sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º de Maio: retrato do trabalhador brasileiro revela desafios de jornada, saúde mental e desigualdade de gênero

Segundo o Painel de Impacto Social da VR, a estimativa anual de ganhos econômicos para as empresas-clientes supera R$ 1 bilhão, puxada pela redução de turnover e de processos trabalhistas

 

No Dia Mundial do Trabalho (1º de maio), a VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, divulga um retrato do mercado formal de trabalho brasileiro. Os dados são provenientes do Painel de Impacto Social da VR, ferramenta proprietária que monitora indicadores internos e externos com base em informações de mais de 4 milhões de trabalhadores e mais de 100 mil empresas-clientes dos serviços de RH digital, benefícios, mobilidade, serviços financeiros, entre outros. O levantamento permite uma leitura das condições e dos desafios enfrentados no mercado, tanto para quem emprega quanto para quem é empregado. O estudo abrange quatro frentes: jornada e escala, gestão de riscos, saúde mental e desigualdade de gênero.
 

Jornada e escala como variáveis estratégicas 

Antes de tudo, é preciso diferenciar uma questão que pode estar confundindo o debate. A jornada reflete a quantidade de horas trabalhadas e as respectivas pausas associadas ao período. Já a escala define a estrutura e como essas horas estão distribuídas. A partir dessa diferenciação, os dados indicam que uma parcela relevante da força de trabalho está inserida em modelos mais intensos, composta predominantemente por homens (74%), jovens entre 25 e 39 anos (47%) e pertencentes à classe C (64%).
 

Entre os usuários dos serviços de marcação de ponto e gestão de escala da VR, 4 em cada 10 atuam no modelo 6x1. Os setores com maior concentração desse regime são Comércio (49%), Bares e Restaurantes (16%) e Saúde (8%), evidenciando uma variedade de segmentos da economia. Mesmo dentro desse modelo, há diferenças: 23,3% estão em faixa de excesso moderado, enquanto 5,3% cumprem jornadas em nível considerado de excesso mais significativo. Em comparação com a escala 5x2, 13,2% estão na faixa de excesso moderado e 0,6% em níveis mais elevados.
 

Os dados também mostram um contingente de trabalhadores com vale-transporte acima de R$ 700 por mês, o que pode indicar deslocamentos mais longos. Dessa forma, o formato de escala, isoladamente, não explica os impactos observados, que dependem também de fatores como organização das pausas, carga de horas, dimensionamento das equipes e distância entre casa e trabalho.
 

Gestão e Riscos 

A relação entre modelo de escala e impacto no desempenho, seja individual ou no negócio, não é diretamente proporcional. Empresas que adotam o mesmo modelo podem apresentar resultados distintos. Nesse contexto, o modelo de escala, isoladamente, não é suficiente para explicar os impactos observados, sendo necessário considerar a forma como o trabalho é configurado no dia a dia.
 

Os dados do Painel de Impacto Social da VR apontam que empresas que adotaram monitoramento estruturado e gestão preventiva de riscos operacionais e de saúde conseguiram reduzir os processos trabalhistas em até 34,7%. Somando turnover, processos trabalhistas e outras frentes do ecossistema, o impacto econômico anual estimado para as empresas-clientes supera R$ 1 bilhão.
 

Saúde mental em alerta 

Os transtornos mentais passaram a ocupar uma posição importante no ambiente de trabalho e revelam um quadro de adoecimento mais frequente e, por vezes, mais complexo. Entre 2023 e 2025, os transtornos de ansiedade seguiram como o principal grupo de afastamentos por saúde mental, variando pouco no triênio, entre 54% dos diagnósticos em 2023, 52% em 2024 e 49% em 2025.
 

No mesmo período, os transtornos depressivos também ficaram relativamente estáveis, na faixa de 29% a 31% dos diagnósticos. Já os transtornos mistos ansioso-depressivos apresentaram uma leve subida, saindo de 14% em 2023 para 19% em 2024 e 18% em 2025. Essas combinações de CIDs (Código Internacional de Doenças) foram registradas nos mesmos atestados médicos apresentados pelos trabalhadores, grande parte diretamente pelo SuperApp VR para justificar a ausência.
 

Também chama atenção o avanço dos quadros ligados ao trabalho, como burnout, estresse e fadiga, que passaram da faixa de 1,5%–2,5% em 2023 para 6%–8% em 2025. Os afastamentos por saúde mental registram uma ausência média de 11 a 14 dias por ocorrência. Nos recortes de jornada analisados, trabalhadores em escala 6x1 apresentam cerca de 2% a mais de afastamentos do que os que estão em 5x2, mas esse dado, isoladamente, não explica o adoecimento.
 

