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terça-feira, 12 de junho de 2018

Aja como parceira, não como mãe




Segundo a orientadora emocional Camilla Couto, existe uma facilidade muito grande nas mulheres de confundir papéis e acabar agindo de forma maternal em vez de se mostrar companheira. Saiba mais


Em um relacionamento amoroso, trocar o comportamento de parceira pelo de mãe é um erro fácil de ser cometido, especialmente para quem já tem uma predisposição à maternidade e ao cuidado. A explicação é de Camilla Couto, Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos, e criadora/ autora do Blog das Amarildas. Segundo ela, cuidar do outro é muito prazeroso, mas confundir os papéis pode levar a relação a um caminho sem volta. Quantas vezes dizemos ou escutamos frases como: “ele precisa de ajuda”, “ele gosta que eu o diga o que fazer”, ou mesmo “ele não vive sem mim”. Mas, será mesmo?

“O primeiro ponto a ser observado para saber se estamos no papel correto numa relação de casal é compreender o que buscamos nesse relacionamento e o que temos a oferecer – assim como o que nossos parceiros esperam de nós e têm para nos dar”, revela Camilla. Ela enfatiza: “será que seu parceiro busca alguém que faz por ele o que a mãe faz/fazia? Se esse for o caso, fuja! E você? Se você procura alguém de quem cuidar, olhe-se no espelho e comece por você mesma”. Ela afirma que um casal que se une com um desses propósitos ou os dois, não vai muito longe. A não ser que, por algum motivo, ambos estejam contentes com os papéis distorcidos que desempenham.

A dica de Camilla é parar por alguns instantes e refletir se alguns dos comportamentos abaixo fazem parte da dinâmica do relacionamento, pois eles são sinais de um possível desequilíbrio:

  • Você dá mais do que recebe;
  • Você cuida de tudo (seja em casa, na agenda, etc.);
  • Você controla demais a vida de seu parceiro;
  • Você dificilmente faz coisas sem ele;
  • Você nem lembra quando foi que saiu com as amigas pela última vez.

Ela reflete: “faz parte também da dinâmica do casal que confunde (ou projeta) os papéis de mãe e filho ter uma vida a dois menos apimentada, digamos. Agir como mãe reflete muito zelo e pouca intensidade. O cuidado e até o carinho, por maior que sejam, inevitavelmente vêm acompanhados de controle e julgamento. Não há uma troca equilibrada e não há reciprocidade – aquele que é cuidado pode até sentir-se em uma posição confortável, porém, inferior”.

Camilla também enfatiza que o desequilíbrio pode vir do outro lado: “mesmo que seja menos comum, há casais em que o homem confunde o papel de parceiro com o de pai e a mulher, o de companheira com o de filha. A dinâmica é basicamente a mesma descrita acima e as consequências, tão desastrosas quanto”. As dicas da especialista para equilibrar o relacionamento são: “relaxe mais, invista em si mesma, divirta-se. A vida é uma só e há hora para tudo: de ser mãe, para quem deseja, e de ser mulher, amiga e companheira quando se trata de um relacionamento amoroso”.






Camilla Couto - Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional, Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e dependência emocional - com o propósito de promover mais entendimento sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem cada vez mais.




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