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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Autoestima e confiança contribuem para o tratamento de câncer


   No Dia Mundial do Câncer (04/02), o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) ressalta que o cirurgião-dentista pode amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia colaborando para o bem-estar físico e emocional do paciente


O bem-estar físico e emocional pode elevar a autoestima. Por isso, uma pessoa em tratamento de câncer precisa de amplo amparo da família, amigos e profissionais da saúde. São vários desafios enfrentados nessa fase, uma vez que a indicação da quimioterapia e radioterapia resulta em efeitos colaterais bastante incômodos e até mesmo dolorosos.

Alguns deles afetam diretamente a boca e por isso o acompanhamento com o profissional da saúde bucal é fundamental. “O tratamento com quimioterápicos e radioterápicos acaba desestruturando algumas células da mucosa bucal, provocando lesões chamadas de mucosite. É importante que elas sejam tratadas pelo cirurgião-dentista, com uso de medicamentos específicos e liberados pelo oncologista, pois causam diversos incômodos interferindo até na alimentação”, explica a cirurgiã-dentista e membro da Câmara Técnica de Estomatologia, Fabiana Quaglio.

Por ser um dos efeitos colaterais mais comuns, a mucosite pode ser tratada antes do surgimento das primeiras lesões. “Ao iniciar a quimioterapia, a recomendação é também começar o tratamento com o cirurgião-dentista que utilizará um laser para minimizar o aparecimento dos ferimentos”, diz Fabiana.

Ela acrescenta que o laser também pode ser usado após o surgimento das lesões, bem como outros produtos como o óleo de vitamina E. “O chá de camomila também tem uma ação anti-inflamatória, o soro fisiológico pode diminuir a quantidade de bactérias na boca. Existem diversos recursos”.

Por conta do grande incômodo, essas lesões inibem a vontade do paciente em fazer a higienização da boca da forma correta, mas a prática nunca deve ser abandonada. Para tanto, a cirurgiã-dentista avisa que podem ser recomendados produtos especiais que facilitem a escovação. “Podemos prescrever, por exemplo, cremes dentais sem o lauril sulfato de sódio, responsável por criar a espuma, mas que também provoca certo ardor. Outra medida é fazer os bochechos com enxaguantes sem álcool”, aponta ela.

As consultas regulares ao profissional também contribuirão para o controle de outros problemas em decorrência do tratamento de câncer, como inflamação na gengiva e sangramentos. “É importante que o paciente faça o controle da placa bacteriana no consultório. Isso evita a gengivite que pode evoluir para uma periodontite e até mesmo causar a perda dental em casos mais extremos”, conta Fabiana.

É nesses encontros com o cirurgião-dentista que o paciente também recebe um remédio bastante eficaz para o tratamento do câncer: a compreensão. “Nesse processo o profissional também deve estar ali para ouvir, apoiar, pois a nossa função não é somente devolver um sorriso bonito, mas ajudar a eliminar as dores, passar segurança, contribuindo para a autoestima e o bem-estar”, avisa Fabiana.


Prevenir é sempre a melhor medida

Algumas práticas podem ser importantes na prevenção do câncer, como adotar hábitos alimentares saudáveis e praticar exercício físico. Evitar o consumo excessivo de álcool e não fazer o uso do cigarro também farão a diferença.

No caso específico do câncer de boca, a adoção de outras medidas como a higienização da forma correta, com o uso de creme, escova e fio dental, usar preservativo na prática do sexo oral, bem como realizar visitas regulares ao cirurgião-dentista podem ser determinantes para evitar a doença.





CROSP –Conselho Regional de Odontologia de São Paulo


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