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domingo, 9 de julho de 2017

Dia do Rock (13 de Julho): cuidados com a audição para músicos e fãs que gostam do "quanto mais alto melhor"



Artistas e fãs do velho e bom Rock and Roll precisam se prevenir para não comprometerem a carreira e saúde auditiva.


Subir o volume dos fones de ouvido ou caixas de som faz parte do ritual dos amantes dos clássicos do rock.  A música é tão contagiante que fica difícil escutar baixinho.

Os cantores, músicos, técnicos de som e fãs que ficam expostos sistematicamente a níveis de pressão sonora elevados durante os shows, formam um grupo de risco para as perdas auditivas permanentes, acarretando em prejuízo para suas vidas profissional e pessoal.

O nível de ruído durante uma apresentação musical pode ultrapassar os 120 dB (unidade de medida do som), sendo que o aceitável para o ouvido humano ficar exposto sem sofrer danos é de 85 dB.  A potência do som sempre foi uma marca registrada dos roqueiros que disputavam para ver quem tocava mais alto e ia parar no Guinness Book (livro dos recordes). Bandas como Manowar chegaram a alcançar os 129,5 dB há mais de 300 metros do palco.  

Roqueiros famosos como Eric Clapton, Sting, Bono Vox e Ozzy Osbourne sofreram   consequências auditivas em virtude da exposição a níveis sonoros excessivos, e hoje, se queixam de problemas como zumbido.

Sabe-se que a perda auditiva ocorre de forma lenta e progressiva, sendo somente percebido quando atinge grau acentuado, afetando a comunicação humana de forma irreversível. Com isso, fica nítida a importância da orientação e detecção precoce de danos auditivos em músicos, frequentadores de shows e pessoas que escutam música alta.

“Atualmente, existem protetores auditivos com filtro flat (atenuador linear) que mantém o mesmo espectro de frequência do som original, sem prejudicar a qualidade, atenuando apenas conforme o filtro escolhido, dependendo do ambiente e/ou instrumento a que estão expostos”, explica a especialista em audiologia e doutora em Ciências pela UNIFESP, Katya Freire.

Katya é precursora no trabalho de preservação e conservação auditiva de profissionais da música e atende artistas como João Barone (Paralamas do Sucesso), Ricardo Japinha (CPM22), Banda Malta, Ivete Sangalo, Luan Santana, Claudinha Leite, Carlinhos Brown, Maria Rita e Michel Teló. E aconselha estes profissionais a utilizarem equipamentos de proteção durante as apresentações para preservar a audição. “O músico pode substituir os monitores (retornos) de chão pelos monitores in-ears, que trazem ao usuário muitas vantagens como, retorno do som com mais qualidade, controle individual e melhor isolamento acústico, que asseguram a preservação auditiva e vocal durante ensaios e shows”, diz.

A especialista separou algumas dicas que ajudam a preservar a saúde auditiva dos roqueiros e também dos fãs de outros estilos musicais:

- Mantenha o volume baixo – evite ultrapassar 60% do volume máximo de fones de ouvidos e players. Outro detalhe, os fones devem ser utilizados nos dois ouvidos.

- Faça intervalos de descanso auditivo - Descanse 15 minutos a cada uma hora exposto a níveis sonoros elevados. Este período é importantíssimo para recuperar o seu ouvido.

- Utilize protetores auditivos em ambientes ruidosos – hoje há opções de protetores com filtro flat que não comprometem a compreensão da fala e da música que podem ser utilizados em festas, avião ou shows.

- Preste atenção aos sinais de perda auditiva – O diagnóstico precoce pode ajudar no tratamento, consulte seu médico ou fonoaudiólogo.






Katya Freire- pioneira no trabalho de preservação e conservação auditiva de músicos. Graduada em Fonoaudiologia pela PUC-Campinas com especialização em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, fez mestrado pela PUC-SP e doutorado em Ciências pela Unifesp. Aperfeiçoamento realizado nos Estados Unidos na San Diego State University com atuação no Children’s Hospital de San Diego, na Califórnia. Autora do Treinamento Auditivo Musical e de inúmeros artigos e capítulos de livros na Área de Audiologia.




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