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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Por que investir em CDB se tornou tão popular?



Depois do Tesouro Direto, os CDB é uma das opções mais procuradas por investidores de primeira viagem. Saiba por quê.


O certificado de depósito bancário, mais conhecido como CDB, é um título privado emitido por bancos que tem atraído cada vez mais investidores de primeira viagem à procura de opções em renda fixa. Desde que o brasileiro aumentou seu interesse por investimentos, as aplicações em Tesouro Direto dispararam e, em janeiro desse ano, totalizaram R$ 2,47 bilhões. O CDB pegou carona no interesse da população em aplicações mais rentáveis que a poupança e sua procura aumentou consideravelmente no último ano, de acordo com a Rico, empresa digital de investimentos.

“Da maneira mais simplista, o CDB poderia ser entendido como um empréstimo que o cliente faz ao banco por um prazo acordado e a instituição devolve esse montante acrescido de uma taxa de juros no período”, explica Roberto Indech, analista-chefe da Rico.

No Brasil, o estoque de CDB expandiu três vezes mais no primeiro semestre de 2017 na comparação com mesmo período de 2016, segundo informações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O aumento pode ser explicado, principalmente, pela busca dos investidores por aplicações mais seguras e taxas de retorno atrativas, em especial de bancos médios e pequenos.
Roberto Indech aponta quatro vantagens que contribuem para a popularidade dos CDB:


1) Taxas de retorno atrativas

O investimento em CDB oferece taxas de rentabilidade atrativas para o investidor. Em grandes bancos de varejo, elas giram em torno dos 80% ou 90% do CDI, enquanto em casas independentes é possível encontrar modalidades com rentabilidade de 118% do CDI e vencimento entre dois e três anos. 


2) Baixo risco

O CDB conta com a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira (limite do valor protegido). Na prática, isso significa que caso o Banco Central decrete falência do banco emissor do ativo, o investidor tem garantias legais de que vai receber o valor investido. 


3) Custo zero

As corretoras de investimento ou bancos não cobram taxas de custódia para aplicações no CDB, ao contrário do que acontece com fundos de investimento. Caso o investidor resgate sua aplicação em menos de 30 dias, terá que pagar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o valor investido. Há também cobrança de Imposto de Renda regressivo, ou seja, quanto maior o tempo que valor fica investido, menor a taxa do IR cobrada com o limite de 15% sobre os rendimentos.


4) Liquidez diária

Alguns CDBs têm liquidez diária, assim como a poupança e alguns títulos do Tesouro Direto, por isso podem ser resgatados quando o investidor sentir necessidade. No entanto, outros CDB podem exigir que o prazo de vencimento seja respeitado para não cobrar a carência. Nesses casos, geralmente o retorno é mais vantajoso para quem aplica a longo prazo (De 3 a 5 anos). Para saber se vale à pena ou não escolher um CDB com liquidez diária, o investidor precisa ter em mente quando vai precisar do dinheiro de volta. Se não há prazo definido e o valor investido será usado para imprevistos ou emergências, a liquidez diária é uma boa opção.





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