quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Testes coletivos para identificar superdotados serão realizados em 20 cidades brasileiras no mês de setembro

 

Exames da Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País, acontecem no dia 05/09 em Campo Grande (MS) e Goiânia (GO), no dia 07/09 em Lauro de Freitas (BA) e, no dia 19/09, em Campo Grande (MS), Campina Grande (PB) e São Paulo (SP)

 
Testes seguem no dia 26/09 em Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Gramado (RS), Natal (RN), Palmas (TO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), Sorocaba (SP) e Uberlândia (MG) e, no dia 03/10, em Maceió (AL), Goiânia (GO) e Jundiaí (SP)


 

A Associação Mensa Brasil, entidade que reúne pessoas com altas capacidades intelectuais no País e representante oficial da Mensa Internacional, principal organização de alto QI do mundo, acaba de anunciar o calendário de setembro para a realização dos testes coletivos com o objetivo de identificar pessoas com inteligência muito acima da média. No total, serão 20 cidades contempladas, de 14 estados.   

Os testes acontecem no dia 05/09 em Campo Grande (MS) e Goiânia (GO), no dia 07/09 em Lauro de Freitas (BA) e, no dia 19/09, em Campo Grande (MS), Campina Grande (PB) e São Paulo (SP). Também seguem no dia 26/09 em Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Gramado (RS), Natal (RN), Palmas (TO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), Sorocaba (SP) e Uberlândia (MG) e, no dia 03/10, em Maceió (AL), Goiânia (GO) e Jundiaí (SP).
 
 As avaliações são destinadas às pessoas com 17 anos ou mais e que estejam cursando ou que tenham cursado o ensino superior, ainda que incompleto. O local e horário são informados de maneira individual e privada aos inscritos. Os testes são feitos de forma presencial, com o acompanhamento de um profissional de psicologia, conforme diretrizes do Conselho Federal de Psicologia (CFP).
 
Segundo Julio Cesar Campos Filho, Presidente da Associação Mensa Brasil, a realização de testes e processos de identificação de pessoas com inteligência significativamente acima da média é uma das formas mais importantes de cumprir a missão institucional da entidade. Para a Mensa Brasil, identificar indivíduos com alto QI vai muito além da formação de um grupo associativo: trata-se de reconhecer talentos, conectar potenciais e evitar que capacidades extraordinárias passem despercebidas ao longo da vida.
 
“O Brasil ainda desperdiça muitos desses potenciais simplesmente porque essas pessoas nunca foram identificadas”, afirma Julio Cesar. “Muitas crescem sem compreender suas próprias características, sem estímulo adequado e, muitas vezes, sem encontrar espaços onde possam desenvolver plenamente suas habilidades. A Mensa Brasil quer contribuir justamente com essa luta: ajudar essas pessoas a se reconhecerem, se conectarem e perceberem que não estão sozinhas.”
 
O presidente destaca ainda que a atuação da Mensa Brasil está alinhada ao propósito estatutário da associação de fomentar a inteligência humana em benefício da sociedade, promovendo intercâmbio intelectual, disseminação de conhecimento e valorização das altas habilidades. Nesse sentido, os testes aplicados e reconhecidos pela entidade cumprem um papel essencial na identificação de indivíduos que frequentemente passam despercebidos em ambientes acadêmicos, profissionais e sociais, apesar de apresentarem elevado potencial cognitivo.
 
Atualmente, a associação possui cerca de 7 mil indivíduos identificados com superdotação/altas habilidades no Brasil. Globalmente, a Mensa Internacional ultrapassou 160 mil membros em 90 países.


 
Serviço
 
Teste de admissão e avaliação de alto QI da Associação Mensa Brasil
 
OBS – Local e horário são informados de maneira privada aos inscritos
 
Testes coletivos:
 

  • 05 de setembro: Campo Grande/MS e Goiânia/GO
  • 07 de setembro: Lauro de Freitas/BA
  • 19 de setembro: Campo Grande/MS, Campina Grande/PB e São Paulo/SP
  • 26 de setembro: Belo Horizonte/MG, Campinas/SP, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Gramado/RS, Natal/RN, Palmas/TO, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, São José do Rio Preto/SP, São José dos Campos/SP, Sorocaba/SP e Uberlândia/MG
  • 03 de outubro: Maceió/AL, Goiânia/GO e Jundiaí/SP

 
Para inscrições, acesse o website: http://www.mensa.org.br/

 

Associação Mensa Brasil

São Leopoldo Mandic oferece bolsas de estudo por mérito acadêmico no Vestibular de Medicina 2027

Nova modalidade vai beneficiar os 100 alunos com melhor desempenho nas provas presencial, on-line e ingresso via ENEM
 

A Faculdade São Leopoldo Mandic anunciou o seu novo programa de Bolsas de Mérito Acadêmico válido para os candidatos que prestarem o vestibular de medicina 2027. A iniciativa visa reconhecer os candidatos com melhor desempenho no processo seletivo e contempla todas as unidades da instituição, sendo três campus no interior de São Paulo em Campinas, Araras e Limeira, e a Faculdade Medicina do Sertão, em Arcoverde, Pernambuco. 

Ao todos, serão 100 alunos beneficiados pelas bolsas disponíveis contando todas as unidades e as modalidades de prova presencial, prova on-line e ingresso por meio da nota do ENEM, com critérios de classificação definidos em edital. O programa reforça o compromisso da instituição com a valorização da excelência acadêmica e busca ampliar as oportunidades de acesso à graduação em medicina.
 

Como serão distribuídas as bolsas

A concessão das Bolsas Mérito Acadêmico tem como principal critério o desempenho dos candidatos no Vestibular Unificado de Medicina 2027. Assim, as regras de classificação variam de acordo com a modalidade de ingresso escolhida no momento da inscrição.