Desigualdade de gênero no ambiente corporativo 

A desigualdade de gênero aparece em diferentes dimensões nos dados analisados. No primeiro trimestre de 2026, 7 em cada 10 afastamentos por depressão ocorreram entre mulheres, que ainda lidam com a sobrecarga no cuidado familiar: 68% dos atestados médicos para acompanhar filhos ou outros familiares em consultas e tratamentos foram registrados por mulheres, evidenciando o acúmulo de responsabilidades dentro e fora do ambiente de trabalho. Esse cenário indica que a sobreposição entre carreira e cuidado, impacta diretamente a trajetória profissional feminina e reforça uma vulnerabilidade estrutural do mercado

Ao mesmo tempo, os dados mostram que mulheres empreendedoras também contratam mais mulheres: a participação feminina nas contratações sobe de 44,8% para 53,8% quando a liderança do negócio é uma mulher.
 

Há, porém, uma dimensão mais grave dessa desigualdade. Entre 2024 e 2026, os afastamentos relacionados à violência contra a mulher cresceram 152%, sendo 85% dos casos associados a agressões físicas. Os dados reforçam que a violência, muitas vezes tratada como um problema restrito ao ambiente doméstico, também impacta diretamente o mundo do trabalho.


Dia do Trabalho: Estado de SP lidera geração de emprego no país

Programas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico impulsionam a empregabilidade e conectam profissionais às oportunidades do mercado de trabalho 

 

O Estado de São Paulo gerou mais de 1,3 milhão de empregos, de 2023 a março deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. As políticas públicas de inclusão produtiva do Governo de São Paulo contribuíram para este resultado. Em virtude desses números, em 2025, o estado registrou a menor taxa anual de desemprego em 13 anos, com 5%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 

No Dia do Trabalho, celebrado nesta sexta-feira, 1º de maio, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) destaca as oportunidades ofertadas nos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) e na plataforma Trampolim, programas da SDE que conectam profissionais ao mercado de trabalho. Atualmente, há mais de 15 mil vagas de trabalho disponíveis nos dois serviços em todo o estado de São Paulo. 

 

A eficiência dessas iniciativas pode ser observada em histórias como a do Felipe Reis Balieiro, 34 anos, morador de Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, que conseguiu um emprego de caminhoneiro com a ajuda do PAT. “A minha experiência com o PAT foi excepcional, num dia fiz a entrevista e, no outro, já estava sendo contratado. Recomendo muito”, comenta. 


Outra beneficiada é Rosivania Silva Alcântara Cordeiro, 56 anos, estava à procura de uma oportunidade de emprego e recorreu ao PAT de Vinhedo, na região de Campinas. “O que aparecesse naquele momento, eu pegava. O processo foi tranquilo. Não fiquei nem um mês desempregada. Hoje meu trabalho fica a 10 minutos de distância de casa”, conta Rosivania, que completou um mês no novo emprego como auxiliar de produção. 

 

Aislan Vilela, 31 anos, morador de Bertioga, no litoral, conseguiu uma vaga em uma grande rede de atacarejo. “Foi pelo PAT que consegui um bom emprego. Sem esse serviço, não teria acesso a uma oportunidade tão boa”, comemora.  

 

“Nossa missão, alinhada a uma das principais diretrizes do governador Tarcísio de Freitas, é a geração de empregos. Por isso, é fundamental mantermos um diálogo próximo com o setor produtivo, compreendendo as demandas das empresas e conectando as oportunidades aos profissionais que buscam colocação no mercado de trabalho”, destaca Jorge Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de SP. 

 

Trampolim  

A plataforma Trampolim integra ações de empregabilidade e capacitação. Além de reunir vagas de trabalho e cursos gratuitos de curta duração do Qualifica SP, o portal conta com funcionalidades voltadas para facilitar e agilizar a vida dos candidatos, como o uso de georreferenciamento para indicação de vagas mais próximas da residência, simulador de entrevistas por IA, agenda de entrevistas, central de certificações, notificações automáticas por WhatsApp, SMS e e-mail sobre novas oportunidades. 

 

As empresas também podem cadastrar suas vagas e contar com a ferramenta para encontrar profissionais. O recrutamento digital não apenas democratiza o acesso a talentos com variados níveis de formação, como também otimiza a agilidade e a precisão das seleções, reduzindo custos operacionais. Segundo informações de consultorias especializadas (PageGroup, Robert Half e Michael Page), o custo de uma nova contratação no Brasil varia de R$ 2 mil a R$ 20 mil. 

 

Para a analista de recursos humanos Karina Rocha, o Trampolim contribui para reduzir a ansiedade do candidato e deixá-lo mais bem preparado com o simulador de entrevistas com IA, por exemplo. “O simulador ajuda a compreender as etapas de uma entrevista, os tipos de perguntas comuns e como estruturar respostas de forma clara. A pessoa se sente mais preparada e confiante, o que melhora seu desempenho”, afirma. 

