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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Entenda qual a importância do sono para o desenvolvimento infantil



Três a cada dez crianças apresentam distúrbios do sono


Seu filho sempre dorme quando anda de carro? Você precisa acordar seu filho quase toda manhã? Ele fica irritado, nervoso e manhoso durante o dia? Certas noites, seu filho "desmaia" muito mais cedo que o horário normal? Fique atento a estes sinais, pois pode haver algo de errado com o sono dos pequenos.

O sono na infância é atrelado ao desenvolvimento corporal das crianças, segundo a psicóloga e especialista em psicologia infantil e familiar, Dra. Carol Braga, cerca de 90% do processo de síntese do hormônio do crescimento é realizado durante o sono. Além disso, uma boa noite de descanso proporciona disposição no dia seguinte, recupera todos os órgãos do corpo, consolida a memória, amadurece o sistema nervoso central e ativa funções relacionadas ao metabolismo anabólico e à secreção hormonal.

Problemas com o sono entre as crianças é comum. Três em cada dez crianças até 12 anos apresentam distúrbios do sono, como: movimentos periódicos de membros, ronco, apnéia, sonambulismo, bruxismo, terror noturno, hiperatividade, insônia e despertar confuso. A frequência é ainda maior em bebês: quatro em cada dez não dormem bem.

"Em meus atendimentos, as queixas mais comuns entre os pais estão relacionadas à resistência das crianças em irem para a cama, dificuldade na indução do sono e a presença de frequentes despertares noturnos, ou seja, problemas na quantidade, qualidade e no horário em que se dorme" afirma a Dra. Carol Braga.

Dormir mal nessa fase da vida pode ter forte influência sobre o comportamento e desenvolvimento intelectual da criança, impactando negativamente a saúde física e mental. Algumas das consequências que podem ser desencadeadas pela falta do descanso necessário são: desenvolvimento de sobrepeso e obesidade, aumento no risco de acidentes, baixo rendimento escolar e problemas nas relações familiares.

"Na maioria das vezes, os distúrbios do sono podem ser decorrentes de maus hábitos, neste caso, o papel dos pais como educadores é a estratégia central para a prevenção e tratamento destas dificuldades. Os primeiros dias de vida são essenciais para o estabelecimento de uma rotina saudável, a partir dos 16 meses de idade, a criança toma consciência de si, começando a entender qual é seu papel e importância no mundo, por volta dos 2 anos, inicia o seu discernimento, ou seja, é neste momento que os pais devem redobrar a atenção, pois este período será a base para nortear o comportamento e desenvolvimento da criança." destaca a especialista.

Os pais devem ter em mente as estratégias para o condicionamento de uma boa noite de sono para os pequenos. Confira as principais recomendações da Dra. Carol Braga para que a criança se adapte e conheça às boas condições de sono:


Recomendado: estabelecer uma rotina com horários fixos para dormir e para acordar; definir local adequado, ou seja, silencioso, escuro e bem arejado; estimular a criança a ir para a cama sempre acordada; instituir um objeto de aconchego que transmita segurança e conforto.


Não recomendado: permitir que a criança durma na mesma cama que os pais; no momento que a criança for dormir, os pais não devem permanecer no quarto; nunca modificar nada no ambiente após a criança dormir.

Os casos de crianças que dormem mal por motivo de saúde são a exceção e nesses casos o tratamento precoce ajuda a amenizar os malefícios dos distúrbios do sono e evitam consequências na vida adulta. Na maioria das vezes, as más condições de sono das crianças são frutos da falta de limite e disciplina. 

"Muitos pais passam o dia inteiro fora de casa e ficam com dó de impor regras quando reencontram o filho. Isso acaba servindo de "permissão" para a criança usar e abusar, um "não" é fundamental para a formação do indivíduo" relata a especialista. 

Caso perceba atitudes diferentes do dia a dia de seu filho, busque por ajuda médica ou psicológica, lembrando que quanto antes for identificado o problema, maior será a chance de reparação e solução do mesmo.





Dra. Carol Braga - Sempre teve como vocação a busca pela humanização das relações e o cuidado com as pessoas, é graduada em Psicologia e especializada em Psicologia Infantil e Familiar, tendo amplo conhecimento na área pedagógica, pois durante sua jornada profissional foi proprietária de uma escola infantil. A Dra. Carol Braga realiza atendimentos de maneira prática e experiencial, dentro do ambiente que a criança, familiares e as pessoas que fazem parte de seu dia a dia estão inseridas. Sua principal especialidade é a implantação de rotinas no ambiente familiar, lidando com crianças e ensinando aos pais o papel da disciplina com amor e limites, desde o nascimento do bebê, acompanhando sempre o desenvolvimento cognitivo e comportamental das crianças.