Nas modalidades presencial e on-line, os dez primeiros colocados de cada unidade em cada modalidade poderão receber bolsas parciais sobre o valor da mensalidade:

  • 1º lugar: bolsa de 50%
  • 2º ao 5º lugar: bolsa de 30%
  • 6º ao 10º lugar: bolsa de 20%

Já para os candidatos que optarem pelo ingresso via ENEM, a Bolsa de Mérito de 50% será destinada ao primeiro colocado elegível da unidade em cada período previsto no processo seletivo, desde que o estudante tenha média igual ou superior a 650 pontos no exame.
 

Critérios de classificação

A participação nas Bolsas de Mérito Acadêmico é automática para todos os inscritos no Vestibular Unificado de Medicina 2027, sem necessidade de inscrição adicional.

Em caso de empate nas provas presencial e on-line, será considerada a maior nota na redação. Se o empate permanecer, terá prioridade quem obtiver a maior pontuação em Ciências da Natureza. Posteriormente, o critério será a maior idade.

No ingresso pelo ENEM, a lógica é diferente. Nesse caso, a classificação considera a média das notas obtidas em Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens, Matemática e Redação.

Dessa maneira, a iniciativa valoriza o mérito e o desempenho acadêmico em todas as formas de ingresso contempladas. Ao mesmo tempo, mantém critérios objetivos de seleção definidos nos editais.
 

Medicina na Mandic

Reconhecida nacional e internacionalmente na área da saúde, a São Leopoldo Mandic oferece uma formação médica baseada na integração entre ensino, prática clínica e infraestrutura hospitalar. Os estudantes têm contato com pacientes e ambientes assistenciais desde os primeiros anos da graduação, desenvolvendo raciocínio clínico, habilidades profissionais e uma visão ampla do cuidado em saúde.

As inscrições para o Vestibular de Medicina Mandic 2027 já estão abertas, e os candidatos podem escolher a modalidade de ingresso que melhor se adapta ao seu perfil: prova presencial, prova on-line ou utilização da nota do ENEM.

Para informações completas sobre cronograma, critérios de classificação e regras de manutenção das bolsas, a instituição orienta a consulta ao edital do processo seletivo.
 

Serviço

Vestibular Unificado de Medicina Mandic e FMS 2027

  • Unidades de Campinas, Araras, Limeira e Arcoverde
  • Inscrições: até às 23h59 do dia 09/10/2026
  • Valor da inscrição: R$ 250,00
  • Data da prova presencial FMS: 17/10/2026
  • Data da prova presencial Mandic: 18/10/2026
  • Horário prova presencial para ambas: abertura dos portões: 12h30 – fechamento: 13h30
  • Data de prova on-line: 21/10/2026
  • Horário: 18h00

O resultado do processo seletivo de todas as Unidades será divulgado no dia 26/10/2026, nos sites www.slmandic.edu.br e www.medicinadosertao.com.br.

O início das aulas está previsto para 1º de fevereiro de 2027.
 

Grupo Mandic


AXIA Energia lança programa de estágio com 114 vagas em todo o país

 

Divulgação AXIA Energia
Voltado para estudantes de nível superior e técnico, as inscrições devem ser feitas até 30 de setembro

 

A AXIA Energia lança nesta terça-feira (01) o processo seletivo do Programa de Estágio 2027 da companhia. São 114 vagas em todas as regiões do país, sendo 110 para nível superior e quatro para nível técnico. Os interessados devem se inscrever até 30 de setembro através do site Programa de Estágio AXIA Energia. A carga horária exigida varia de 4 a 6 horas, atuação 100% presencial, bolsa-auxílio compatível com o mercado, auxílio-transporte, vale-alimentação ou refeição, plano de saúde e programa de desenvolvimento.  

As oportunidades são destinadas aos estudantes universitários de Engenharia, Administração, Economia, Tecnologia da Informação, Recursos Humanos e Direito. Para nível técnico, as bolsas são para as áreas ambiental, agrícola, segurança do trabalho e eletrônica ou eletrotécnica. O processo seletivo incluirá testes online, dinâmica em grupo e entrevista com gestores. 

Das 114 vagas oferecidas pela companhia, 60 estão na região Sudeste, 22 no Nordeste, 13 no Sul, 12 no Centro-Oeste e sete no Norte. Para participar, o candidato de nível superior deve apresentar previsão de formatura para dezembro de 2028 ou agosto de 2029, e os estudantes de nível técnico devem apresentar disponibilidade para um ano de estágio. 

“O Programa de Estágio AXIA Energia 2027 é uma porta de entrada para jovens que desejam construir uma carreira com propósito, impacto e aprendizado contínuo. A iniciativa reforça a nossa estratégia de formar talentos alinhados com os desafios do mercado e da companhia”, afirma Renato Carreira, vice-presidente de Aprendizado, Gente e Serviços da AXIA Energia. 

O andamento do processo seletivo para o Programa de Estágio AXIA Energia 2027 deverá ser acompanhado nos canais oficiais da companhia e pelo site oficial do estágio.

 

Serviço: 

Vagas nos estados: Acre, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. 

Requisitos: Estudantes de graduação com previsão de formatura para dezembro de 2028 ou agosto de 2029, e estudantes de nível técnico com disponibilidade para um ano de estágio. 

Benefícios: Bolsa-auxílio compatível com o mercado, auxílio-transporte, vale-alimentação ou refeição, plano de saúde e programa de desenvolvimento.

 

AXIA Energia
Acesse site: Link


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: cuidar da saúde mental nas empresas não é apenas olhar apenas para quem já está adoecido

MDS Brasil reforça papel dos RHs na construção de ambientes de trabalho mais seguros e lança campanha sobre Comunicação Não Violenta 

 

A saúde mental ocupa espaço cada vez mais relevante na agenda das empresas. Dados da Previdência Social mostram que, em 2025, os transtornos ansiosos foram responsáveis por 166.489 benefícios por incapacidade temporária, enquanto episódios depressivos responderam por outros 126.608 afastamentos. O cenário reforça a importância de uma atuação contínua dos RHs na prevenção e no cuidado com os colaboradores. 

