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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Copa do Mundo da FIFA 2026: quais vacinas são importantes para quem pretende comparecer ao evento internacional?

Infectologista alerta para doenças respiratórias altamente transmissíveis, especialmente influenza, COVID-19 e sarampo, como grandes preocupações sanitárias relacionadas ao mundial que será sediado pelos EUA, México e Canadá

 

Grandes eventos internacionais são capazes de reunir pessoas do mundo todo em um mesmo local e em um mesmo determinado período de tempo. Apesar disso, poucas competições são tão movimentadas e populares quanto a Copa do Mundo da FIFA. Nesta próxima edição de 2026, o evento promete ser ainda maior ao ser sediado, de forma inédita, em três países diferentes: Estados Unidos da América, México e Canadá. Apesar do empolgamento com as seleções e os jogos, existem também preocupações de saúde associadas à fruição de um grande evento internacional como este? 

Para a Dra. Luísa Chebabo, infectologista da Casa de Saúde São José, a Copa do Mundo pode ser, sim, um evento preocupante em termos sanitários. “Grandes eventos internacionais favorecem a disseminação de doenças infecciosas porque reúnem, em um mesmo local, pessoas vindas de diferentes países e regiões, que podem carregar patógenos distintos. Ambientes com grandes aglomerações, circulação intensa de viajantes e contato próximo entre pessoas aumentam significativamente a transmissão de doenças, especialmente as respiratórias. Além disso, indivíduos infectados podem viajar ainda no período assintomático, facilitando a introdução e a propagação de patógenos em diferentes países durante e após o evento”, explica a médica. 

Com base nessa preocupação, a especialista elaborou um checklist mínimo para quem pretende ir à Copa do Mundo da FIFA 2026, com vacinas que estão todas presentes no calendário vacinal brasileiro:

  • Tríplice viral (contra o sarampo, caxumba e rubéola);
  • Influenza;
  • COVID-19;
  • Difteria, tétano e coqueluche.

Segundo a infectologista, as principais preocupações relacionadas ao grande evento do futebol mundial são doenças respiratórias altamente transmissíveis, como influenza, COVID-19 e sarampo. O sarampo, inclusive, é motivo de apreensão para as autoridades sanitárias atualmente por ser uma doença extremamente contagiosa, mas, ao mesmo tempo, facilmente prevenível por uma vacina altamente eficaz e segura. 

Em fevereiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um alerta sobre o aumento significativo de casos de sarampo nas Américas. Comparando os dados de 2024 e 2025, a doença cresceu 32 vezes em apenas um ano: foram quase 15 mil casos confirmados no ano passado. Já em 2026, foram confirmados outros mil casos de sarampo nas primeiras três semanas do ano. 

“Nos últimos anos, diversos países registraram aumento expressivo no número de casos de sarampo, além de outras doenças facilmente preveníveis, devido à queda das coberturas vacinais, o que favorece o reaparecimento de surtos mesmo em regiões onde a doença estava previamente controlada”, comenta a Dra. Luísa Chebabo. 

No continente americano, México, Canadá e EUA lideram os casos de sarampo: justamente os países-sede da Copa. O Brasil, em comparação, confirmou somente 38 infecções em 2025, sem novos registros no início de 2026. Apesar disso, os três países que irão sediar a competição não exigem vacinas obrigatórias para a entrada. Para a infectologista da Casa de Saúde São José, isso pode aumentar o risco de circulação internacional de doenças infecciosas, facilitando tanto a disseminação local quanto a exportação de casos para outros países. 

Por isso, o ideal é realizar uma avaliação médica antes da viagem, preferencialmente com um especialista em medicina do viajante, para atualização do cartão vacinal e orientação individualizada. “De forma geral, pessoas com o calendário vacinal brasileiro atualizado já estão protegidas contra a maioria das doenças de maior preocupação em eventos de grande porte. Ainda assim, alguns destinos podem exigir cuidados adicionais ou vacinas específicas”, completa a especialista.
 

Além de manter a vacinação atualizada, outros cuidados importantes podem ajudar a reduzir significativamente o risco de infecções durante viagens, recomenda a Dra. Luísa Chebabo:

  • Higienize frequentemente as mãos;
  • Adote etiqueta respiratória (usar o antebraço para cobrir a boca e o nariz na hora de tossir ou espirrar, usar lenços descartáveis, evitar contato com o rosto e usar máscaras, caso sinta-se mal), especialmente em ambientes fechados ou lotados;
  • Evite viajar em caso de sintomas infecciosos;
  • Tenha atenção à qualidade da água e dos alimentos consumidos;

Conheça previamente os riscos epidemiológicos do destino.

 

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