 

As vagas de emprego disponíveis no Trampolim podem ser consultadas pelo site www.trampolim.sp.gov.br. 

 

PAT  

O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) é outra porta de entrada, por meio de intermediação entre empresas e trabalhadores em busca de oportunidades de emprego. Ao todo, são 200 unidades espalhadas pelo estado que oferecem, além das vagas, informações relacionadas à Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); seguro-desemprego; atualização de cadastro de emprego.  

 

Para participar, basta o interessado ir até uma unidade, levar RG, CPF e a Carteira de Trabalho (física ou digital). Os endereços estão disponíveis na página do PAT no site da SDE

 

Além disso, empregadores que estão buscando profissionais ou necessitam realizar processos seletivos podem contratar serviços do PAT de maneira gratuita para encontrar os perfis desejados. 

 

Os PAT também realizam feirões de empregos, reunindo empresas com diversas vagas abertas e candidatos em busca de recolocação no mercado de trabalho. Confira depoimentos de pessoas que já passaram pelos feirões: https://youtu.be/0kQBnwQdLCI.

 

Secretaria de Desenvolvimento Econômico - SDE

 

IEL abre mais de 2,1 mil vagas de estágio com bolsas de até R$ 3,2 mil

Crédito da foto: Giberto Sousa 

Goiás lidera em número de oportunidades e oferece 593 vagas; Pernambuco aparece em segundo, com 270 vagas disponíveis

 

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) está com 1.912 vagas de estágio abertas em diversos estados do Brasil. Há oportunidades nas áreas de administração, ciências biológicas, ciências da computação, designer gráfico, farmácia, jornalismo, nutrição, pedagogia, química e muito mais, incluindo cursos técnicos e do ensino médio. Todas as oportunidades são remuneradas e as bolsas variam de R$ 400 a R$ 3,2 mil, além de auxílio-transporte. 

O estágio é um ato educacional que proporciona aos estudantes o primeiro contato com o mundo do trabalho. O Programa IEL de Estágios já fez a ponte para mais de 1,5 milhão de alunos encontrarem a oportunidade ideal. Além disso, só no primeiro semestre de 2025, a rede inseriu mais de 55 mil estagiários no mercado de trabalho. Para saber tudo sobre o tema, acompanhe a Agência de Notícias da Indústria.   

·         Confira as vagas por estado naAgência de Notícias da Indústria 

 

  

Conheça o IEL Carreiras 

 

O IEL conta com uma plataforma para conectar estudantes, instituições de ensino e empresas: o IEL Carreiras

  

A ferramenta concentra, em um só ambiente, as vagas de estágio de todo o Brasil. Há filtros – por estado, curso, modalidade e tipos de vaga – que facilitam a busca pela melhor oportunidade. As empresas têm acesso a um banco nacional de candidatos, também com função de filtros. É possível realizar testes de perfil para unir o estudante à empresa ideal. Tanto estudantes quanto empresas podem fazer login para se conectarem às novidades. 


  

Sobre o levantamento quinzenal de vagas   

A Agência de Notícias da Indústria realiza um levantamento quinzenal de vagas abertas pelo IEL em todo o Brasil, junto às federações das indústrias. O levantamento tem caráter jornalístico. Para tirar dúvidas ou mais detalhes, entre em contato com o IEL do seu estado.


Do mapa ao movimento: a evolução da governança de processos na era da IA

 Por muitos anos, governar processos significou essencialmente desenhar o mapa. Esse trabalho envolvia reunir equipes, entrevistar especialistas e documentar cada etapa por meio de fluxos estruturados utilizando notações como BPMN (Business Process Model and Notation) e  EPC (Event Process Chain). O resultado era consolidado em repositórios centralizados, organizados e pronto para consulta. No entanto, havia um problema fundamental: esses processos eram pouco utilizados. 

Na prática, enquanto mapas permaneciam estáticos, muitas vezes “perfeitos” apenas no papel, o dia a dia seguia um caminho próprio, repleto de atalhos, execuções e soluções improvisadas que nunca eram capturadas nos fluxogramas. Foi nesse contexto que, por volta de 2015 surgiu o Process Mining, trazendo uma nova abordagem: transformar os rastros digitais deixados nos sistemas em uma visão fiel do processo real, não idealizado. 

Com isso, pela primeira vez, deixou de ser necessário perguntar como o processo funcionava, passou a ser possível enxergá-lo diretamente. Ao trazer clareza, até mesmo quem acreditava conhecer bem a operação se surpreendeu ao identificar anomalias, como pedidos de compra criados após a entrega, aprovações que pulavam etapas obrigatórias e fornecedores pagos sem ordem de compra associada. 

