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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Fim de ano: hora de exercitar com os filhos o consumo consciente



Pais devem driblar os pedidos em excesso das crianças dando o exemplo e reforçando noções sobre educação financeira


Época de crescimento expressivo no consumo, o mês de dezembro é sinônimo de compras e gastos acima da média em relação ao restante do ano. É, portanto, um período em que as famílias devem cuidar para evitar que o consumismo desenfreado acabe influenciando as crianças. Os excessos dos adultos sempre servem de modelo para os menores e, quando se trata de satisfazer os desejos de compras, não é diferente. Educar para o consumo consciente exige, em primeiro lugar, que os pais sirvam de exemplo. E esse é um bom momento para driblar o aumento no número de pedidos dos filhos reforçando as noções sobre educação financeira.

Para Altemir Farinhas, consultor da Conquista Soluções Educacionais, a criança segue os exemplos dos pais. “Se um pai está gastando exageradamente, a criança vai pedir coisas e insistir até conseguir porque ela entende que se seus pais podem gastar a vontade, elas também podem comprar o que desejam”, explica Farinhas. Nessa época, a emoção e o clima de “lista de natal” costumam falar mais alto, então é preciso atenção redobrada. Segundo Farinhas, a conversa sobre as finanças deve ser clara: quanto os pais ganham e quanto gastam, quais despesas a família tem, e se podem ou não comprar o que a criança pede. “É importante que o discurso seja o mesmo praticado durante o ano todo”, destaca.

Quando a conversa sobre o orçamento familiar é aberta, fica mais fácil falar não nos momentos em que a criança, estimulada pelo clima de consumo dessa época, começa a pedir muitas coisas. Farinhas reforça que é importante se colocar no lugar da criança, não querer simplesmente impor o mundo adulto para a criança. “É preciso usar exemplos que elas entendam para garantir que a mensagem foi compreendida e assimilada”, finaliza.

Veja dicas que podem ajudar os pais a minimizar os excessos dessa época:


1. Dê o exemplo

Não adianta nada dizer para os filhos que não se deve gastar por impulso e “estourar” o cartão de crédito no shopping. É difícil para a criança acompanhar os pais e sair de mãos abanando quando os adultos estão carregados de sacolas. É preciso coerência.


2. Estabeleça acordos prévios

Deixe acertado com as crianças, antes de sair de casa, qual o objetivo de determinados passeios ou visitas a shoppings e supermercados. Se a criança sabe, antecipadamente, que não irá ganhar nada naquele momento, isso ajuda a reduzir a expectativa dos pequenos e os pedidos por impulso.


3. Evite unir lazer a consumo

É muito comum, principalmente nessa época em que as crianças já estão de férias e os pais precisam fechar a lista de compras de fim de ano, que os adultos levem as crianças para passear no shopping, associando a ideia de lazer ao consumo. Prefira sair com o seu filho para visitar parques, a casa da vovó, museus e outros lugares que ofereçam diversão para os menores. 


4. Cuidados com as longas listas de presentes

As crianças, em geral, se empolgam com a ideia de que Natal significa ganhar muitos presentes e imaginam uma lista numerosa de itens desejados. Explique que é preciso escolher apenas um presente que considerem mais legal, para não alimentar a expectativa de que vão ganhar tudo o que querem. É importante também ensinar que datas comemorativas não devem ser associadas apenas a momentos para consumir e ganhar presentes.




