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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Fitoterapia cresce 662% e é alternativa para transtornos de ansiedade e outras doenças


 Divulgação



Professor da USP fala sobre os benefícios das plantas medicinais
Desde os tempos dos nossos avós já ouvíamos falar sobre o poder das plantas para a cura de diversas doenças. Aquele chazinho para aliviar a dor de estômago ou até mesmo um xarope para tosse ou problema respiratório tem eficácia sim e já são prescritos nos consultórios médicos. Isso mesmo! O potencial das plantas no tratamento de diversas doenças tem ganhado notoriedade na área de saúde.

Só na cidade de São Paulo o fornecimento desse tipo de medicamento cresceu 662% em 2019, se comparado ao ano de 2015. Segundo o professor de fitoterapia da USP Daniel Alan Costa, entre as plantas medicinais que já são prescritas nas unidades básicas de saúde estão a isoflavona de soja e a garra do diabo. “No caso da isoflavona de soja há comprovações científicas de sua eficácia para mulheres na menopausa. A garra do diabo é um anti-inflamatório e analgésico natural. Há indicações também da valeriana, planta que ajuda muito nos casos de ansiedade, insônia e até depressão”, afirma.

De acordo com a Abifisa (Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde), o setor tem crescimento contínuo e registra um aumento de 10% ao ano.

“A fitoterapia é uma tendência mundial, principalmente porque as pessoas têm buscado opções mais naturais, com menos efeitos colaterais”, acrescenta Daniel.

Entre as plantas que merecem destaque na fitoterapia está a Moringa. “A Moringa Oleífera é uma das plantas mais importantes do mundo e que tem origem na Índia. Cada parte da sua estrutura contém um recurso medicinal valioso podendo ser utilizada tanto como erva nutricional ou para ação farmacológica com efeitos antiasmáticos, antidiabéticos, hepatoprotetor, anti-inflamatório, anticâncer, antimicrobiana, antioxidante, cardiovascular, anti-úlcera, atividade antialérgica, cicatrizante, analgésica e antipirética”, explica.

Já um dos fitoterápicos que caiu no gosto dos brasileiros e que acompanha muitas gerações, é o xarope caseiro feito à base de água, guaco e mel.

“A medicina popular sempre se destacou pelo acesso fácil e barato a formas terapêuticas eficazes, fáceis de usar e sem riscos. É este espaço que os xaropes caseiros ocupam”, complementa o professor Daniel Alan.

O guaco é altamente utilizado para o combate a tosse, afecções pulmonares, sinusites, gripes e resfriados. “Ele age como bronco dilatador na asma e ainda apresenta função antisséptica e cicatrizante”, diz.

Já o eucalipto é um expectorante e fungicida que tem indicações para doenças das vias respiratórias, gripes, bronquites, asma, tosse, além de funcionar como um perfeito repelente de insetos.

Para quem adora preparar esse tipo de remédio caseiro um alerta: “Apesar de ser um recurso simples e seguro, devemos sempre procurar ajuda médica caso os sintomas persistam ou surjam qualquer desconforto ou sensação que não é esperado. A automedicação, mesmo que natural, pode trazer riscos. Afinal o que diferencia o veneno do remédio é a dose”, finaliza o especialista.

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