Na prática, o Process Mining não trouxe apenas respostas, mas perguntas muito melhores. A evolução natural buscou monitorar não apenas como o processo acontecia, mas também se estava dentro dos limites esperados de performance e conformidade. Assim, surgiram os dashboards de KPIs em tempo quase real, os alertas de compliance e os indicadores de maverick buying — aquelas compras fora de contrato que sangram silenciosamente o orçamento de suprimentos. 

Esses avanços permitiram que a governança deixasse de ser um arquivo morto para se tornar um painel de controle. Contudo, o fato de ainda ser essencialmente reativa manteve um desafio: o problema só era visto após o ocorrido. A falha e o registro da não conformidade tornavam a perda um fato consumado. 

Na última década, a governança tornou-se prioridade estratégica, impulsionada pela adoção da Inteligência Artificial. Segundo a IDC, o Brasil lidera a América Latina em volume de investimentos em IA, com expectativa de atingir US$ 4,2 bilhões até 2026. 

Nos últimos dois anos, vimos camadas de IA integradas a essa base de observabilidade, gerando um salto qualitativo. Afinal, ao aplicar IA aos dados de Process Mining, o cenário muda, uma vez que o sistema identifica anomalias automaticamente e as explica em linguagem natural — atuando não como um relatório, mas como um conselheiro. 

Atualmente, a IA generativa abriu um capítulo novo. Agentes de IA — sistemas capazes de raciocinar, planejar — passam a atuar diretamente nos fluxos operacionais. Em um cenário de milhares de ordem de compra, a tecnologia identifica automaticamente desvios de preço fora do contrato, explica anomalias em linguagem natural e recomenda ações concretas, como renegociação ou redirecionamento de volume. Não se trata mais de um relatório, mas de um conselheiro. 

Mesmo com essas automações, o fator humano não sai do ciclo - ele é elevado. O profissional passa a focar em atividades de maior valor agregado, como julgamento, relacionamento e decisão estratégica, enquanto a execução repetitiva é absorvida pelos agentes. 

Então, o que será da governança de processos nesse novo mundo? Essa é a pergunta que devemos fazer agora. O que se observa aponta para uma redefinição profunda: a governança na era da IA deixa de se concentrar em mapas, dashboards ou relatórios de não conformidade, e passa a focar na visibilidade em tempo real das ações de humanos e agentes. Trata-se da capacidade imediata de intervir, corrigir e melhorar os processos que mais importam para o negócio. 

Esse novo cenário exige novos instrumentos, métricas e, sobretudo, uma nova mentalidade. O gestor de processos do futuro deixa de ser o guardião do fluxograma para se tornar o arquiteto de um sistema dinâmico, no qual inteligência, automação e julgamento humano coexistem em equilíbrio deliberado. 

O mapa sempre foi uma simplificação necessária. O que a IA nos oferece agora, pela primeira vez, é a possibilidade de governar o território diretamente. Essa mudança vai além da tecnologia, e sinaliza que está na hora de aplicar o aprendizado do passado para explorarmos o futuro.  



Carlos Pessoa - Head de Delivery da Numen. Especialista em Governança de Processos e Transformação Digital, com foco em ecossistema SAP e tecnologias de Process Mining aplicadas às indústrias de CPG e Life Sciences.

Numen
https://numenit.com/


Cachorro desaparece por horas em aeroporto após ser despachado em voo e caso expõe falhas no transporte aéreo de pets

Após decisão judicial negar viagem na cabine, animal é perdido durante conexão em São Paulo; reviravolta no caso leva Justiça a rever posição

 

Uma viagem internacional que deveria marcar uma nova etapa de vida terminou em desespero para a engenheira de produção Renata Mollossi Rambo, de 27 anos. Ao embarcar de Porto Alegre com destino a Frankfurt, na Alemanha, ela foi obrigada a despachar seu cachorro, Nacho, um beagle idoso, no compartimento de cargas da aeronave. Horas depois, durante a conexão em São Paulo, o animal simplesmente desapareceu dentro do aeroporto, e só foi encontrado graças à iniciativa de terceiros, sem qualquer suporte da companhia aérea.

 

A situação ocorreu após uma disputa judicial. Renata havia conseguido inicialmente uma liminar que autorizava o transporte do pet na cabine, mas a decisão foi revertida após a companhia aérea alegar que o transporte no bagageiro seria seguro. Com isso, Nacho foi embarcado no compartimento inferior da aeronave no primeiro trecho da viagem.

 

O problema surgiu na conexão. Ao desembarcar em São Paulo, Renata percebeu que não havia informações sobre o paradeiro do cachorro.

 

“Foi literalmente desesperador. Eu me sentia completamente impotente. Escutava eles falando no rádio sobre malas, enquanto havia um ser vivo, parte da minha família, perdido. E ninguém parecia preocupado”, relata.

