidor entende, por exemplo, o potencial de uma unidade adquirida ainda em fase de desenvolvimento, ele deixa de olhar apenas para um imóvel e passa a enxergar uma estratégia de captura de valorização.

E é aí que o ativo imobiliário ganha uma camada ainda mais sofisticada.

Porque não se trata apenas de solidez. Trata-se de trabalhar o ativo.

O investidor contemporâneo não busca somente segurança. Busca eficiência. Busca ativos que possam combinar proteção, renda, valorização e inteligência na composição patrimonial.

E o imóvel segue respondendo muito bem a essa lógica.

Talvez por isso, em um cenário de maior complexidade econômica, eu veja o mercado imobiliário cada vez menos como uma escolha conservadora e cada vez mais como uma decisão estratégica.

Porque patrimônio sustentável não se constrói por acaso.

Se constrói com visão, com disciplina e, principalmente, com estratégia.

E nisso, o imóvel continua ocupando um lugar singular. Não apenas como ativo sólido, mas como instrumento de geração e multiplicação de patrimônio. Talvez hoje, mais do que nunca.

 

Eduardo Esteves - Sócio-proprietário da EW Incorporações


Imposto de Renda 2026: como descobrir se você caiu na malha fina e o que fazer para regularizar a situação

 

Com o encerramento do prazo de entrega do Imposto de Renda 2026, muitos contribuintes passam a acompanhar com atenção o processamento da declaração junto à Receita Federal. Um dos maiores receios é descobrir que a declaração ficou retida em malha fina, situação que pode atrasar restituições e exigir correções por parte do contribuinte.

 

De acordo com o contador e especialista em gestão tributária **André Charone**, a malha fina ocorre quando a Receita Federal identifica inconsistências, divergências ou informações que precisam ser esclarecidas antes da conclusão da análise da declaração.

 

“Cair na malha fina não significa necessariamente que houve fraude ou má-fé. Na maioria dos casos, estamos falando de erros de preenchimento, omissão de rendimentos ou divergências entre os dados informados pelo contribuinte e aqueles recebidos pela Receita Federal por meio de empresas, bancos, planos de saúde e outras instituições”, explica André Charone.


 

Como saber se a declaração caiu na malha fina?

 

Segundo Charone, a consulta pode ser realizada de forma simples por meio do portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal.

 

“O contribuinte deve acessar sua conta Gov.br e entrar no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal. Lá é possível consultar o extrato da declaração e verificar se existe alguma pendência ou retenção em malha fiscal”, orienta.

 

Caso sejam encontradas inconsistências, o próprio sistema costuma indicar os motivos que levaram à retenção da declaração.


 

Principais motivos que levam à malha fina

 

Entre os erros mais comuns estão:

 

• Omissão de rendimentos próprios ou de dependentes;

 

• Divergências nos valores informados por fontes pagadoras;

 

• Erros na declaração de despesas médicas;

 

• Informações incorretas sobre dependentes;

 

• Diferenças entre os rendimentos declarados e os informados por instituições financeiras;

 

• Falhas no preenchimento de ganhos de capital ou operações em bolsa de valores.

 

“As despesas médicas continuam sendo uma das principais causas de retenção. Por isso, é fundamental guardar recibos, notas fiscais e documentos que comprovem os gastos declarados”, alerta Charone.

 


E quem não entregou a declaração? Pode ter problemas com a Receita?

 

Segundo André Charone, muitas pessoas acreditam que apenas quem enviou a declaração pode enfrentar problemas junto à Receita Federal, mas a realidade é diferente.

 

“Quando uma pessoa era obrigada a declarar e não entregou o Imposto de Renda, ela não entra tecnicamente na malha fina, porque não existe uma declaração para ser analisada. Porém, isso não significa que está livre de fiscalização. A Receita Federal possui mecanismos de cruzamento de dados cada vez mais sofisticados e consegue identificar contribuintes que deveriam ter declarado e não cumpriram essa obrigação”, explica.

 

O especialista destaca que informações fornecidas por empresas, instituições financeiras, operadoras de cartão de crédito, planos de saúde, cartórios e corretoras de investimento permitem que a Receita tenha acesso a uma ampla movimentação financeira dos contribuintes.