Ômega 3 na primeira infância fortalece respostas imunológicas contra reações alérgicas



Os primeiros 1.000 dias de vida apresentam uma janela de oportunidade única de efeitos positivos para a saúde do bebê. A Dra. Kai Lin Ek e o Dr. Dietrich Rein, gerentes de marketing científico da BASF Nutrição e Saúde, abordam que os cuidados adequados nesse período podem ser a melhor defesa contra o desenvolvimento de doenças alérgicas, que envolvem o consumo de alimentos com propriedades anti-inflamatórias como omega 3 (EPA/DHA).


Além da programação metabólica há evidências que a alimentação na primeira infância tem efeitos em algumas áreas da programação imunológica também. A prevalência de doenças alérgicas aumentou no mundo todo e, embora a causa possa ter origens diversas, há um amplo consenso que a epidemia de alergia pode ser atribuída às mudanças ambientais, inclusive fatores de estilo de vida e hábitos alimentares.


Nos primeiros 1.000 dias de vida, desde a concepção até os dois anos de idade, os ácidos graxos de cadeia longa, ácido docosahexaenoico (DHA) e o ácido eicosapentaenóico (EPA) são componentes essenciais para o sistema nervoso de uma criança em crescimento e moléculas de sinalização para a resposta imunológica.

Para a mãe, a gravidez é caracterizada pela reestruturação e pelo crescimento do tecido e, portanto, associada à elevada inflamação sistêmica. Assim, nesse período tanto o feto quanto a mãe têm uma grande demanda por DHA e EPA.


Embora a taxa de acréscimo de DHA no cérebro fetal só comece a acelerar a partir do último trimestre, os eventos que dão início às doenças alérgicas ocorrem antes no desenvolvimento imunológico, com reatividade a antígeno específico encontrado no sangue umbilical e já na 23ª semana de gestação no feto.


Como os humanos não conseguem sintetizar o EPA e o DHA, as mães devem receber complemento de ômega-3 com DHA e EPA pré-formados durante toda a gravidez.




Evitando a marcha atópica ou alérgica

A marcha atópica ou alérgica, como a Organização Mundial de Alergia (World Allergy Organization - WAO) define, se refere à história natural de manifestações atópicas, caracterizadas por uma sequência típica de respostas de anticorpos imunoglobulina E (IgE) e sintomas clínicos que podem aparecer nos primeiros anos de vida, persistir por anos ou décadas e, geralmente, diminuir espontaneamente com a idade.


Abaixo estão descritas as doenças atópicas e alérgicas mais comuns e onde a ingestão de ômega 3 de cadeia longa pode fazer efeito:




Dermatite atópica - uma doença alérgica que causa inflamação na pele, induzida por uma reação imunológica ao pólen, à poeira e a alimentos alergênicos. Foi observada uma associação inversa entre o consumo de peixe e ômega 3 durante a gravidez e lactação e o eczema desde o nascimento até dois anos de idade. A suplementação de DHA e EPA maternos durante a gestação suprimiu os sintomas de dermatite nas crianças.




Rinite alérgica - comumente conhecida como febre do feno, é mediada pela IgE. É a irritação e inflamação do nariz, causadas por uma reação extrema do sistema imunológico aos alergênicos existentes no ar. Um estudo observacional entre mulheres britânicas mostrou que o maior consumo de peixe está associado ao menor risco de casos confirmados de febre do feno e eczema nas crianças.




Asma - uma doença comum inflamatória das vias aéreas e do pulmão nas crianças, geralmente associada a um chiado rouco. Um grande estudo dinamarquês com crianças de até sete anos de idade associou o consumo frequente de peixe (2 a 3 vezes por semana) pela mãe ao menor número de diagnósticos de asma. Quando as mães complementavam esse consumo com óleo de peixe a partir do terceiro trimestre, o número de casos de asma e infecções do trato respiratório diminuía.




Sensibilização imunológica - a indução de uma resposta alérgica geralmente é confirmada por um teste de punção cutânea.  De 4 a 8% das crianças com menos de três anos têm alergia alimentar a um dos alergênicos do leite de vaca, ovos, amendoim e frutas secas (CDC 2008 e US Census Bureau 2010). Estudos randomizados controlados mostram evidências convincentes das respostas alérgicas ao teste de punção cutâneo em crianças com 12 e 24 meses de idade quando as mães receberam complemento com ácidos graxos de cadeia longa do ômega 3.




