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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Fertilidade masculina também é afetada pela idade, diz estudo



 A relação da queda da fertilidade e o envelhecimento masculino agitou a comunidade médica durante Evento Internacional de Reprodução Humana que acaba de ser realizado em Genebra, na Suíça


O estudo é impactante na avaliação dos especialistas reunidos durante três dias no 33º Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, que acaba de ser realizado em Genebra, na Suíça. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Harvard e mostra que a taxa de sucesso de tratamentos de fertilização in vitro é afetada também pela idade dos homens. Os pesquisadores analisaram aproximadamente 19 mil ciclos de tratamento em Boston entre 2000 e 2014.

Até agora, a queda da fertilidade era um fator reconhecidamente direcionado às  mulheres. A mulher já nasce com o número de óvulos fixos que a acompanha por toda vida fértil e diminui a cada ciclo. Então quanto mais velha a mulher fica, menor é a quantidade e a qualidade desses óvulos. Já os homens têm uma produção constante de espermatozoides. Por isso, sempre se acreditou que a fertilidade das mulheres era mais afetada pela idade do que a do homem.

“Por muito tempo acreditamos que a maior parte da culpa da infertilidade conjugal era mais da mulher.  Hoje sabemos que o fator masculino, isoladamente ou em associação com fatores femininos, está presente em 60% dos casais com dificuldade para engravidar”, explica a doutora Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana e diretora-médica do Vida - Centro de Fertilidade, que participou do encontro na Suíça
Os problemas masculinos estão presentes em 40% dos casos de infertilidade. Por isso, quando um casal não consegue ter um bebê o homem também precisa fazer exames para um diagnóstico correto.

O espermograma ou avaliação seminal é um dos exames que deve ser feito. Trata-se de um exame simples e indolor que permite avaliar importantes parâmetros do sêmen, como o volume, a concentração e a qualidade dos espermatozoides, a presença de células inflamatórias. Outras podem ser investigadas através de dosagens hormonais, ultrassom, biópsia e exames genéticos.

 “Com o envelhecimento diminui o número de espermatozoides produzidos, a concentração deles no sêmen, a qualidade, a morfologia e a volatilidade deles. Entretanto, isso varia muito de homem para homem de acordo com sua espermatogênese que tem fator genético. Considera-se normal uma produção acima de 15 milhões de espermatozoides”, esclarece o médico.

Segundo, doutor Paulo Gallo, outros fatores podem afetar a fertilidade como fumo, bebidas alcoólicas, poucas horas de sono, estresse, obesidade e sedentarismo, remédios quimioterápicos e sessões de radioterapia.
“Ainda assim a influência da idade na fertilidade masculina é muito menos intensa do que nas mulheres. A partir dos 35 anos a mulher é afetada de forma muito acentuada. No homem interfere muito pouco entre 35 e 50 anos. Um pouco mais a partir dos 60 anos”, pontua o especialista.



Vida - Centro de Fertilidade | www.vidafertil.com.br 




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