 

“Quem deixou de declarar pode verificar sua situação fiscal acessando o portal e-CAC com a conta Gov.br. Lá é possível consultar eventuais pendências e acompanhar notificações emitidas pela Receita Federal”, afirma.

 

Segundo Charone, a falta de entrega da declaração pode gerar consequências que vão além da multa por atraso.

 

“O contribuinte pode ficar sujeito a penalidades financeiras, cobranças futuras de tributos, além de enfrentar dificuldades em algumas operações que exigem regularidade fiscal. Por isso, é importante verificar a situação o quanto antes e providenciar a regularização, caso exista alguma pendência”, orienta.


 

O que fazer se a declaração estiver retida?

 

A recomendação é agir rapidamente após identificar a pendência.

 

“Se o contribuinte perceber que cometeu algum erro, pode transmitir uma declaração retificadora para corrigir as informações. Quanto mais cedo a situação for regularizada, maiores são as chances de evitar problemas futuros e receber eventual restituição sem atrasos prolongados”, afirma.

 

Nos casos em que a Receita solicitar comprovação documental, é importante reunir toda a documentação necessária e acompanhar os comunicados oficiais.


 

Atenção a golpes

 

André Charone também alerta para o aumento de tentativas de fraude durante o período de processamento das declarações.

 

“A Receita Federal não solicita dados bancários nem informações pessoais por aplicativos de mensagens. O contribuinte deve desconfiar de e-mails, SMS ou mensagens que informem supostas pendências e sempre consultar diretamente os canais oficiais da Receita”, destaca.


 

Planejamento evita problemas

 

Para o especialista, a melhor forma de evitar a malha fina é manter a organização financeira durante todo o ano.

 

“Guardar comprovantes, solicitar informes de rendimentos e revisar cuidadosamente todos os dados antes do envio da declaração são medidas simples que reduzem significativamente o risco de inconsistências e garantem mais tranquilidade ao contribuinte”, conclui André Charone.

 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
e digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone


Como se tornar mesário voluntário nas Eleições 2026?

Saiba como se inscrever e quais benefícios são oferecidos pela Justiça Eleitoral


Os preparativos para as Eleições Gerais de 2026 já estão em andamento, e os tribunais regionais eleitorais (TREs) abriram inscrições para o Projeto Mesário Voluntário. Responsáveis por auxiliar na organização da votação, os mesários desempenham papel fundamental para garantir a realização do pleito.

Além de contribuir para a democracia, os participantes têm direito a benefícios previstos em lei, como folgas compensatórias no trabalho, auxílio-alimentação e vantagens em concursos públicos. Quer saber quem pode participar e como se inscrever para ser mesário voluntário? Continue a leitura.

 

Quem pode ser mesário nas Eleições 2026?

Qualquer eleitor com mais de 18 anos e em situação regular com a Justiça Eleitoral pode se candidatar para atuar como mesário. No entanto, algumas categorias estão impedidas de exercer a função. De acordo com a legislação eleitoral, não podem ser nomeados mesários:

  • Menores de 18 anos;
  • Candidatos e seus parentes, inclusive por afinidade, até o segundo grau, além do cônjuge;
  • Pessoas que pertencem ao serviço eleitoral;
  • Integrantes de diretórios partidários que exerçam função executiva;
  • Autoridades públicas;
  • Agentes policiais;
  • Ocupantes de cargos de confiança no Poder Executivo.

A campanha de recrutamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lançada neste ano, também busca ampliar a participação dos jovens. Além das mídias tradicionais, a divulgação ocorre em redes sociais como Instagram, TikTok e LinkedIn.

 

Atuar como mesário garante benefícios e ajuda a fortalecer a democracia
  AdobeStock

Como se inscrever para ser mesário voluntário?

O cadastro pode ser realizado de forma online, preferencialmente pelo aplicativo e-Título ou pelos sites dos tribunais regionais eleitorais. Também é possível entrar em contato com o cartório eleitoral da região por telefone, WhatsApp ou atendimento presencial para manifestar interesse na função.