“Quando falamos de saúde mental dentro das empresas, não podemos limitar a discussão ao momento em que o colaborador já está adoecido. O papel das organizações passa por reconhecer cada profissional como um patrimônio essencial, sendo considerados ativos mais valiosos de qualquer organização, atuando na prevenção, na identificação de sinais de alerta e na garantia da segurança emocional — criando ambientes pautados pelo respeito, transparência e pelo direito de falar e ser ouvido sem medo de julgamentos ou retaliações”, afirma o Dr. Claudio Albuquerque, Diretor Executivo Médico da MDS Brasil. 

O debate sobre saúde mental também ganhou força com a nova redação da NR-1, em vigor desde 26 de maio. A norma passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), ampliando a atenção das empresas para questões como sobrecarga, assédio e falta de suporte no ambiente profissional. Embora o STF tenha suspendido temporariamente a aplicação de multas relacionadas às novas regras, as obrigações das empresas permanecem válidas, reforçando a importância de uma atuação preventiva sobre saúde mental no ambiente de trabalho.  

Como parte desse trabalho de conscientização, a MDS desenvolveu para o Setembro Amarelo 2026 uma campanha sobre Comunicação Não Violenta (CNV), disponível no portal De Bem Com a Vida (DBCV). A iniciativa aborda a importância da escuta, da empatia e do acolhimento nas relações, além de orientar sobre sinais de sofrimento emocional que merecem atenção. 

“Uma cultura de cuidado é construída nas relações cotidianas. Não se trata de transformar gestores ou profissionais de RH em especialistas em saúde mental, mas de criar ambientes capazes de acolher, identificar sinais e direcionar as pessoas para o suporte adequado”, acrescenta o Diretor Executivo Médico da MDS Brasil. 

Para além do Setembro Amarelo, a MDS mantém o De Bem Com a Vida, portal que reúne conteúdos educativos, campanhas e materiais sobre saúde e bem-estar. A plataforma busca apoiar empresas e profissionais de RH na promoção da saúde ao longo de todo o ano, ampliando o acesso dos colaboradores à informação e à prevenção. 

A proposta é fazer com que campanhas de conscientização sejam pontos de partida para uma estratégia contínua de cuidado, e não ações isoladas no calendário corporativo. 

Para conferir a campanha, acesse o Portal De Bem Com a Vida:
Link 

 

MDS Brasil

 

Rock in Rio: hidratação e alimentação podem garantir bem-estar do primeiro ao último show, diz médico da Hapvida

Exposição prolongada ao sol, esforço físico, alimentação inadequada e consumo de álcool podem favorecer desidratação, tontura e mal-estar

 

Com horas de permanência no festival e exposição intensa ao sol e ao calor, o público do Rock in Rio deve redobrar os cuidados com a hidratação para evitar exaustão, tontura e até desmaios. O alerta é do cardiologista Helcio Costa Junior, diretor médico do Hospital Santa Martha, da Hapvida, no Rio de Janeiro, que chama a atenção para cuidados simples capazes de evitar problemas. 

As condições aumentam as chances de desidratação, insolação, cãibras e queimaduras solares. O médico lembra ainda que o calor pode agravar quadros cardiovasculares, respiratórios e renais já existentes, o que exige atenção redobrada para quem possui esse tipo de condição. 

“Não é recomendável esperar sentir sede para beber água. O ideal é ir se hidratando regularmente, em pequenas quantidades ao longo do dia, especialmente quando houver muita transpiração ou atividade física”, afirma o cardiologista. 

“Além da hidratação, é importante fazer pausas em locais com sombra ou frescos, usar roupas leves e proteger a pele do sol. Se surgirem sintomas como tontura, fraqueza, náusea, dor de cabeça ou confusão, a pessoa deve interromper a atividade e procurar um local arejado. Sintomas como confusão mental, perda de consciência ou convulsões exigem atendimento médico imediato”, alerta.

 

O que comer antes e durante o festival 

A alimentação também entra na conta da disposição durante o festival. Antes de sair de casa, a dica é fazer uma refeição equilibrada, com carboidratos, proteínas e alimentos ricos em água, como frutas, verduras e legumes. Ao longo do dia de evento, o mais indicado são refeições leves e de fácil digestão. 

“Durante o festival, é ideal evitar alimentos muito gordurosos, pesados ou em grandes quantidades, que podem causar desconforto e dificultar a digestão”, orienta Costa Junior. “Manter uma alimentação regular também ajuda a evitar fraqueza, principalmente quando há muitas horas de atividade física sem um descanso apropriado e exposição ao calor”, completa.

 

Bebidas alcoólicas 

Para o médico, a orientação mais segura é evitar o álcool ou, quando houver consumo, intercalar com água ao longo do dia. “O consumo de bebidas alcoólicas pode favorecer a desidratação e aumentar o risco de mal-estar. Em grandes eventos, o mais seguro é evitar ou limitar o consumo de álcool e alternar, quando houver consumo, com água. Também é importante nunca utilizar bebidas alcoólicas para substituir a hidratação”, destaca. 

Cabe destacar que no Rio de Janeiro a Lei 10.557/24 obriga a organização de eventos de grande porte a permitir a entrada de garrafas de água e a disponibilizar pontos de hidratação gratuita ao público.

 

Sete dicas para curtir o festival com saúde 

* Beba água regularmente, sem esperar sentir sede;

* Prefira pequenos goles ao longo do dia a grandes quantidades de uma vez;

* Faça pausas em locais com sombra ou mais frescos;

* Use roupas leves e proteja a pele do sol;

* Consuma alimentos leves e evite frituras;

* Modere o álcool e intercale com água;

* Em caso de tontura, náusea, fraqueza ou confusão mental, procure ajuda


Como a Ayurveda explica a menopausa? A medicina tradicional indiana propõe um novo olhar sobre essa fase da vida da mulher

Durante muito tempo, aprendemos a olhar para a menopausa como o encerramento de uma fase da vida da mulher. A queda hormonal passou a ocupar o centro das conversas, enquanto tudo aquilo que essa transformação representa ficou em segundo plano. A Ayurveda, medicina tradicional da Índia praticada há milhares de anos, propõe ampliar esse olhar. Em vez de compreender a menopausa apenas pelas alterações do organismo, ela a entende como uma transição natural da vida, um momento em que o corpo passa a pedir novos ritmos, novos hábitos e uma nova forma de cuidado.