 

Segundo ela, a ausência de informações e a postura da equipe agravaram a situação. “O tempo passava e diziam para eu ficar tranquila, mas ninguém estava se importando. Como se ele fosse mais uma mala. Isso foi o mais difícil, porque eu sabia que ele não estaria seguro, e por isso fiz de tudo para levá-lo na cabine, o que foi negado”, afirma.

 

Durante cerca de quatro horas, Renata buscou ajuda por diferentes canais, sem sucesso. Nem o atendimento presencial, nem o suporte digital da companhia aérea conseguiram localizar o animal.

 

“Não houve comunicação nenhuma, muito menos suporte. Acionei o WhatsApp, fui transferida para um atendente humano que nunca me respondeu. No aeroporto, ninguém sabia onde ele estava. Eu senti, sim, que poderia não encontrá-lo ou que encontraria ele sem vida”, conta.

 

Nacho só foi encontrado porque pessoas que circulavam pelo aeroporto notaram uma caixa aparentemente abandonada e decidiram entrar em contato com a tutora, cujo telefone estava escrito à mão no compartimento. O cachorro estava em outro ponto do terminal, sem qualquer identificação ou monitoramento por parte da companhia.

 

Além do susto, o reencontro revelou sinais claros de trauma no animal, segundo a tutora.

 

“O Nacho sempre foi um cachorro extremamente sociável, ama pessoas. Mas nos vídeos que recebemos, ele estava imóvel, cabisbaixo, não reagia a ninguém. Só reagiu quando chegamos, chorando e arranhando a caixa. Um comportamento que nunca vimos. Se foi traumático para nós, imagina para ele”, relata.

 

Diante do ocorrido, a defesa da passageira apresentou as evidências à Justiça, que reconsiderou a decisão inicial e autorizou o transporte do cachorro na cabine no segundo trecho da viagem. O embarque ocorreu sem novos incidentes, e o animal seguiu ao lado da tutora até o destino final.

 

Para o advogado especialista em Direito Animal, Dr. Leandro Petraglia, que acompanhou o caso, o episódio evidencia uma falha estrutural no transporte aéreo de animais no Brasil.

 

“Esse caso mostra, na prática, que a promessa de segurança no transporte de animais no bagageiro muitas vezes não se sustenta. Houve uma confiança depositada nessa operação, que foi quebrada de forma grave. A perda do animal dentro do próprio aeroporto demonstra a ausência de controle mínimo sobre um ser vivo que estava sob responsabilidade da companhia”, afirma.

 

Segundo ele, a reviravolta na decisão judicial reforça o peso da experiência concreta. “Quando a teoria é confrontada com a realidade, o Judiciário passa a ter elementos mais sólidos para decidir. Aqui, a prova foi o próprio ocorrido”, diz.

 

Renata afirma que a experiência apenas confirmou uma percepção que já tinha sobre o tema. “O transporte aéreo brasileiro não está preparado para levar animais. Não existem leis que nos protejam. Tudo evolui, menos essa área”, critica.

 

Ela também faz um apelo para que outros tutores se manifestem. “Precisamos nos unir e exigir mudanças. Tenho certeza que muitas pessoas já passaram por situações parecidas, mas essas histórias não ganham visibilidade, e por isso nada muda”, conclui.

 

O caso reacende o debate sobre a segurança no transporte de animais em voos comerciais e a necessidade de regulamentações mais rigorosas para garantir o bem-estar dos pets durante viagens aéreas.


 

Furno Petraglia Advocacia



Burnout e Justiça do trabalho: 47% dos conflitos trabalhistas podem ser resolvidos por acordo, indica estudo


Burnout avança no Brasil e se conecta a mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025

 

Afastamentos por burnout cresceram 493% no Brasil entre 2021 e 2024, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Em 2025, os transtornos mentais e comportamentais somaram 546.254 concessões de benefícios por incapacidade temporária no país, com destaque para transtornos ansiosos (166.489 casos), episódios depressivos (126.608) e transtornos afetivos bipolares (60.904). 

Esse cenário já se reflete na Justiça do Trabalho. Mais de 158 mil ações trabalhistas estão ativas no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sendo horas extras (57.029 processos), adicional de insalubridade (53.416) e intervalo intrajornada (47.775) os principais temas associados à sobrecarga e ao esgotamento mental. 

Segundo estimativas da Pact, empresa especializada em redução de passivos judiciais corporativos, parte relevante desses conflitos poderia ser resolvida antes da judicialização. Caso as empresas optassem pelo acordo, 47% dos casos trabalhistas poderiam ser encerrados com deságio médio de 35% em relação ao valor inicialmente pleiteado. Mais da metade dessas soluções (53%) ocorre já na primeira rodada de negociação, reduzindo o tempo de litígio, os custos financeiros e os impactos emocionais para trabalhadores e empresas. 

