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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Como lidar com o estresse no ambiente de trabalho?



Brasil é o segundo entre os países mais estressados do mundo


Sete em cada dez brasileiros reclamam de estresse no trabalho. Destes, pelo menos três sofrem da chamada síndrome de Burnout, que se configura pelo esgotamento mental e físico intenso causado pelas jornadas intensas, pressão por bons resultados e alta competitividade. Dados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) revelam que os gastos com auxílio doença concedidos por transtornos mentais ultrapassaram R$ 218 milhões no país.

Para Valquiria Manzini, diretora de projetos de carreira da RH Estratégia, as pessoas devem procurar ajuda sempre que sentirem essa necessidade. “É preciso estar atento aos sinais que o corpo manda. Logo que a pessoa começar a sentir problemas como desânimo, exaustão, irritabilidade e baixa produtividade é importante buscar ajuda”, revela ela, lembrando que as empresas não podem ficar alheias à questão, devendo apresentar saídas como a implantação de políticas de bem-estar, algo que vem sendo aderido cada vez mais no mundo corporativo.

A especialista lembra ainda que, nas grandes companhias, os estresses mudam de acordo com o cargo, mas, algumas atitudes ajudam a enfrentar essa questão. Os funcionários, por exemplo, devem criar estratégias para enfrentar as pressões. “Com o mercado cada vez mais competitivo e a crise econômica atual é comum nos sentirmos pressionados a produzir cada vez mais e melhor para mantermos nosso emprego, porém, é fundamental distinguir entre engajamento e perfeccionismo. Negociar prazos para a entrega de um projeto e definir prioridades são habilidades fundamentais para evitar problemas com a saúde”, comenta Valquiria, que também é psicóloga e tem mais de 20 anos de experiência na liderança e implantação de estratégias de Recursos Humanos.

Ainda para a especialista é ideal saber avaliar o tamanho de cada problema, já que pequenas questões não devem ser recebidas e nem tratadas com a mesma gravidade de grandes dificuldades. É importante, por fim, que as pessoas mantenham o pensamento positivo, por mais difícil que seja, já que isso contribui para sua qualidade de vida e estimula as outras pessoas a fazerem o mesmo, melhorando o ambiente de trabalho. Já entre os empresários, a atenção principal deve se dar na forma de comunicar-se com os funcionários. Pequenos ruídos de comunicação podem gerar grandes males. Transparência é fundamental, porém, deve-se sempre ter atenção com o uso adequado das palavras.

Diante desse cenário caótico, buscar ajuda por meio de psicoterapia, meditação ou outra técnica de relaxamento é uma das saídas mais usadas para fugir do estresse e buscar o equilíbrio. Entre as técnicas mais procuradas e com resultados mais efetivos está a Acupuntura, que ajuda a aliviar sintomas que se tornaram comuns, como ansiedade, fome incontrolável, irritabilidade e falta de sono. “A técnica milenar chinesa auxilia diretamente na questão emocional, melhorando o mau humor, a sensibilidade excessiva, além de aumentar a disposição para trabalhar e fazer atividades físicas. As sessões geram bem estar e devolvem a saúde e a vitalidade perdida com a rotina estressante do dia a dia, no qual as pessoas tem que enfrentar problemas no trabalho, com a família e em casa”, comenta a especialista.





Valquiria Rozalém Manzini - Psicóloga e pós-graduada em Administração de RH pela FAAP. Profissional com mais de 20 anos de experiência na liderança e implantação de estratégias de Recursos Humanos. Forte experiência em desenvolvimento de modelos de gestão e avaliação de pessoas, plano de sucessão, diagnósticos de clima e cultura, mapeamento e desenvolvimento de talentos e atuação como Executive Coach. Atuou em empresas como Banco Itaú Unibanco, Avon Cosméticos, Sherwin Williams e Camargo Correa.


Dra. Márcia Lika Yamamura - Professora Colaboradora do Setor de Medicina Chinesa-Acupuntura da Disciplina de Ortopedia do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da UNIFESP / EPM. Supervisora do PRM Acupuntura da UNIFESP. Mestre em Epidemiologia pelo Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP. Diretora Científica do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA). Diretora do Center AO (Centro de Estudo e Pesquisa da Medicina Chinesa).





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