Vivemos em uma cultura que espera que o corpo permaneça sempre igual. A mesma energia, o mesmo sono, a mesma pele e a mesma disposição deveriam acompanhar a mulher durante toda a vida. Mas basta observar a natureza para perceber que ela nunca nos ensinou isso. Nenhuma árvore floresce durante o ano inteiro. O rio que nasce nas montanhas não chega ao mar com a mesma velocidade. As estações mudam, a luz muda, a terra muda. Tudo aquilo que está vivo se transforma. O corpo feminino também.

Na Ayurveda, não entendemos a menopausa como uma doença nem como o fim da juventude. Ela representa uma mudança de estação. Assim como a natureza pede cuidados diferentes no inverno e na primavera, o organismo feminino também passa a precisar de uma nova forma de atenção. O corpo não está falhando. Ele está mudando de linguagem”, explica Nina Habib, fundadora da Taila Veda.

Essa forma de compreender o corpo também transforma a maneira como observamos essas mudanças. Em vez de perguntar apenas como eliminar um sintoma, a Ayurveda convida a investigar o que aquele sinal está tentando comunicar. Cada transformação do organismo é vista como parte de um movimento maior, e não como um acontecimento isolado. O calor, o sono, a digestão, a pele, os cabelos e as emoções deixam de ser observados separadamente e passam a contar a mesma história: a história de um corpo que entrou em uma nova etapa da vida.

Segundo Nina, um dos maiores desafios dessa fase acontece porque o corpo amadurece, mas a rotina continua sendo a mesma. “Muitas mulheres continuam exigindo de si a mesma produtividade, o mesmo ritmo e a mesma disponibilidade física de vinte ou trinta anos atrás. É como vestir roupas de verão em pleno inverno e se perguntar por que sentimos frio. Não é o inverno que está errado. Talvez seja apenas o momento de escolher uma nova forma de atravessá-lo”.

Na tradição ayurvédica, cada fase da vida possui uma inteligência própria. Não existe uma etapa melhor do que outra. Existe apenas aquilo que cada momento pede. Assim como ninguém espera que uma árvore produza frutos durante o inverno, também não deveríamos esperar que o organismo responda da mesma forma durante toda a vida. A saúde, na visão da Ayurveda, não está em permanecer igual, mas em desenvolver a capacidade de acompanhar as mudanças que o tempo naturalmente produz.

Essa perspectiva também transforma a maneira como enxergamos o envelhecimento. Em vez de representar apenas perdas, a menopausa pode ser compreendida como uma fase de amadurecimento, em que a experiência acumulada ao longo da vida ganha um novo espaço. O corpo muda, mas isso não significa perda de potência. Significa apenas que novas necessidades e novas formas de cuidado passam a fazer parte dessa etapa.

A Ayurveda nos lembra que toda transformação exige uma nova forma de escuta. Talvez o maior convite da menopausa seja justamente esse: deixar de lutar contra o tempo e começar a caminhar com ele. Quando compreendemos que o corpo está apenas iniciando uma nova estação, o cuidado deixa de nascer do medo e passa a nascer do respeito”, conclui Nina Habib.

 

Técnica inédita adaptada por médico brasileiro amplia opções de tratamento para doença arterial complexa

Cirurgião vascular do Hospital Moinhos de Vento publica primeiro relato mundial da aplicação da técnica DK Crush em artérias periféricas
 

Uma adaptação inédita de uma estratégia consagrada na cardiologia pode ampliar as possibilidades terapêuticas para pessoas com doença arterial avançada. O cirurgião vascular Alexandre Pereira, do Hospital Moinhos de Vento, publicou o primeiro relato descrito na literatura médica da utilização da técnica Double-Kissing Double-Crush (DK Crush) em artérias periféricas, especificamente no tratamento de uma lesão complexa da bifurcação ilíaca. O trabalho foi publicado no Journal of Vascular Surgery Cases, Innovations and Techniques (JVS-CIT), periódico científico da Society for Vascular Surgery, uma das principais entidades da especialidade no mundo. 

A DK Crush é amplamente empregada em procedimentos cardiológicos para tratar obstruções graves em bifurcações coronárias. Até então, não havia registro do uso em artérias periféricas. O relato demonstra que os princípios dessa estratégia podem ser adaptados para intervenções vasculares fora do coração, com a preservação de vasos fundamentais para a circulação pélvica. 

O caso envolveu um homem de 46 anos com doença arterial obstrutiva avançada na bifurcação ilíaca, ponto em que a artéria principal se divide para irrigar a pelve e os membros inferiores. O quadro provocava dor intensa ao caminhar e disfunção sexual. Segundo o médico, as abordagens convencionais apresentavam risco elevado de comprometer um dos vasos responsáveis pela circulação pélvica. 

“A adaptação da DK Crush possibilitou a reconstrução da bifurcação arterial sem comprometer esse vaso. O grande diferencial desse caso foi conseguir tratar uma lesão extremamente complexa mantendo a perfusão de uma artéria importante para a qualidade de vida do paciente. Esse fluxo adequado está diretamente relacionado à redução de sintomas e à preservação de funções importantes da região da pelve”, explica Alexandre Pereira. 

O procedimento foi realizado por via endovascular, sem necessidade de cirurgia aberta. O paciente recebeu alta no mesmo dia e apresentou evolução clínica favorável. Atualmente, após dois anos de acompanhamento clínico e angiográfico, mantém boa evolução, sem recorrência dos sintomas e com os resultados da cirurgia preservados.
 

