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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Atualizando informações sobre Poliomielite e Sarampo

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito, que ocorre em cerca de 1% das infecções causadas pelo poliovírus. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa 3 dias. A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

Em 1994, a Organização Pan-americana de Saúde/OMS certificou a eliminação da transmissão autóctone do poliovírus selvagem nas Américas, após 3 anos sem circulação desse vírus no Continente. Desde então, todos os países da região assumiram o compromisso de manter altas e homogêneas coberturas vacinais, bem como uma vigilância epidemiológica ativa e sensível para identificar, imediatamente, a reintrodução do poliovírus selvagem em cada território nacional e adotar medidas de controle capazes de impedir a sua disseminação. Isso de deve porque no mundo temos ainda três países com a doença: Nigéria, Paquistão e Afeganistão. A OMS registrou em 2017 apenas 12 casos da doença no mundo.
No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza/PB.

No Brasil (2018), o Ministério da Saúde alertou que 312 municípios estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a poliomielite, sendo que o recomendado é superior a 95% para não ter risco da doença. Informa ainda, que a vacinação é a única forma de prevenção da doença em especial para os menores de 5 anos de idade e que a vacina está disponível pelo SUS o ano inteiro. Uma oportunidade de atualizar a caderneta de vacinação será na próxima Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite que acontecerá no período de 6 a 31 de agosto de 2018.
É fundamental nesse momento que os gestores locais organizem os serviços de saúde quanto ao horário de vacinação compatível com a realidade da população, possibilite o acesso à vacina em especial as regiões mais distantes dos serviços de saúde e reforço de parcerias com escolas, creches devido a proximidade com o núcleo familiar.

Outro alerta importante é que os estados e municípios mantenham os sistemas de informações atualizados e que as medidas de vigilância sejam cumpridas como monitorar a ocorrência de Paralisia Flácida Aguda em menores de 15 anos de idade.

O Ministério da Saúde reforça a responsabilidade de todos os pais e responsáveis têm a obrigação de manter a caderneta atualizada das crianças em especial de menores de 5 anos de idade.
A informação pelos meios de comunicação é de responsabilidade do Ministério da Saúde em parceria com os estados e municípios.

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, potencialmente grave, transmissível, extremamente contagiosa e bastante comum na infância. Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa através de secreções respiratórias.

O Brasil, em 2016, recebeu o Certificado de Eliminação do Vírus do Sarampo pela OMS, declarando a região das Américas livre do sarampo.

Atualmente o estado de Roraima notificou 37 casos suspeitos de sarampo, desses 8 casos foram confirmados por critério laboratorial, sendo procedentes da Venezuela sem comprovação vacinal, na faixa etária de 9 meses a 10 anos de idade.

A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência do sarampo na população. Foi realizada em março de 2018, no estado de Roraima a vacinação seletiva (para quem não tomou anteriormente) contra o sarampo na faixa etária de 6 meses a 49 anos para a população e imigrantes venezuelanos.

Observamos que para evitarmos o risco da reintrodução da poliomielite e sarampo no nosso meio, além das medidas citadas acima são fundamentais: a continuidade das vacinas nos serviços de saúde do SUS, capacitação dos profissionais de saúde, informação à população quanto à importância da vacinação e continuidade das medidas de vigilância epidemiológica.



Rosana David  Docente do Curso de Graduação em Enfermagem das Faculdades Metropolitanas Unidas




Referências Bibliográficas
1)           BRASIL. Ministério da Saúde. Portal da Saúde. Disponível em:
2)           BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde. volume único (recurso eletrônico)/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 705p.
3)           BRASIL. Ministério da Saúde. Coordenação-Geral de Doenças Transmissíveis. NOTA INFORMATIVA Nº 57/2018-CGDT/DEVIT/SVS/MS. Disponível em:




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