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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

6 RAZÕES QUE MOSTRAM QUE O CONTROLE DE POMBOS É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA





Os pombos são as aves que mais se aproximam dos seres humanos nos centros urbanos. Por isso, ficam perto o bastante para transmitirem doenças. Os animais invadem restaurantes ao ar livre, podem entrar em cozinhas e comem os restos de comida deixados no chão. Esses animais carregam agentes patogênicos que causam complicações para a saúde humana. Esse é um dos principais motivos da importância do controle de pombos.

As zoonoses, ou doenças infecciosas de animais passadas para seres humanos, são notificadas de maneira incorreta e pouco aparecem nas estatísticas da OMS (Organização Mundial da Saúde). São conhecidas em torno de 57 doenças associadas aos pombos.

 

6 principais doenças causadas pela
falta de controle de pombos


1) Criptococose

A doença infecciosa é causada pelo fungo Cryptococcus neoformans e provoca mudanças no sistema respiratório e nervoso central. A maior frequência da doença é em animais como cães e gatos, mas o ser humano também pode ser afetado. A transmissão pode ser feita através do contato e inalação da poeira contaminada pelas fezes dos pombos.


2) Salmonella

São conhecidas 3 espécies de bactéria: Salmonella subterranea, Salmonella bongori e Salmonella enterica. Elas podem ser transmitidas pelo contato direto e através das fezes das aves ou secreções. Os sintomas da doença são diarreia, cólicas, febre que podem evoluir para septicemia e meningite.


3) Histoplasmose

A doença é causada pelo fungo Histoplasma capsulatum e trata-se de uma micose profunda que afeta órgãos internos como os pulmões. Ela é adquirida através da inalação de microrganismos na poeira originados dos excrementos e penas dos pombos.


4) Clamídia

A patologia é originada da bactéria Chlamydophila psittaci presente nas penas e excrementos das aves contaminadas. O período de incubação da doença é de 5 a 15 dias. Os sintomas são parecidos com a de uma gripe com problemas respiratórios, febre, fadiga e dores de cabeça. O tratamento é através de antibióticos e a recuperação é rápida.


5) Dermatites e alergias

Essas reações nos indivíduos são causadas pela presença de ácaros na pele das aves ou em seus ninhos. A poeira pode levar os agentes passivamente pelo ar.


6) Psitacose

É uma pneumonia rara conhecida popularmente como febre do papagaio. Causada pela bactéria Chlamydia psittaci ela é transmitida pelo contato com secreções e inalação de poeira contaminada das aves. A bactéria pode sobreviver 1 mês causando infecções. Os sintomas são: febre alta, dor de cabeça, nas articulações e musculares e sensação de mal-estar.


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Meningite: Inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
 


Medidas de controle:

- retirar ninhos e ovos;

- umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;

- utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;

- vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;

- colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;

- não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;

- utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;

- acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;

- nunca alimentar os pombos.

É muito importante para nossa saúde controlar a população desses animais na comunidade, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média 4 anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos.


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