Inovação que nasceu da integração entre especialidades

O caminho para a inovação começou a partir de uma interação entre especialidades dentro do próprio Hospital Moinhos de Vento. Ao acompanhar uma intervenção realizada pelo cardiologista Rodrigo Wainstein para tratar uma lesão complexa de bifurcação coronária, Alexandre Pereira identificou semelhanças com desafios enfrentados na cirurgia vascular. 

Com o apoio do cardiologista Luiz Carlos Bergoli, que apresentou os fundamentos técnicos e a literatura sobre o método, o especialista passou a estudar uma adaptação da estratégia para artérias periféricas. Para Pereira, o caso demonstra como a troca de conhecimento entre diferentes áreas da medicina pode contribuir para o desenvolvimento de novas soluções e gerar benefícios concretos para os pacientes. 

"Muitas vezes, a resposta para um problema complexo já existe em outra especialidade. O desafio é reconhecer essa possibilidade e adaptá-la de forma segura e baseada em evidências científicas", afirma. 

Por se tratar de um relato de caso, os resultados não permitem conclusões sobre a eficácia da técnica em uma população mais ampla. A experiência, no entanto, abre caminho para novos estudos sobre sua aplicação em doenças arteriais periféricas complexas.

 

Hospital Moinhos de Vento
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Vozes do Advocacy e Associação Sempre Amigos promovem capacitação em diabetes para profissionais de saúde de Indaiatuba

Pensando em melhorar a adesão ao tratamento e assim prevenir as complicações do diabetes, o Vozes do Advocacy e a Associação Sempre Amigos, em parceria com a Secretaria de Saúde de Indaiatuba, farão o projeto Educar para Salvar, que consiste em uma atualização dos conhecimentos sobre diabetes e suas complicações, doença ocular da tireoide e lipodistrofia generalizada congênita, para os profissionais de saúde do SUS, no dia 11 de setembro, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no Auditório da Unimax - Av. Nove de Dezembro, 460, Jardim Pedroso, em Indaiatuba.

O cenário de gastos relacionados com diabetes no Brasil chegou a 45 bilhões de dólares em 2025, sendo o terceiro país no mundo no ranking dos investimentos com a condição, segundo o Atlas 2025 da Federação Internacional do Diabetes. Dados da Pesquisa Vigitel, no conjunto das 27 cidades, a frequência do diagnóstico médico de diabetes foi de 10,2%, sendo maior entre as mulheres (11,1%) do que entre os homens (9,1%).

A pesquisa inédita do Vozes do Advocacy, publicada em maio, intitulada Acesso à Tecnologia de Monitorização do Diabetes no Brasil, mostra que a principal causa para o surgimento de complicações do diabetes é devido à falta do controle da glicemia de médio a longo prazos. A iniciativa teve uma amostra quantitativa com 1.411 pessoas da população adulta (com 18 anos ou mais) com diagnóstico referido de diabetes e apoio da Roche.

A desigualdade social está estreitamente ligada ao acesso à tecnologia. 77,3% das pessoas que utilizam o sensor de glicose não têm complicações do diabetes, contra 12,4% que possuem uma e 10,3% que possuem duas ou mais complicações. Das pessoas que já utilizaram em algum momento, 63,3% não possuem complicação, 21,9% têm uma condição instalada e 10,3% possuem duas ou mais complicações. Quando comparamos com as pessoas que nunca utilizaram a tecnologia, 53,3% não têm complicações, 24% apresentam uma e 22,8% declaram ter duas ou mais condições associadas.

Isso significa que os usuários atuais de sensor tiveram cerca de 38% menor chance de relatar complicações microvasculares (retinopatia, doença renal e neuropatia), 42% de complicações macrovasculares (doenças cardiovasculares e amputações) e 34% de uma complicação crônica, do que os não usuários atuais.

Com base neste cenário para ajudar a adesão ao tratamento, o Vozes do Advocacy e a Associação Sempre Amigos farão esta iniciativa para atualizar os profissionais de saúde. “Nós sabemos que o diabetes é uma condição que requer acesso aos insumos e aos medicamentos, tratamento multidisciplinar com profissionais devidamente capacitados e educação em diabetes para as pessoas, que convivem com a condição. Por isso, sabemos que por meio da educação, melhoraremos a adesão ao tratamento e, assim, diminuiremos os gastos do SUS com complicações, hospitalizações e internações”, explica Edvaldo Apolinário, presidente da Associação Sempre Amigos.

Nesta edição, o projeto conta com o apoio das empresas: Amgen, Bayer, Chiesi, Libbs, Merck e Sanofi.

Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais: Instagram: vozesdoadvocacy e no Facebook: vozesdoadvocacy.


Sobre o Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade

Com a participação de 25 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.


Bebê começou a andar? Veja 5 mudanças que podem deixar a rotina mais segura e prática

 

A convite de Huggies®, a Dra. Renata Pitangueira, pediatra da Rede Mater Dei de Saúde, reúne orientações para adaptar rotina à fase em que o bebê começa a engatinhar, ficar em pé e dar os primeiros passos


Engatinhar, ficar em pé, dar os primeiros passos e querer alcançar tudo ao redor são alguns dos marcos que transformam a rotina de um bebê. Entre os 8 e 18 meses, aproximadamente, a criança passa a explorar o ambiente de uma maneira completamente diferente - e os pais também precisam acompanhar essa mudança. 

Mais mobilidade significa mais descobertas, mas também exige alguns ajustes na rotina. Roupas que não limitem os movimentos, uma casa mais segura, atenção ao sono e até mudanças na hora da troca de fraldas podem fazer diferença no dia a dia. 

Para orientar as famílias nesse período, a Huggies®, marca da Kimberly-Clark® referência em cuidado infantil, convidou a Dra. Renata Pitangueira, pediatra da Rede Mater Dei de Saúde, para reunir sete pontos que merecem atenção quando a criança começa a ficar mais ativa:
 

1. Dê preferência a roupas que permitam movimento

Nessa fase, o bebê passa boa parte do dia testando novas formas de se movimentar. Roupas confortáveis, leves e que não restrinjam braços e pernas podem facilitar essa exploração.

