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quinta-feira, 17 de maio de 2018

17 de maio - Dia mundial de combate à hipertensão

Pressão alta na gravidez: perigo para mãe e bebê

17 de maio é o Dia Mundial de Combate à Hipertensão, um problema de saúde que atinge 10% das grávidas no Brasil. Segundo a Sociedade Internacional de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez, no mundo, mais de 75 mil mães e 500 mil bebês morrem anualmente devido à pressão alta.

Mulheres que já sofrem com a doença devem redobrar os cuidados com a saúde nesse período, informando ao médico a sua condição para que ele recomende tratamento adequado. Já as demais devem ficar atentas, pois podem desenvolver hipertensão arterial durante a gravidez.

O aumento da pressão compromete a saúde tanto da mãe quanto do feto e exige cuidados. “A hipertensão pode causar quadros de pré-eclâmpsia e eclampsia, que são próprias da gravidez, e aparecem após o quinto mês de gestação. Na pré-eclâmpsia, a pressão arterial materna aumenta e a mulher elimina proteínas pela urina ou apresenta lesão no rim, fígado, sistema de coagulação, pulmão ou cérebro”, explica Ricardo Cavalli, presidente da Comissão Nacional Especializada em Hipertensão na Gestação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A doença pode evoluir para eclampsia e comprometer a vida da mãe e do bebê, já que ocasiona lesões em órgãos como rins, fígado e até no sistema nervoso central. Há ainda risco de causar convulsões e inchaços, além de antecipar o parto, fazendo com o bebê nascer prematuro.

As causas da hipertensão na gravidez são várias, entre elas estão problemas nos vasos sanguíneos, obesidade, alteração do colesterol ou das triglicérides e doença renal. Os sintomas são dores de cabeça, inchaços, dificuldade para respirar, visão embaçada ou sensação de luzes piscando.

O tratamento é feito com medicamentos, mas é necessário que a gestante faça o controle da pressão arterial e se alimente de forma correta.

“Mulheres obesas, diabéticas, com doenças renais, hipertensas antes da gravidez, grávidas de gêmeos e as que já tiveram eclampsia na gravidez anterior possuem maior possibilidade de desenvolver”, alerta o médico.

Mães que desenvolveram hipertensão gestacional podem deixar de ser hipertensas após o parto; a pressão arterial diminui com a eliminação da placenta.

“É importante lembrar que a mulher deve ser avaliada por um médico porque do mesmo modo que a pressão pode voltar aos níveis normais, a hipertensão pode se tornar crônica. Além disso, elas correm risco de apresentar mais problemas cardiovasculares e renais no futuro, então devem fazer exercícios físicos e manter uma dieta balanceada pelo resto da vida”, alerta Cavalli.

Aquelas que já sofreram com pré-eclâmpsia na gravidez têm risco maior de ter pressão alta na próxima gestação. “O que recomendamos é que use medicamentos preventivos (AAS e Cálcio) que irão diminuir as chances da recorrência da doença. Não elimina as chances, mas diminui”.

“Para diminuir os óbitos devido à doença, é importante que as mães saibam o que é a hipertensão gestacional, como evitar e o que ela pode causar”, finaliza Cavalli.  

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