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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Fama, monstro horrendo



O PT e Lula foram os piores governantes de nosso País. Somente assim podem ser qualificados aqueles que nutrem esperanças no povo, promovem ações tópicas e insustentáveis, por falta de arrimo econômico-financeiro, educacional e cultural, para depois lançá-lo a um lodaçal do qual escapar é tarefa de Hércules. 

É o momento em que vivemos presentemente. 

Isso, porém, nada tem a ver com a condenação de Lula em face do episódio do tríplex no Edifício Solaris, empreendimento de uma cooperativa de trabalhadores, modesto, mas megalomaníaco para a classe média, a começar do local escolhido - Guarujá - e do nome pomposo (Cantábrio), por uma cooperativa habitacional dos bancários, que foi à bancarrota, socorrida pela OAS, que mantinha negócios com o governo federal. Conhecemos cooperativas sindicais que tiveram pleno êxito, em projetos de casas populares confortáveis na Capital de São Paulo: uma das finalidades de emprego do produto da arrecadação sindical, tão anatematizada. 

Consideramos a sentença proferida pelo Juiz Moro digna de um juiz correto e imparcial, que, com muita paciência e responsabilidade, como não poderia deixar de ser, analisou, um a um, todos os eventos relacionados ao objeto da causa, quer os suscitados pelo Ministério Público acusador, quer pela defesa.

 Não se vislumbra parcialidade na sentença, como se vê da estridência dos inconformados, que não se limitam à previsão do direito - o devido recurso.

Lula se perde pelas palavras, ao dizer que foi afrontado o Estado Democrático.

 Não vemos como uma sentença judicial, proferida pelo juiz natural, como ato último de um rito processual que observou rigorosamente todas as previsões legais, o devido processo e a mais ampla defesa, possa arranhar o aspecto "democrático" do Estado sob o qual vivemos. De outro lado, olvidou o ex-Presidente que esse estado democrático é "de direito", a saber, organizado e regido por normas jurídicas, às quais, como disse o Juiz, todos, indistintamente, estão igualitariamente sujeitos.

Ainda que a sentença seja reformada pelo Tribunal e o acusado absolvido, é inevitável reconhecer, pela natureza das coisas, desde os tempos primevos das tribos espalhadas em torno dos mares, que, politicamente, o líder populista sucumbiu, sem volta, sob a força de um instrumento implacável da vida social que Virgílio assim descrevia, sob o nome de "Fama":

"... A fama, a mais veloz de todas as pragas, que vive com a mobilidade e correndo se fortalece: pequena e medrosa ao princípio, depressa sobe pelos ares e com os pés no solo esconde a cabeça entre as nuvens. Conta-se que irritada com a ira dos deuses sua mãe a concebeu, irmã mais nova de Ceo e Encélado, rápida devida aos seus pés e infatigáveis asas; monstro horrendo, enorme, coberto de penas e que debaixo delas tem outros tantos olhos, sempre vigilantes, e oh maravilha, outras tantas línguas e bocas faladoras, e outros tantos ouvidos penetrantes. De noite esconde o seu voo entre o céu e a terra sem que feche nunca os olhos em suave sono; de dia instala-se, qual sentinela, em cima de um telhado ou de uma alta torre, enchendo de espanto as grandes cidades, mensageira tão tenaz do mau e do falso como do verdadeiro...". (“A Eneida"). 

A fama já começou a decompor a figura cultuada do PT, que se apresentava qual uma fênix injustiçada aos olhos, principalmente, da população brasileira humilde.






Amadeu Roberto Garrido de Paula - Advogado e sócio do Escritório Garrido de Paula Advogados





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