Vale destacar que o cadastro não garante convocação imediata. Caso não existam vagas disponíveis, o nome do interessado permanece registrado para futuras eleições. Quando selecionado, o eleitor recebe uma convocação oficial da Justiça Eleitoral com informações sobre treinamento, local de atuação e função que deverá desempenhar durante o pleito.

 

Quais são as funções do mesário?

Cada seção eleitoral conta com uma equipe formada por presidente, mesários e secretário. Juntos, eles são responsáveis pelo funcionamento da votação ao longo do dia. Entre as principais atribuições dos mesários estão:

  • Organizar a fila de eleitores;
  • Garantir o atendimento prioritário;
  • Conferir documentos e identificar os votantes;
  • Localizar o nome do eleitor no caderno de votação;
  • Coletar assinaturas ou impressões digitais;
  • Operar a urna eletrônica;
  • Controlar o acesso à seção eleitoral;
  • Registrar ocorrências durante a votação;
  • Entregar os comprovantes de votação;
  • Auxiliar na abertura e no encerramento dos trabalhos.

O objetivo é assegurar que o processo eleitoral ocorra de forma organizada, transparente e segura.

 

Capacitação é obrigatória

Antes das eleições, os convocados passam por treinamento oferecido pela Justiça Eleitoral. O TSE disponibiliza o aplicativo Mesário, que reúne conteúdos e orientações sobre todas as etapas do trabalho. As aulas são divididas por módulos e apresentam informações específicas para cada função exercida na mesa receptora de votos.

Além do treinamento digital, os tribunais eleitorais também podem oferecer orientações complementares para preparar os participantes para o dia da votação.

 

Quais são os benefícios de ser mesário?

Embora a atividade não seja remunerada, os mesários têm direito a uma série de benefícios previstos na legislação. Entre eles estão:

 

Folgas compensatórias

Dois dias de dispensa do trabalho para cada dia de atuação nas eleições e para cada dia de treinamento realizado.

 

Auxílio-alimentação

Pagamento de R$ 65 por turno trabalhado, conforme estabelecido pela Portaria TSE nº 86/2025.

 

Vantagem em concursos públicos

Em alguns certames, a atuação como mesário pode ser utilizada como critério de desempate, desde que haja previsão no edital.

 

Horas complementares na faculdade

Universidades conveniadas com a Justiça Eleitoral podem reconhecer a atividade como carga horária extracurricular.

 

Benefícios locais

Em alguns estados e municípios, legislações específicas garantem vantagens adicionais, como isenção de taxas em concursos públicos.

 

Ausência pode gerar penalidades

Após ser oficialmente convocado, o cidadão deve comparecer às atividades para as quais foi designado. Caso exista algum impedimento, é necessário apresentar justificativa à Justiça Eleitoral.

Situações como problemas de saúde podem ser comprovadas por meio de documentação, que será analisada pelo órgão responsável. Se a justificativa não for aceita, o convocado poderá sofrer penalidades previstas na legislação eleitoral.

 

Eleições 2026 mobilizarão mais de 150 milhões de eleitores

As Eleições Gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Se houver necessidade de segundo turno para presidente ou governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro. O pleito também marcará os 30 anos da utilização da urna eletrônica no Brasil.

Desde sua estreia, em 1996, o país consolidou um dos maiores sistemas de votação eletrônica do mundo, tornando o trabalho dos mesários uma parte essencial para garantir o funcionamento desse processo democrático.

 

Qual curso fazer para ser político?

Não existe uma graduação obrigatória para seguir carreira política, já que a eleição depende do voto popular. Cursos como Direito, Ciência Política, Administração, Gestão Pública, Economia e Comunicação podem contribuir para a formação de lideranças mais preparadas para atuar na vida pública.

Áreas como Sociologia, História e Pedagogia também ajudam a compreender melhor as demandas da sociedade. Para quem deseja investir na formação acadêmica, o Educa Mais Brasil  oferece bolsas de estudo em cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas.

A qualificação pode ser um diferencial importante para desenvolver conhecimentos sobre gestão, legislação e políticas públicas, ampliando as oportunidades de atuação profissional e cidadã.


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