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quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Nova economia: o que o país tem a aprender com o cooperativismo

Com o advento da atual crise, modelos de negócio menos capitalistas devem ser o ponto de resgate sócio econômico


Gerar benefícios à sociedade, com amplo interesse no desenvolvimento, potencial de habilidades, autonomia e, sobretudo, qualidade de vida. Esses propósitos são conhecidos como terceiro setor, mas também são compartilhados com as cooperativas que indicam um modelo de negócio que se aflora, frente à crise instaurada no mundo todo. A clamada nova economia é o que o cooperativismo há quase dois séculos desenvolve e se destaca a cada dia no Brasil.

Embora a inclusão das cooperativas como instituição do terceiro setor ainda seja motivo de muitos debates, não há como negar que os dois segmentos têm muito em comum. E o principal é justamente o que em 2020 ganha destaque: o fortalecimento das comunidades e a capacitação dos indivíduos, muito além do que acúmulo de capital, e essa é a razão de existir das organizações.

No movimento cooperativista brasileiro, o desenvolvimento socioeconômico alcança cerca de 15 milhões de pessoas. Um modelo baseado na partilha de decisões e resultados que gera confiança e também empregabilidade. Atualmente, são 400 mil postos de trabalho diretos gerados pelas cooperativas. No mundo, esse número chega a 100 milhões.

O país soma quase 7 mil cooperativas divididas em diferentes setores, entre estes os habitacional. Como exemplo, temos a CICOM, Cooperativa Habitacional que atua em São Paulo combatendo o déficit e as degradadas condições de moradia na capital e no interior do estado. À frente da instituição, Carlos Massini, diretor executivo, defende o cooperativismo como um formato que cria relações de apoio social e, por isso, sustenta segurança em tempos de crise e incertezas.

Da mesma forma que o trabalho é de todos, os ganhos também são para todos. Isso significa que a sua luta é exatamente a mesma luta do seu companheiro e se você não colaborar com ele, você também não obterá aquilo que quer. Então, seguindo essa lógica, entendemos que sim, o Brasil tem muito para aprender com cooperativismo”, afirma.

Mesmo atuando no setor que melhor se recupera com o aquecimento imobiliário, Massini diz que a CICOM não ficou ilesa à crise gerada pela pandemia da COVID-19, mas todos (cooperados e cooperativistas) continuam unidos e a cooperativa não se fragilizou. Apesar dos impactos econômicos e também emocionais, prevaleceu o espírito da força coletiva, da persistência por uma causa. “Nosso capital é humano. São as pessoas que fazem o negócio girar. Isso dá a cada um a sua parcela de responsabilidade e também de importância”, explica. “Temos milhares de mãos envolvidas no mesmo trabalho e cada uma busca agarrar o seu objetivo, e o que dá significado a esta rede é que o objetivo é comum. Diferente das disputas que acontecem entre as empresas”, conclui.

Seguindo a lógica do cooperativismo, parece que todo o mundo se recuperará dos desajustes da COVID-19 mais equilibradamente. No Brasil, onde as desigualdades são bastante contrastantes, um modelo econômico de cooperação não só trará bons resultados econômicos, acredita Massini, mas também contribuirá diretamente para o desenvolvimento das camadas sociais mais desprovidas.

 



CICOM

www.cooperativacicom.com.br


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