"É importante que a criança tenha liberdade para se movimentar e experimentar diferentes posições. Roupas confortáveis contribuem para que ela possa explorar o próprio corpo e o ambiente sem desconforto. Essa liberdade de movimento é fundamental para o desenvolvimento motor, pois estimula o fortalecimento muscular, o equilíbrio e a coordenação, além de favorecer a percepção corporal e a autoconfiança da criança para descobrir o mundo ao seu redor", explica a Dra. Renata Pitangueira.
 

2. Olhe a casa do ponto de vista do bebê

Quando a criança começa a engatinhar e a andar, tudo o que antes parecia fora de alcance passa a ser uma tentação a um braço de distância. É o momento ideal para dar uma olhada geral pela casa: proteger as tomadas, colocar travas em armários e gavetas, e guardar bem longe aqueles objetos pequenos, pontiagudos ou frágeis que costumam ficar esquecidos por aí.

Vale um cuidado especial com a cozinha, que concentra a maioria dos acidentes na infância — o ideal é que o bebê nunca fique sozinho ali. O banheiro pede a mesma atenção: melhor sempre por perto.
 

3. Mantenha uma rotina de sono, mesmo com tanta novidade

A maior atividade física e a quantidade de estímulos podem deixar os dias mais agitados. Ainda assim, manter horários previsíveis para dormir e observar os sinais de cansaço da criança ajuda a preservar essa rotina. É durante o repouso profundo que o organismo libera o hormônio do crescimento e

consolida aprendizagens, o que torna esse momento essencial para o desenvolvimento infantil.
 

4. Adapte também a hora da troca

Nem toda mudança nessa fase acontece fora de casa. Conforme o bebê começa a ficar em pé e andar, mantê-lo deitado durante a troca pode se tornar um desafio.

Nesse momento, soluções que acompanham a nova mobilidade podem tornar a rotina mais simples. É o caso das fraldas de vestir, como Huggies® Pants Proteção Acolchoada, que podem ser colocadas como uma peça de roupa e permitem realizar a troca com a criança em pé.

“Quando a criança já está mais ativa, conseguir fazer uma troca sem precisar interromper completamente seus movimentos pode facilitar bastante o momento para os pais e para o bebê”, afirma a Dra. Renata.
 

5. Aproveite as pequenas conquistas

Os primeiros passos, uma nova palavra ou a descoberta de um objeto podem parecer acontecimentos pequenos para um adulto, mas representam grandes conquistas para o bebê. Brincar junto, acompanhar suas descobertas e demonstrar interesse por essas experiências são formas simples de fortalecer o vínculo entre pais e filhos. 

“Essa é uma fase de muitas transformações. A criança está descobrindo novas possibilidades todos os dias, e pequenas adaptações na rotina podem ajudar a tornar esse processo mais confortável e seguro para toda a família”, completa a pediatra.


Huggies®
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Kimberly-Clark®: Link


Leucemia mieloide: 6 informações que o DNA pode revelar sobre a doença

Mutação NPM1 está presente em cerca de 30% dos casos, mas combinação com outras alterações genéticas pode mudar o prognóstico; exame molecular consegue detectar sinais da doença que não aparecem nos testes convencionais
 

Duas pessoas podem receber o diagnóstico de leucemia mieloide aguda (LMA) e, ainda assim, apresentar riscos e respostas ao tratamento diferentes. Isso acontece porque a LMA não é uma doença única do ponto de vista molecular: diferentes alterações genéticas podem estar presentes nas células leucêmicas e influenciar o comportamento da doença, a resposta ao tratamento e o risco de recidiva. ¹A LMA é uma doença mais frequente em adultos e sua incidência aumenta com a idade. Dados do Global Burden of Disease (GBD) estimaram 144,6 mil novos casos da doença no mundo em 2021, além de aproximadamente 130,2 mil mortes.

No mesmo ano, os homens responderam por 53,4% dos novos casos, indicando uma incidência maior no sexo masculino. ² No Brasil, um estudo baseado em dados do GBD 2021 identificou aumento da mortalidade por LMA entre 1990 e 2021, especialmente entre os homens, e mostrou que as maiores taxas estão entre pessoas com 60 anos ou mais. ³ outro levantamento, realizado a partir de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, registrou 33.596 mortes por LMA no país entre 2014 e 2023.⁴

Entre as alterações genéticas que ajudam a caracterizar a LMA está a mutação no gene NPM1, encontrada em aproximadamente 30% dos casos em adultos. A alteração faz parte da classificação molecular da doença e pode ser utilizada tanto na avaliação inicial quanto no acompanhamento da resposta ao tratamento. ¹, ⁵O especialista em onco-hematologia Israel Bendit da Dasa Genômica, explica seis pontos que ajudam a entender como a análise molecular pode acrescentar informações importantes à avaliação da LMA.



1. O mesmo diagnóstico pode esconder perfis genéticos diferentes

O diagnóstico de LMA não conta, sozinho, toda a história da doença. Um estudo publicado em 2024 na revista Blood analisou 1.357 pacientes com LMA e mutação NPM1 e mostrou que outras alterações genéticas estavam associadas a diferenças importantes no prognóstico. Entre elas estavam FLT3-ITD, DNMT3A, e WT1. Após o ajuste para outros fatores clínicos, essas alterações estiveram associadas, respectivamente, a aumentos de 28%, 65% e 74% no risco de morte. ⁶

“Quando analisamos apenas o diagnóstico, temos uma visão geral da doença. A caracterização molecular permite identificar alterações que ajudam a compreender melhor o comportamento daquela leucemia e a estimar o risco de cada paciente”, explica Bendit.



2. A mutação NPM1 não deve ser analisada isoladamente

A presença da mutação NPM1 pode estar associada a um prognóstico mais favorável em determinados grupos de pacientes, mas o resultado não deve ser interpretado de forma isolada. A combinação com outras alterações genéticas pode modificar a avaliação de risco. ¹, ⁵No estudo publicado na Blood, por exemplo, pacientes com mutações em FLT3-ITD, DNMT3A e WT1 apresentaram diferentes desfechos mesmo dentro do grupo com NPM1 mutado. ⁶

“O NPM1 é uma informação importante, mas o resultado precisa ser interpretado dentro do conjunto de alterações encontradas. É essa combinação que ajuda a construir um perfil molecular mais preciso da doença”, afirma o especialista.