Como o Ômega 3 de cadeia longa faz a diferença?

Para apresentar um quadro mais completo, Best et. al consolidaram e analisaram os resultados de 13 estudos de observação e sete estudos randomizados controlados. A complementação diária pré-natal com 0.8 - 3.1 g de DHA e EPA nas últimas 10 a 20 semanas de gravidez gera um efeito de proteção contra as reações alérgicas em bebês e crianças até a idade escolar.


Mulheres grávidas com risco de ter um bebê alérgico também podem se beneficiar. Um estudo recente na Suécia demonstrou a associação entre uma complementação diária de 2.7 g de EPA e DHA da 25ª semana de gestão aos três meses de lactação, a menos eventos de alergias relacionadas à IgE em crianças de até dois anos de idade.

A programação metabólica e a epigenética abriram novas oportunidade para entender os mecanismos nutrientes que afetam o desenvolvimento da criança. Como as recentes descobertas corroboram, a complementação com uma quantidade suficiente de ômega-3 de cadeia longa, desde a gestação até a infância, apresenta uma janela de oportunidade para influenciar positivamente o desenvolvimento do sistema imunológico do bebê.







Doença Renal Crônica também afeta crianças



Especialista fala sobre a necessidade do diagnóstico precoce, tratamento e alerta para o controle da obesidade, principal causa da doença


De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a doença renal crônica acomete milhares de crianças em todo o Brasil. Por isso, neste Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, a Fundação Pró-Rim, referência nacional em tratamento e transplantes renais, alerta para os perigos da doença que pode afetar crianças de todas as idades.

O nefropediatra da Pró-Rim, Dr. Arthur Wendhausen, explica existem fatores de risco peculiares da insuficiência renal infantil, como síndromes genéticas, malformações do trato urinário, infecções urinárias, antecedente familiar de doenças renais, hipertensão arterial, diabetes e glomerulonefrite, tipo mais comum de nefrite. Mas, um dos fatores que mais causam a doença é a obesidade.

De acordo com dados do IBGE e Ministério da Saúde, uma a cada três crianças brasileiras, entre cinco e nove anos, está acima do peso. Causada pela falta de atividade física e alimentação rica em gordura, açúcares e alimentos industrializados, a obesidade infantil atinge 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas do país.

Dr. Arthur Wendhausen explica que “está muito claro que hoje a ingestão acentuada de sódio, a baixa ingestão de água e a falta de atividade física regular têm influenciado no metabolismo das crianças, causando o surgimento de alterações da função renal e problemas cardiovasculares.  Salgadinhos e alimentos industrializados estão entre os principais vilões”.


Responsabilidade dos pais: De acordo com o nefropediatra, as preferências alimentares das crianças, assim como atividades físicas, são influenciadas diretamente pelos hábitos dos pais, sendo necessário que eles adotem um estilo de vida saudável, pensando na saúde dos filhos.

“Hábitos familiares como não tomar café da manhã, jantar alimentos de grande quantidade calórica, ingerir uma variedade cada vez maior de alimentos industrializados, consumir líquidos leves em excesso, mas calóricos e não praticar atividades físicas são prejudiciais e indutores de obesidade”, alerta Wendhausen.


Importância da prevenção: O médico alerta aos pais sobre a importância de hábitos de prevenção. A Doença Renal Crônica ocorre devido à perda progressiva e irreversível das funções renais. Quando isso ocorre, o tratamento de diálise ou transplante é necessário. É silenciosa, e, na maioria das vezes, não apresenta sintomas. “Normalmente, ela só vai se manifestar depois que estiver em estágio bem avançado”, observa.


Por isso, é fundamental estimular a criança a ingerir água constantemente, mesmo sem estar com sede, controlar a obesidade e diminuir consideravelmente o consumo de sal e de alimentos industrializados.

Wendhausen recomenda ainda a prática regular de atividades físicas desde a infância e atenção redobrada quanto ao uso de anabolizantes, álcool, tabagismo entre outras drogas, na adolescência. Além disso, é fundamental orientar os filhos sobre automedicação, especialmente com analgésicos e anti-inflamatórios que são nocivos aos rins.


Sinais do corpo: Em contrapartida, quando a doença já se instalou, o corpo dá alguns sinais aos que os pais devem estar atentos como inchaço, vômitos frequentes, infecções urinárias, atraso no crescimento, problemas ósseos e anemias de difícil cura.





Fundação Pró-Rim




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