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terça-feira, 15 de maio de 2018

Pancreatite aguda aumenta risco de câncer de pâncreas, indica estudo


Estudo dinamarquês indicou alta probabilidade de pacientes diagnosticados com pancreatite aguda apresentarem a neoplasia a longo prazo

Um estudo dinamarquês publicado na revista Gastroenterology indicou que a pancreatite aguda aumentou os riscos de desenvolvimento do câncer de pâncreas. Na pesquisa, para cada um dos mais de 40.000 pacientes diagnosticados com a doença, foram pareados até cinco indivíduos da população geral, em idade e sexo semelhantes, mas sem o diagnóstico. A conclusão dos autores do estudo indicou uma relação positiva entre a pancreatite e o risco de desenvolvimento do câncer.

Marcos Belotto, gastrocirurgião do Hospital Sírio Libanês, comenta a importância desse estudo. "O câncer de pâncreas é uma das neoplasias mais fatais e de tratamento mais complexo. Relacioná-lo positivamente com a pancreatite aguda é um avanço importante para definir fatores de risco consistentes, e dessa forma, aumentar as chances de diagnóstico precoce e tentativas de prevenção", alerta.

Outro fator importante da análise foi o tempo de prevalência dos riscos. "A pesquisa mostra que, mesmo que diminua um pouco com o tempo, o risco de desenvolvimento da neoplasia continua alto após cinco anos do aparecimento da doença. Ou seja, o acompanhamento para diagnóstico e prevenção precisa ser feito por um longo tempo mesmo após o tratamento. Esse dado nunca tinha sido apresentado em nenhum outro estudo", destaca Belotto.

Em alguns casos, o estudo indicou também que a pancreatite pode significar um desenvolvimento do próprio tumor, ou mesmo lesões chamadas de pré-neoplásicas, que indicariam que o câncer poderia vir a se desenvolver no futuro. "Essa informação nos daria a chance de combater a doença antes que ela se manifestasse", justifica o gastrocirurgião.
Sabia-se, até aqui, que o histórico familiar, tabagismo, alcoolismo, pancreatite crônica e diabetes eram considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pâncreas, mas existia uma grande discussão a respeito da pancreatite aguda. "Esse estudo pode esclarecer essa dúvida", finaliza o médico.


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