3. A doença residual pode existir mesmo quando os exames convencionais não mostram mais a leucemia

A remissão não significa necessariamente que todas as células leucêmicas tenham desaparecido. Depois do tratamento, pode permanecer no organismo uma quantidade muito pequena de células da doença, abaixo do limite de detecção de métodos convencionais. Essa situação é chamada de doença residual mensurável (DRM). ⁵Nos casos de LMA com mutação NPM1, a própria alteração genética pode ser utilizada como um marcador molecular para procurar essas células remanescentes.

O acompanhamento pode ser feito por PCR quantitativa em tempo real (RT-qPCR), uma técnica capaz de identificar e quantificar os transcritos do NPM1. ⁵,⁷Na prática, trata-se de um exame molecular que procura uma espécie de assinatura genética específica daquela leucemia. A quantidade do marcador pode ser comparada ao longo do tratamento e do acompanhamento, ajudando o médico a avaliar a resposta da doença.

“É uma informação que complementa a avaliação clínica e os exames convencionais. Mesmo quando não conseguimos mais identificar a doença pelos métodos morfológicos, o acompanhamento molecular pode detectar uma quantidade muito pequena de células leucêmicas”, explica Bendit



4. Estar em remissão não significa que todos os pacientes tenham o mesmo risco

A importância da DRM fica mais clara quando se observam os resultados dos estudos clínicos. Em pacientes com LMA NPM1-mutada avaliados após dois ciclos de tratamento, aqueles que apresentavam DRM detectável tiveram incidência de recidiva de 65% em três anos, contra 29% entre os pacientes sem DRM detectável.

A sobrevida global em três anos também foi diferente: 40% e 79%, respectivamente. ⁶Esses resultados ajudam a explicar por que a avaliação molecular pode acrescentar uma informação que não aparece apenas na análise morfológica da remissão.

As recomendações da European LeukemiaNet (ELN) destacam a avaliação da DRM como parte importante da estratificação de risco em pacientes com LMA, especialmente nos casos com mutação NPM1. ⁷“Não basta saber apenas se o paciente atingiu remissão. Também é importante entender a profundidade dessa resposta e acompanhar se existe ou não persistência molecular da doença”, afirma Bendit.



5. O monitoramento molecular acompanha a doença ao longo do tempo

A análise genética não se limita ao momento do diagnóstico. Quando existe um marcador molecular como o NPM1, ele pode ser acompanhado em diferentes momentos para verificar se a quantidade do marcador está diminuindo, desaparecendo ou voltando a aumentar. ⁷

As recomendações da ELN indicam que, nos casos de LMA com NPM1 mutado, a DRM seja avaliada, no mínimo, após dois ciclos de quimioterapia, ao final do tratamento e durante o acompanhamento posterior.

Depois do tratamento, a recomendação geral é realizar o monitoramento a cada três meses durante os primeiros 24 meses, podendo ser utilizada amostra de sangue periférico em intervalos mais curtos, de acordo com o protocolo e a avaliação médica. ⁷, ⁸

Um estudo publicado na Blood Advances também mostrou que a persistência molecular do NPM1 após o tratamento estava associada à evolução da doença, reforçando o valor do acompanhamento seriado. ⁹



6. O exame pode ser feito no Brasil e depende de uma indicação médica específica

O monitoramento do NPM1 é realizado por meio de um exame molecular. Na Dasa Genômica, está disponível o PCR quantitativo para o gene NPM1, indicado para pacientes com LMA que já tiveram a mutação NPM1 identificada no diagnóstico. O exame utiliza PCR em tempo real para detectar e quantificar os transcritos do gene. ¹⁰A análise pode utilizar sangue e, conforme o momento clínico e a estratégia de acompanhamento, a avaliação da DRM também pode ser realizada em medula óssea.

As recomendações internacionais consideram as duas fontes de amostra no monitoramento da LMA NPM1-mutada, com a escolha dependendo do momento do tratamento e da estratégia definida pela equipe médica. ⁷, ⁸Na Dasa Genômica, o exame exige pedido médico e a comprovação de que a mutação NPM1do Tipo A foi identificada anteriormente no diagnóstico.

Não é necessário jejum ou preparo prévio. ¹⁰“É importante deixar claro que o exame molecular não substitui a avaliação clínica, o hemograma, o mielograma ou outros exames indicados pelo hematologista. Ele acrescenta uma informação específica sobre a presença e a quantidade do marcador molecular da doença, que pode ser muito útil para acompanhar a resposta ao tratamento”, finaliza Bendit.



Referências


1. Khoury JD, Solary E, Abla O, et al. The 5th edition of the World Health Organization Classification of Haematolymphoid Tumours: Myeloid and Histiocytic/Dendritic Neoplasms. Leukemia. 2022.
2. Falini B, et al. Criteria for Diagnosis and Molecular Monitoring of NPM1-Mutated Acute Myeloid Leukemia. Blood Cancer Discovery. 2024.
PubMed Central
3. Othman J, Potter N, Ivey A, et al. Molecular, clinical, and therapeutic determinants of outcome in NPM1-mutated AML. Blood. 2024;144(7):714-728.
Artigo científico
4. Yadav C, Nathany S, Kumar NM, et al. NPM1 Measurable Residual Disease: A Narrative Review. Indian Journal of Hematology and Blood Transfusion. 2025;41(3):453-459.
PubMed
5. Buccisano F, Palmieri R, Moretti F, et al. Measurable residual disease as an actionable biomarker in acute myeloid leukemia. Ready or not? Current Opinion in Oncology. 2025;37(6):618-624.
PubMed
6. Othman J, Potter N, Ivey A, et al. Dados da análise dos estudos UK NCRI AML17 e AML19 sobre interação entre mutações, DRM e tratamento na LMA NPM1-mutada.
Blood/ASH
7. Tiong IS, Dillon R, Ivey A, et al. Clinical impact of NPM1-mutant molecular persistence after chemotherapy for acute myeloid leukemia. Blood Advances. 2021;5(23):5107-5111.
PubMed Central


