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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Você já ouviu falar em Ginecologia Emocional?




Criadora do conceito, propagadora da Ginecologia Natural e adepta do parto humanizado, Kareemi explica o papel do útero como receptor de sentimentos e sensações e ensina mulheres a tratarem a origem dos problemas ginecológicos a partir da percepção das emoções


Identificar nos campos emocional e comportamental aquilo que pode estar afetando o útero e indicar alternativas de tratamentos naturais ou terapêuticos, se e quando necessário. Este é o principal objetivo da chamada Ginecologia Emocional, conceito criado pela palestrante motivacional e facilitadora em Desenvolvimento Humano Kareemi.


Kareemi é adepta do parto humanizado e atua desde 2013 como propagadora da Ginecologia Natural, conhecimento ancestral ainda pouco difundido no Brasil que se baseia no uso de tratamentos naturais e na conexão entre corpo, mente e alma, a fim de oferecer à mulher mais autoconhecimento sobre o funcionamento de seu organismo – em especial, do aparelho reprodutor.
Para Kareemi, esse autoconhecimento sobre o corpo se tornou ainda mais caro após um grave acidente que amputou seu braço direito. Foi a partir dessa experiência pessoal que ela comprovou a capacidade do ser humano de criar e curar doenças físicas conforme as emoções.
 
A própria vivência, aliada ao conhecimento adquirido em Ginecologia Natural, levou Kareemi a promover rodas de conversa entre mulheres, com o objetivo de buscar a cura de ovários “doentes”. Foi quando ela compreendeu que problemas de ordem emocional ou psíquicos podiam afetar o ciclo menstrual e a saúde do útero, considerado um receptor de sentimentos e sensações. A partir de então, passou a prestar assistência terapêutica, para ouvir as dores e histórias de mulheres e auxiliá-las a identificar as possíveis causas de problemas ginecológicos.


Como funciona?

Kareemi procura relacionar o problema físico aos relatos de vida, de modo que tenha condições de orientar quais passos podem ser seguidos para tratar do sintoma físico – de consulta a um médico ginecologista ou de outra especialidade, a tratamento psicológico, passando por acupuntura, medicina alternativa, yoga ou até mesmo dança.
 
A criadora do conceito de Ginecologia Emocional esclarece que seu trabalho não é voltado a tratamentos. E faz um paralelo que ajuda a compreender melhor o direcionamento de sua atuação: “Geralmente, mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) são workaholics, têm ritmo de vida intenso e costumam conviver com muitos homens no ambiente de trabalho. Algumas adotam um comportamento masculinizado para se manterem ativas nesse sistema, inclusive. Esse estilo de vida, ou seja, esse traço comportamental do seu cotidiano, favorece o aparecimento do problema”, explica. “Meu papel é fazer esses links e apresentar a elas alternativas de como podem mudar hábitos e comportamentos para tentar curar o problema ginecológico”, prossegue Kareemi, ela própria diagnosticada com SOP ainda na adolescência, aos 16 anos.

Essas orientações são normalmente transmitidas durante vivências, workshops, palestras e eventos dos quais Kareemi participa ou que são por ela organizados, quase todos predominantemente frequentados pelo público feminino – embora alguns também recebam homens. “Costumo dizer que essas mulheres buscam curar e desencadear suas dores por meio de três ‘As’: autoestima, amor-próprio e autoconfiança. E é nisso que eu foco meus esforços, de modo que possa fazê-las compreender e enxergar o que está ocorrendo e como podem tentar mudar”, conclui.

Para mais informações sobre Ginecologia Emocional e Kareemi, acesse www.kareemi.com.






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