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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Década do Oceano lembra importância do engajamento da sociedade para reverter ciclo de degradação

 

Divulgação - Pixabay
Fortalecer a cultura oceânica e promover inovações para o desenvolvimento sustentável são alguns dos objetivos da Década do Oceano (2021-2030)


O Dia Mundial do Oceano, comemorado no mês de junho, foi instituído durante a conferência Rio-92 para lembrar sobre a importância da conservação dos mares para a vida no planeta. Quase 30 anos depois, as ameaças ao ecossistema costeiro-marinho aumentaram, mas também cresceu a mobilização de autoridades, iniciativa privada e da sociedade civil organizada em torno do tema. Neste ano, a data é comemorada em conjunto com as primeiras ações da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021–2030), um esforço mundial coordenado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para que os países unam esforços a favor da saúde do oceano.

Um dos principais objetivos da Década é disseminar conhecimento a respeito da importância do oceano para um futuro sustentável. “Precisamos conhecer mais para tomar melhores decisões, seja como indivíduos, instituições ou governos. Um oceano acessível, conhecido e valorizado por todos depende do fortalecimento da cultura oceânica, do entendimento da influência do oceano na nossa vida e da nossa vida no oceano. É essencial que as ações valorizem o engajamento de todos os setores, incluindo as comunidades tradicionais, empresas, sociedade civil e o poder público”, afirma Ronaldo Christofoletti, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para o pesquisador, que é assessor de Comunicação para a Década do Oceano, a sociedade precisa perceber que todos estão conectados de alguma forma com o ambiente marinho. “Diariamente, todos somos influenciados pelo oceano, mesmo sem nos darmos conta. Até quem está a quilômetros de distância do litoral depende diretamente do oceano para viver. Neste instante, mais de 50% do ar que respiramos vêm dos mares. A conexão passa pela economia, já que a maior parte do comércio circula pelo mar, mas também está na alimentação, no turismo, na saúde, no bem-estar, na cultura e na tradição”, observa o pesquisador.

Para Emerson Oliveira, gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, tão importante quanto ter consciência dos problemas é a busca por soluções. “Acreditamos muito no poder da inovação e na capacidade de mudar o olhar sobre os problemas. Com a Década, temos a oportunidade de rever a forma como cuidamos do oceano e, também, de imaginar e colocar em prática formas sustentáveis de usufruir de todos os seus benefícios. A ciência tem um papel fundamental nessa busca, mas também precisamos ampliar a cooperação com diferentes atores sociais, compartilhando diferentes saberes e experiências”, analisa.

A Fundação Grupo Boticário, que ao longo de 30 anos de história destinou cerca de 25% do total de investimentos em pesquisa científica para ecossistemas marinhos e regiões costeiras, é reconhecida pela Unesco e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação como representante da sociedade civil da Década do Oceano no Brasil. Além de apoiar e promover uma série de eventos para mobilizar e inspirar a sociedade em torno da questão, a Fundação tem o oceano como foco na edição deste ano da teia de soluções, iniciativa que busca soluções inovadoras para a conservação do oceano, de forma multidisciplinar e colaborativa.

 



 

Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN)

www.fundacaogrupoboticario.org.br

 


Fundação Grupo Boticário

 

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