Hemorroidas: tabu e vergonha atrasam diagnósticos e tratamentos

 

Por que falar de hemorroidas ainda causa constrangimento? Embora seja uma das queixas mais comuns nos consultórios de coloproctologia, o assunto permanece cercado de silêncio, vergonha e, muitas vezes, desinformação. Estimativas indicam que cerca de 40% a 50% da população mundial terá, em algum momento da vida, sintomas relacionados à doença hemorroidária. É um problema prevalente, mas que continua sendo tratado por muitos pacientes como algo sobre o qual não se deve falar. 

Esse tabu precisa ser superado. O ânus é uma parte do corpo humano como qualquer outra e deve ser examinada quando apresenta sintomas. Procurar um médico por sangramento, dor, coceira, secreção ou alteração na região anal não deve ser motivo de constrangimento. Ao contrário: o cuidado precoce pode evitar sofrimento, complicações e até procedimentos mais invasivos. 

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que qualquer sangramento ou desconforto anal seja necessariamente causado por hemorroidas. Na prática, é frequente receber no consultório pacientes que passaram semanas ou meses tratando-se por conta própria, usando pomadas e cremes indicados por conhecidos, familiares ou até adquiridos sem avaliação médica. Em alguns casos, a queixa realmente está relacionada à doença hemorroidária. Em outros, porém, a origem é completamente diferente. 

É justamente por isso que o diagnóstico não deve ser feito pela aparência dos sintomas ou pela experiência de quem já teve hemorroidas. Sangramento, por exemplo, pode estar associado a diversas doenças do intestino e do canal anal. Há situações em que tumores do reto ou do canal anal apresentam sintomas semelhantes aos das hemorroidas. O câncer de canal anal, inclusive, pode estar relacionado à infecção pelo HPV. A semelhança entre os sintomas torna indispensável uma avaliação adequada, especialmente quando há sinais de alerta, como perda de peso, anemia, mudança recente do hábito intestinal ou histórico familiar de câncer ou pólipos intestinais. 

O profissional indicado para essa investigação é o coloproctologista, especialista nas doenças do intestino, do reto e do ânus. A consulta começa pela história clínica e pela compreensão dos sintomas. Dependendo do caso, pode incluir inspeção da região anal, toque retal e anuscopia, exame que permite visualizar o canal anal e identificar alterações que não seriam percebidas apenas pela observação externa. Em situações específicas, outros exames, como a colonoscopia, podem ser necessários. 

Outro ponto importante é desfazer um segundo mito: ter doença hemorroidária não significa, necessariamente, ter de passar por uma cirurgia. Na maioria dos casos, especialmente quando o paciente procura atendimento no início dos sintomas, o tratamento pode ser clínico. Mudanças nos hábitos intestinais, aumento da ingestão de fibras e água, redução do esforço para evacuar, menor tempo no vaso sanitário e cuidados adequados de higiene podem fazer parte da abordagem. 

Quando essas medidas não são suficientes, existem tratamentos menos invasivos. A ligadura elástica, por exemplo, é uma alternativa utilizada principalmente em determinados casos de hemorroidas internas, especialmente nos graus iniciais. O procedimento reduz o fluxo sanguíneo para o tecido hemorroidário, contribuindo para sua redução, e pode evitar uma cirurgia convencional em pacientes selecionados. 

A coloproctologia também evoluiu significativamente nas últimas décadas. Novas tecnologias e técnicas menos invasivas ampliaram as possibilidades de tratamento e, em determinados casos, permitem recuperação mais confortável e retorno mais rápido às atividades. Isso não significa que a cirurgia tenha deixado de ter seu lugar. Pacientes com doença avançada, especialmente alguns casos de hemorroidas de graus III e IV, ou aqueles com sintomas persistentes e recorrentes, podem se beneficiar de procedimentos cirúrgicos. A escolha, porém, deve ser individualizada. 

O problema é que o medo da cirurgia acaba se tornando, para algumas pessoas, mais uma razão para adiar a consulta. Cria-se um círculo vicioso: a vergonha impede a procura pelo especialista; o medo de operar prolonga ainda mais a espera; e a doença pode avançar enquanto o paciente tenta controlar os sintomas sozinho. 

A melhor estratégia é justamente a inversa. Quanto mais cedo a pessoa procura atendimento, maior é a possibilidade de identificar corretamente a causa dos sintomas e, quando se trata de doença hemorroidária, iniciar uma abordagem menos invasiva. 

Também é importante compreender que as hemorroidas, em si, não são uma doença. Todos nós temos estruturas hemorroidárias, formadas por vasos sanguíneos, fibras elásticas e musculares que participam da proteção e da vedação do canal anal. O problema surge quando essas estruturas sofrem alterações e passam a provocar sintomas. É o que chamamos de doença hemorroidária. 

Por isso, o recado mais importante não é sobre pomadas, técnicas ou cirurgias. É sobre comportamento. Sangramento não deve ser banalizado. Dor não deve ser escondida. Alterações persistentes não devem ser atribuídas automaticamente às hemorroidas. E o exame proctológico não deve ser encarado como algo vergonhoso. 

Cuidar da saúde também significa superar os constrangimentos que nos impedem de procurar ajuda. No caso das doenças do ânus e do reto, vencer esse tabu pode representar não apenas uma vida com menos dor e desconforto, mas a descoberta precoce de problemas que exigem outro tipo de tratamento. 

Hemorroidas são comuns. Vergonha não precisa fazer parte do diagnóstico. 


Fernando Bray - médico, especialista em gastroenterologia cirúrgica e coloproctologia em São Paulo. Doutor e Mestre em Ciências da Saúde