“A judicialização costuma ser o desfecho de conflitos que não foram tratados de forma preventiva. Mas quando o caso chega ao Judiciário, o dano já está consolidado. O processo não é a causa do problema, é a consequência de meses ou anos sem escuta, sem gestão adequada do conflito e sem medidas efetivas de prevenção dentro das empresas”, afirma Lucas Pena, CEO do Grupo Pact Insights. 

Além do burnout, o assédio moral, frequentemente associado ao adoecimento mental no trabalho, também aparece de forma expressiva nos tribunais. Mais de 450 mil ações por assédio moral foram registradas na Justiça do Trabalho nos últimos cinco anos, segundo dados do TST e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo o CNJ, as empresas brasileiras desembolsam mais de R$ 40 bilhões por ano com dívidas e passivos trabalhistas, incluindo indenizações, multas e acordos judiciais, parcela significativa relacionada a conflitos que poderiam ter sido tratados de forma antecipada. 

“O burnout não vira processo porque o trabalhador quer judicializar. Ele vira processo porque ninguém resolveu antes. O acordo não estimula a judicialização, ele evita que o conflito chegue ao tribunal. Apesar do potencial de resoluções por meio de acordo, a conciliação ainda é pouco utilizada no país”, diz Pena. 

Com a previsão de início das multas para empresas que não mapearem riscos psicossociais a partir de 2026, especialistas avaliam que o desafio vai além do cumprimento legal. 

“A discussão sobre saúde mental precisa começar antes do afastamento e terminar antes do processo. Resolver conflitos de forma antecipada é uma estratégia de saúde, de governança e de redução da judicialização”, conclui o executivo.

 

Pact
www.pactbr.com



Mães retomam os estudos e redefinem a própria trajetória profissional

Flexibilidade do ensino a distância permite conciliar maternidade, trabalho e formação, mesmo após anos de pausa 

 

A rotina fragmentada entre trabalho, cuidados com os filhos e tarefas domésticas tem levado um número crescente de mães brasileiras a retomar os estudos, muitas vezes anos depois de interromper a formação. Entre intervalos curtos, noites cansadas e fins de semana apertados, voltar a estudar deixa de ser uma escolha simples e passa a exigir reorganização completa da rotina, disciplina e, muitas vezes, renúncia.

Dados mais recentes do Censo da Educação Superior, do Inep, mostram que o ensino a distância já representa quase metade das matrículas no país e segue em expansão, com avanço puxado principalmente por estudantes adultos. Entre eles, mulheres com filhos aparecem como um dos grupos que mais crescem.


O desafio da dupla jornada: quando a maternidade pausa os sonhos 

Tiago Zanolla, professor com mais de 15 anos de atuação na educação e fundador da UFEM Educacional, observa esse movimento de forma direta na base de alunos conectados à edtech. “A maternidade ainda interrompe a trajetória educacional de muitas mulheres, mas o digital criou uma possibilidade concreta de retomada. Hoje, a gente vê mães que reorganizam a rotina para estudar em pequenos intervalos, o que antes era inviável no modelo tradicional”, afirma.

Segundo o IBGE, mulheres ainda dedicam quase o dobro do tempo aos cuidados domésticos e familiares em comparação aos homens, o que ajuda a explicar a dificuldade histórica de continuidade nos estudos. Na prática, isso significa menos tempo disponível, mais sobrecarga e, muitas vezes, a ausência de rede de apoio, o que torna o retorno à educação um desafio diário. “O que mudou não foi só o acesso, mas o formato. O estudo deixou de depender de presença física e passou a se adaptar à rotina do aluno”, diz o especialista. 


Flexibilidade digital como ponte para a formação superior 

A trajetória de Mara Silva, de 38 anos, ilustra esse cenário, ela interrompeu os estudos ainda no ensino médio ao engravidar aos 19 anos e só conseguiu concluir anos depois. “Hoje, com o ensino a distância, consigo estudar no meu tempo. Às vezes meia hora por dia, às vezes mais no fim de semana. Isso fez toda a diferença”, relata. A flexibilidade também reduziu custos. “Não precisar me deslocar facilitou muito. Consigo estudar em casa e manter a rotina”, diz.

Casos como o de Mara se repetem em diferentes faixas etárias. Ivanir Aparecida Machado, de 54 anos, ficou mais de duas décadas afastada dos estudos após a maternidade. “Fiquei mais de 20 anos sem estudar, mas decidi voltar porque o sonho fala mais alto”, afirma. A retomada, segundo ela, não vem sem obstáculos. “É bem desafiador, fiquei muito tempo sem estudar, mas estou muito feliz de ter voltado.”