HOLODOMOR E A PEDAGOGIA DO SILÊNCIO



        Foi um sucesso a inauguração, no dia 5 de dezembro, da exposição "Holodomor, o genocídio ucraniano". A mostra de imagens e relatos gráficos permanecerá aberta à visitação até o dia 9 na sede da ADVB/RS. O evento é uma iniciativa da Faculdade de Filosofia São Basílio Magno, de Curitiba, e veio a Porto Alegre graças à determinação com que a jornalista Fernanda Barth tratou de buscá-la. Teve apoio local da ADVB/RS e de quase uma centena de colaboradores. Coube-me a conferência de abertura, que antecedeu à aula magna do padre Domingos Starepravo. Falei sobre a Revolução Russa e seu terrível legado.
        Na primeira parte da minha palestra, tendo em vista o silêncio que envolve o Holodomor, fiz um teste sobre as criminosas ocultações no ensino de história em nosso país. Vali-me, para isso, da própria experiência do público presente, que incluía muitos jovens. Tenho certeza de que as unânimes manifestações que obtive não serão diferentes das respostas dos leitores destas linhas. São cinco pares de perguntas. Apenas cinco de inúmeras possíveis. Cada primeira pergunta leva à subsequente, que, por mero dever de ofício, senão por honestidade intelectual, deveria ser objeto de abordagem em sala de aula. Assim:
·       Enquanto estudante, assistiu você a aulas em que as Cruzadas foram mencionadas e criticadas? E ouviu alguma referência à Jihad ou expansionismo islâmico?
·       Lembra de alusões à interferência da CIA no Brasil antes e durante os episódios de 1964? E algo lhe foi dito sobre o que a KGB fazia no mesmo período?
·       Ouviu, na escola, críticas eloquentes ao capitalismo? E lembra de qualquer menção ao socialismo que não fosse elogiosa?
·       Eram frequentes os comentários depreciativos sobre a Igreja Católica? E alguma outra religião foi, também, objeto de críticas?
·       Houve aulas a respeito da Revolução Russa e da vitória comunista sobre o absolutismo monárquico dos czares? E lembra de alguma referência ao terrorismo de Estado, à Cheka, aos vários genocídios que compõem a longa história dessa mesma revolução?
        Enquanto as primeiras perguntas são respondidas afirmativamente por todos, as segundas sempre têm respostas negativas. Tais temas sempre foram silenciados! São páginas em branco. Tem-se aí a prova provada do muito que tenho denunciado sobre manipulação da verdade e ocultação de fatos, com destapado intuito político no ensino brasileiro, que está a exigir urgente despartidarização.
        Em maio de 2015, o sindicato que representa os professores do ensino privado do Rio Grande do Sul se manifestou sobre o movimento Escola Sem Partido. A qualidade do ensino brasileiro despencava, o aparelhamento das instituições e o uso militante da cátedra elevavam o tom em proporção inversa, e o Sinpro-rs veio com tudo: "Retirar da Educação a função política é privá-la de sua essência" para colocá-la a serviço "da ideologia liberal conservadora". A essa ideologia, os professores de nossos filhos atribuem todas as perversidades e tragédias humanas, das pragas do Egito ao terremoto do México, passando por Jack o Estripador e o naufrágio do Titanic.
        Não é por acaso que nosso sistema de ensino se tornou um dos piores do mundo civilizado. Afinal, sua "essência" é ser campo de treinamento de militantes para os partidos de esquerda. Os dirigentes do sindicato dos professores do ensino particular (e não pensam diferente as lideranças dos professores do ensino público) estão convencidos de serem detentores não do dever de ensinar, mas do direito de doutrinar! E creem que essa vocação política, superior a todas as demais, "essencial à Educação", encontra na sala de aula o espaço natural para seu exercício. Se lhes for suprimida a tarefa "missionária" e lhes demandarem apenas o ensino da matéria que lhes é atribuída, esses professores entrarão em pane, talvez porque isso seja precisamente o que não sabem. Pergunto: porque não tentam fazer a cabeça de alguém do seu tamanho? A minha, por exemplo?


 

 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.




quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Dezembro Laranja: um alerta contra o câncer de pele



Entenda melhor as variações da doença e os principais sintomas para detectar o problema 


Com a chegada do verão, aumenta a necessidade de falar sobre a importância de se proteger dos riscos da exposição solar. A radiação ultravioleta, proveniente da exposição solar excessiva e do uso de câmeras de bronzeamento artificial, é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. 

A campanha do dezembro Laranja, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), pretende levantar um movimento de conscientização para alertar a população sobre o problema. Segundo a associação, a doença responde por 33% de todos os casos de câncer no Brasil.

O câncer de pele caracteriza-se por uma proliferação celular anormal e descontrolada, que apresenta diferentes variações: carcinoma basocelular (CBC) – que acomete as células da camada mais profunda da epiderme –, carcinoma espinocelular (CEC) – que se manifesta nas camadas mais superiores da pele –  e melanoma – que tem origem nas células produtoras de melanina. 

“Os tipos mais comuns são o CBC e o CEC, sendo que o primeiro responde por 70-75% dos casos e o segundo por 15-20% dos casos. A incidência de ambos se deve sobretudo à exposição crônica aos raios solares e, portanto, acometem as partes mais expostas do corpo – como face, orelhas, couro cabeludo, pescoço, ombros e dorso”, explica a dermatologista da Cia. da Consulta Amanda Vieira.

A médica comenta que o CBC possui baixa letalidade e menor probabilidade de se espalhar para outros pontos do corpo, enquanto o CEC pode fazer com que as células migrem mais facilmente e existe maior risco da doença atingir outras regiões.

“O melanoma é o menos frequente, mas o tipo de câncer de pele de pior prognóstico e com o maior índice de mortalidade. Geralmente se inicia como uma pinta, acastanhada ou enegrecida, que pode mudar o tamanho, a cor e o formato, às vezes causa sangramento”, alerta Vieira.

Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maiores serão as chances de cura. Alguns indícios que merecem atenção e podem ser sintomas da doença:

·         Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;

     Uma pinta preta ou castanha, que muda sua cor ou textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
     Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Indivíduos com histórico da doença na família ou com presença de grande número de pintas no corpo devem ter cuidado redobrado, pois possuem maior probabilidade de desenvolver o câncer de pele. Ela ainda explica que alguns casos podem estar associados a cicatrizes crônicas, além de exposição ao tabagismo e radiação. 

É importante lembrar que somente um dermatologista é capaz de fazer o diagnóstico preciso. Além de visitar um especialista anualmente para um exame completo, existem medidas essenciais para prevenir o surgimento do câncer de pele. Fugir do horário de pico do sol (entre 10 e 16 horas), utilizar proteção diariamente – e não somente nos momentos de lazer – e escolher protetores solares (FPS) 30 que protejam contra a radiação UVA e UVA são algumas das maneiras de aproveitar a estação e manter a saúde em dia nesse verão.






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