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terça-feira, 4 de julho de 2017

Seis dicas para contratações de temporários no Brasil



Trabalho interino tornou-se opção estratégica para as empresas a partir do amadurecimento das relações de trabalho e flexibilização das leis 


O Brasil vive um momento que retrata uma nova realidade para as relações de trabalho. Diante de um mercado mais maduro, flexibilização das leis e alta demanda de profissionais disponíveis, a contratação de profissionais temporários e terceiros (Interim Management) tem se tornado cada vez mais frequente nas empresas. “Hoje as companhias já estão promovendo contratações de profissionais interinos não apenas com o olhar para redução de custos, mas sim com o intuito de ganho de eficiência, produtividade e organização de estrutura versus resultado. Dentro dessa estratégia, somos contratados para apoiá-los com recursos que serão utilizados na gestão de projetos, que envolvem média e até alta gerência, ou seja, funções estratégicas para o negócio. Em termos gerais, as companhias estão utilizando a solução para operar as demandas pontuais de maneira eficiente sem impactar no dia a dia de suas áreas”, afirma Ricardo Basaglia, diretor-executivo da Page Interim, consultoria especializada em recrutamento, seleção e administração de temporários e terceiros. 

Em recente evento promovido pela Page Interim com profissionais de RH e especialistas do mercado, foram detectadas seis sugestões de utilização que podem auxiliar gestores a conduzirem com mais eficiência, segurança e planejamento as contratações de temporários e terceiros.  

Confira a relação: 


1– Foco na real gestão de projetos

Um grande número de empresas multinacionais possui demandas de implementação de projetos provenientes de suas matrizes, que não podem ser impactados pelo momento de instabilidade econômica e indefinições políticas. “Quando as empresas não dispõem de equipes para tocar atividades específicas, a contratação de temporários é uma boa pedida. Em geral, isto ocorre em lançamentos de produtos, no start de um novo negócio, e na tradicional agenda de sazonalidade, especialmente para atividades que demandam um curto prazo de execução”, comenta Ricardo Basaglia. 


2 – Atenção à maior oferta de senioridade
O alto índice de desemprego, entre outros fatores socioeconômicos, forçam profissionais de alta qualificação e experiência a buscarem novas oportunidades. “Esse é o momento para encontrar talentos em nível sênior dispostos a encarar o trabalho temporário ou terceiro, e contribuir para os resultados da empresa. Porém, é fundamental transparência na definição de tempo de contrato, remuneração e desafios inerentes ao cargo/projeto. Afinal, o profissional sênior terá expectativas de reconhecimento e aprendizado”, diz o diretor-executivo da Page Interim. 


3 – Incentivo (e olhar estratégico) para a autonomia
Em trabalhos interinos nem sempre fica claro para o colaborador qual o nível de autonomia que ele terá em seu dia a dia. “Ainda mais agora que as solicitações estão florescendo em níveis de média e alta gerência, a ideia de autonomia é muito importante. Os gestores precisam ser claros com os contratados sobre quais projetos/setores eles deverão atuar. Nos casos de profissionais seniores, que por exemplo, cobrem férias ou períodos sabáticos da liderança, a autonomia é um valor essencial não apenas para regular expectativas, mas sobretudo para que a atuação interina tenha sinergia com o status quo, e ao mesmo tempo, não se decepcione, caso a exigência pontual seja diferente de experiências anteriores. O correto entendimento sobre autonomia inerente (ou desejada) a cada função é responsabilidade prioritária na gestão de projetos temporários e contratação de terceiros”, ressalta o especialista da Page Interim.  


4 – Cuidado com o “passivo oculto”
As recentes alterações na legislação trabalhista em relação a temporários e terceiros abrem um cenário de novas possibilidades, mas também sujeito a riscos. “A terceirização não pode ser vista unicamente como um meio de redução e custos baseado no preço. O sucesso, na contratação de terceiros e temporários, passa por um processo de planejamento adequado, com foco na especialização, qualidade e redução estrutural de custos. Outro fator importante é a escolha de um parceiro que seja efetivamente especialista na atividade contratada e com estrutura e saúde financeira. Por fim, é essencial a realização de um processo estruturado de gestão operacional e gestão de risco da terceirização. Afinal, é imprescindível a adoção de medidas preventivas visando prevenir a ocorrência de eventual passivo oculto, originário de reclamatórias trabalhistas”, afirma Adriano Dutra, advogado especialista em gestão de risco e da terceirização. 


5 – Gestão de risco: identifique os pontos críticos do negócio
Muitos gestores se perguntam qual é o primeiro passo para implantar a correta gestão de riscos em contratos temporários e trabalhos interinos. A resposta parte de uma rotina de cuidados. “Passo um: pedir rotineiramente os documentos da empresa terceirizada que ofertou os profissionais. Passo dois: efetivamente, avaliar os documentos da empresa terceirizada (de novo, que deve ser encarada como parceira). E o passo três, monitorar o cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias e a correção de eventual passivo potencial pois a regra de ouro é identificar e corrigir o problema durante o contrato, e não depois”, finaliza o advogado. 


6 – Licença maternidade, férias, período sabático e afastamentos: o interino como ponto de equilíbrio e reforço positivo durante a ausência dos líderes
As preocupações durante uma eventual ausência da rotina profissional são recorrentes. Seja esta ausência por um motivo de férias, afastamento ou licença-maternidade. Este foi o caso de Fernanda Pinchetti, diretora de RH da Ingenico, quando teve de se afastar por seis meses do seu cargo de diretora de RH de uma empresa multinacional do ramo farmacêutico. “Driblando a preocupação de meus gestores e também a minha preocupação e da minha equipe com relação ao andamento das tarefas, projetos e rotinas da área, a estratégia encontrada foi selecionar um profissional que me substituísse durante o período, com a preocupação de expor as expectativas alinhadas entre a empresa e o candidato: o que deveria ser entregue, o que seria deixado de stand by no meu retorno e o que a empresa necessitava naquele momento, e, principalmente, entender se a expectativa da empresa estava alinhada com o que o interino pensava sobre a proposta. Para o profissional que me substituiu, a experiência colaborou com sua evolução de carreira, ou seja, é uma solução interessante para todos: empresa, profissional interino e para a pessoa substituída, que tem a tranquilidade de saber que irá encontrar a casa em ordem”, afirma Fernanda.






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