A busca por autonomia financeira e estabilidade profissional aparece como um dos principais motivadores para esse retorno. A exigência de diploma para cargos de nível superior e concursos públicos também pesa nessa decisão. “A educação formal ainda é um filtro importante no mercado. Muitas dessas mulheres já têm experiência, mas esbarram na falta de certificação”, explica Zanolla.

O ensino a distância tem funcionado como ponte entre essas duas realidades. Julia Russo, de 36 anos, relata que a modalidade foi determinante para retomar o projeto de formação. “O EAD me deu a possibilidade real de conquistar um diploma, algo que antes era inviável pela distância e a rotina”, afirma.

Na prática, a flexibilidade se traduz em autonomia. “Consigo estudar no horário que encaixa na minha rotina com trabalho, filho e casa. Quando tenho um tempo, já aproveito para adiantar uma matéria”, diz Julia.

Para ela, o impacto vai além da formação. “O diploma traz autonomia e mais segurança profissional. Hoje tenho mais embasamento para o meu trabalho”.


Além da carreira: o impacto da educação na vida das mães

Apesar do avanço, o caminho está longe de ser simples. A conciliação entre estudo, trabalho e maternidade ainda exige disciplina, organização e, muitas vezes, renúncia de momentos de descanso. A sensação de culpa por dividir o tempo entre tantas responsabilidades também aparece nesse processo. “Não é romantizado. É difícil, exige disciplina e organização. Mas o retorno pessoal e profissional compensa”, afirma o educador. 

Na prática, modelos educacionais baseados em tecnologia e parcerias com instituições reconhecidas pelo MEC têm ampliado o acesso. A UFEM, por exemplo, atua como um hub que conecta alunos a cursos de diferentes níveis na modalidade digital, reduzindo barreiras de entrada e burocracia. A proposta segue uma tendência mais ampla do setor, que busca atender um público adulto e com demandas específicas de tempo. 

A tendência é que esse movimento se intensifique nos próximos anos. O próprio Ministério da Educação aponta crescimento contínuo do EAD no Brasil, impulsionado por mudanças no perfil do estudante. “Existe uma demanda reprimida muito grande. São pessoas que interromperam os estudos e agora encontram uma alternativa viável para voltar”, afirma Zanolla. 

Para muitas dessas mães, o retorno à educação vai além da carreira. É também sobre dar exemplo para os filhos e resgatar um projeto pessoal que ficou interrompido por anos. Ao mesmo tempo, revela uma transformação estrutural no acesso ao ensino no país, em que a flexibilidade passa a ser um fator central para a inclusão educacional e para que histórias como essas aconteçam.

 

 





Tiago Zanolla - professor especializado em concursos públicos, com mais de 15 anos de experiência, mais de 2.000 aulas produzidas e mais de 2 milhões de alunos impactados ao longo da carreira. É referência nacional no ensino jurídico e administrativo para concursos de Tribunais, Ministério Público, carreiras policiais e órgãos federais, além de professor e coordenador de conteúdo na Estratégia Concursos. Engenheiro de produção por formação, criou o sistema SER, Seleção do Conteúdo Essencialmente Relevante, metodologia baseada em dados aplicada à preparação para concursos. É autor do livro Ética no Serviço Público uma visão moderna, palestrante em inovação educacional e fundador da UFEM Educacional, edtech que conecta mais de 210 mil alunos a instituições reconhecidas pelo MEC.
Para mais informações, acesse o site, instagram ou pelo canal do youtube.


UFEM Educacional
Para saber mais, acesse o site ou pelo instagram.


Fonte de pesquisa

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-a-informacao/dados-abertosInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao.html

Ministério da Educação (MEC)
https://www.gov.br/mec/pt-br


Fundação Cargill e SENAI abrem inscrições para 40 bolsas de estudo em gastronomia em Mairinque (SP

Formação é presencial, com conteúdo programático agrupado
em três módulos. Interessados devem ter idade mínima
de 18 anos e ensino fundamental completo

Iniciativa faz parte do programa Raízes da Transformação e foca na inclusão produtiva e no fortalecimento do empreendedorismo local

 

A Fundação Cargill, uma das principais organizações de impacto social no Brasil, em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) abriu as inscrições para o curso gratuito de gastronomia do programa Raízes da Transformação. São oferecidas 40 bolsas de estudo integrais destinadas a moradores de Mairinque (SP) que desejam construir uma carreira na área ou que já atuam como nano, micro e pequenos empreendedores no setor de alimentação. 

A formação é presencial, com conteúdo programático agrupado em três módulos: Gestão de Negócios na Gastronomia, Alimentação Segura e Sustentável e aulas práticas. Quem concluir poderá participar do módulo bônus (Fotografia e Design Digital), com orientações sobre comércio online e vendas por meio de redes sociais. 

O processo de seleção das bolsas prioriza o equilíbrio de gênero e candidatos de populações minorizadas, incluindo comunidades negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e pessoas com mais de 50 anos. Também terão preferência na seleção os moradores dos bairros Barreto, Granada e Jardim Vitória. Para participar, os interessados devem ter idade mínima de 18 anos e possuir o ensino fundamental completo. 

As inscrições estão abertas até o dia 5 de maio de 2026. Após essa etapa, os pré-selecionados passarão por entrevistas presenciais entre os dias 8 e 14 de maio, com a divulgação da lista final de aprovados prevista para o dia 28 de maio de 2026. Além da capacitação gratuita, os participantes recebem um kit didático e, ao final da jornada, terão seus nomes incluídos no banco de currículos do SENAI. Edital e formulário de inscrições estão disponíveis neste link. 


Cargill
media@cargill.com 


Risco de fraude no e-commerce no Dia das Mães é 8,3% maior do que a média anual do setor; Serasa Experian alerta para cuidados na data

• Nas duas semanas que antecederam a data em 2025, foram registradas 6,8 mil tentativas de fraude por dia, cerca de 5 por minuto; 

• Prejuízo potencial para consumidores e empresas poderia chegar a R$ 114,9 milhões.

 

Um levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostra que entre 27 de abril e 11 de maio de 2025, período de duas semanas que antecedeu e incluiu o Dia das Mães, foram registradas 102,7 mil tentativas de fraude no e-commerce brasileiro. O volume representa uma média de 6,8 mil ocorrências por dia, cerca de 5 por minuto. Caso essas investidas tivessem sido efetivadas, o prejuízo potencial para consumidores e empresas poderia chegar a R$ 114,9 milhões.

 

Além do volume expressivo de ocorrências, o período que antecede o Dia das Mães registrou o maior risco proporcional de fraude entre as principais datas comemorativas do varejo no ano passado: a taxa foi de 1,3%, o que equivale a 13 tentativas de golpe a cada mil pedidos, acima da média anual do e-commerce (1,2%). O índice revela uma pressão 8,3% maior do que a observada no setor ao longo de 2025.

 

“Datas promocionais como o Dia das Mães combinam fatores que interessam diretamente aos fraudadores: maior volume de transações, senso de urgência do consumidor e operações mais pressionadas nas empresas. E os dados do nosso levantamento reforçam que o ambiente digital na data se torna ainda mais atraente para a ação de fraudadores. Nesse cenário, os golpistas exploram desde ofertas falsas, links maliciosos e roubo de dados de pessoas físicas até cadastros irregulares, identidades sintéticas, compras fraudulentas e chargebacks que afetam a operação e a receita das empresas”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude, Rodrigo Sanchez.

 

Sanchez complementa, ainda, dizendo que a prevenção precisa avançar em duas frentes: educação do consumidor para reconhecer sinais de golpe e adoção de tecnologias antifraude em camadas, capazes de proteger toda a jornada digital. A Serasa Experian listou algumas dicas e boas práticas para evitar golpes e fraudes na data:

 

Dicas para consumidores


• Desconfiar de promoções com preços muito abaixo do mercado, principalmente em anúncios recebidos por mensagem, redes sociais ou links patrocinados suspeitos;


• Confirmar se o site é oficial antes de finalizar a compra, checando endereço, reputação e meios de contato da loja;


• Não compartilhar senhas, códigos de autenticação, dados bancários ou informações do cartão fora de ambientes oficiais e seguros;


• Evitar clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, e-mail ou grupos de mensagens sem verificar a procedência;


• Antes de fazer Pix ou transferência, confirmar os dados do recebedor e, em caso de pedido feito por conhecidos, validar a solicitação por outro canal;


• Monitorar com frequência o CPF e as movimentações financeiras para identificar rapidamente qualquer uso indevido dos dados.

 


Dicas para empresas


• Adotar credenciais autenticadas nas jornadas digitais para reforçar a validação de identidade, reduzir o risco de fraude e equilibrar segurança com uma experiência mais fluida para usuários legítimos. 


• Reforçar soluções de prevenção à fraude em camadas nos períodos promocionais, combinando diferentes tecnologias ao longo da jornada do cliente;


• Intensificar a checagem de identidade, biometria, documentos, dispositivos e inconsistências cadastrais em momentos de pico;


• Ajustar regras de risco para identificar comportamentos fora do padrão, como cadastros suspeitos, compras atípicas e aumento de chargebacks;


• Manter comunicação clara com o consumidor sobre canais oficiais, reduzindo a ação de sites falsos e tentativas de phishing;

• Equilibrar segurança e experiência, com jornadas fluidas para usuários legítimos e barreiras mais robustas diante de sinais de fraude.

 

Experian
experianplc.com