Pesquisar no Blog

terça-feira, 9 de junho de 2026

Mais de 14 milhões de crianças no mundo seguem sem vacinação básica: o que os pais precisam saber sobre a proteção dos filhos

 Especialistas explicam 9 das principais dúvidas sobre vacinação infantil e por que doenças consideradas controladas ainda representam risco

 

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 14 milhões de crianças no mundo não receberam sequer uma dose básica de vacinação¹. O alerta preocupa autoridades sanitárias porque a queda na cobertura vacinal aumenta o risco de circulação de doenças como sarampo, poliomielite e coqueluche. 

Para ajudar pais e responsáveis a entender a importância da imunização infantil, Luisa Chebabo, infectologista do Bronstein e Sérgio Franco, marcas da Dasa e Maria Isabel de Moraes-Pinto, coordenadora em vacinas da Dasa, respondem às principais dúvidas sobre o tema.
 

1. Se doenças como poliomielite e sarampo quase não aparecem mais, por que meu filho precisa se vacinar?

“Justamente porque a vacinação foi eficaz. Muitas das doenças que hoje parecem distantes deixaram de circular graças às altas coberturas vacinais alcançadas ao longo das últimas décadas. Quando a vacinação diminui, essas doenças podem voltar a aparecer, como já ocorreu recentemente com surtos de sarampo em diversos países²”, afirma Maria Isabel de Moraes-Pinto.
 

2. Quais são as vacinas mais importantes nos primeiros anos de vida?

“Todas as vacinas previstas no calendário infantil são importantes porque protegem contra doenças diferentes. Entre elas estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, pneumocócica, meningocócica, rotavírus, tríplice viral, influenza e Covid-19³⁴”, enfatiza a coordenadora em vacinas da Dasa.
 

3. Atrasar algumas doses pode trazer riscos?

Sim. Segundo Luisa Chebabo, “cada vacina é programada para ser aplicada em um momento específico do desenvolvimento da criança, quando ela precisa daquela proteção. O atraso pode deixar períodos em que o organismo permanece vulnerável a infecções potencialmente graves”.
 

4. Meu filho é saudável. Ainda assim precisa seguir todo o calendário vacinal?

Sim. “As vacinas não são indicadas apenas para crianças com doenças ou condições especiais. Elas fazem parte da proteção de rotina de qualquer criança saudável e ajudam a evitar complicações, hospitalizações e até mortes por doenças infecciosas”, afirma o infectologista.
 

5. Como saber se a carteira de vacinação está atualizada?

Segundo Maria Isabel de Moraes-Pinto, “a recomendação é que os pais consultem regularmente a caderneta de vacinação da criança e mantenham acompanhamento com o pediatra. Em caso de atraso, é possível realizar esquemas de atualização sem necessidade de reiniciar as doses já aplicadas”.
 

6. Vacinar apenas meu filho é suficiente para protegê-lo?

Não. Para Luisa Chebabo, a proteção é mais eficaz quando toda a família também mantém suas vacinas em dia. “Pais, avós, cuidadores e pessoas que convivem com a criança devem estar protegidos contra doenças que podem ser transmitidas dentro do ambiente familiar”, explica.
 

7. Existe alguma forma de facilitar a vacinação das crianças?

“Hoje existem serviços que permitem a aplicação de vacinas em domicílio, oferecendo mais comodidade para famílias com recém-nascidos, crianças pequenas ou dificuldade de deslocamento. O mais importante é que a vacinação aconteça dentro dos prazos recomendados”, destaca Maria Isabel de Moraes-Pinto. 

Atualmente, a vacinação domiciliar permite que famílias tenham acesso a diversas vacinas recomendadas para crianças sem necessidade de deslocamento, contribuindo para a manutenção do calendário vacinal em dia.
 

8. Por que tem vacinas que são indicadas só para bebês e idosos, como a VSR? E tem vacinas que são indicadas a partir dos 9 anos, como HPV?

"Cada vacina tem uma faixa etária específica porque os riscos e a resposta imunológica variam ao longo da vida. No caso da VSR, bebês e idosos são os grupos mais vulneráveis a complicações graves pela doença, por isso a proteção é direcionada a eles. Já o HPV é indicado a partir dos 9 anos porque a vacina é mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, quando o organismo ainda não teve contato com o vírus. O calendário vacinal é construído com base nessa lógica: vacinar a pessoa certa, no momento certo, para garantir a máxima proteção", afirma Luisa.
 

9. Crianças também precisam se vacinar contra a herpes-zóster?

"A vacina contra herpes-zóster é indicada principalmente para adultos a partir dos 50 anos, porque a doença se manifesta quando o vírus da varicela, que fica latente no organismo após a infecção na infância, se reativa com o enfraquecimento natural da imunidade ao longo dos anos. Para as crianças, a prioridade é a vacina contra a varicela, que previne a infecção primária e, consequentemente, reduz as chances de desenvolver o zóster no futuro", explica Maria Isabel.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados