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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Adoção de nova técnica para tratamento de AVC isquêmico promete melhora na qualidade de vida dos pacientes[1]



 A cada dois segundos, alguém sofre um AVC no mundo[2]; estudos recentes marcam avanço no tratamento da doença com nova técnica e dispositivos médicos para sua realização


O ano de 2015 foi um divisor de águas para o tratamento do AVC – Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame. A doença, que acomete 16 milhões de pessoas por ano no mundo[3], é uma das principais causas de morte no planeta, com mais de 6 milhões de óbitos anuais[4], e também no Brasil, com 68 mil mortes por ano2, segundo dados do Ministério da Saúde. Além disso, representa a primeira causa de incapacidade no País, o que gera grande impacto econômico e social - segundo dados da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, hoje aproximadamente 70% das pessoas não retornam ao trabalho após um AVC devido às sequelas e 50% ficam funcionalmente dependentes[5].

“O período foi apelidado entre os médicos de ‘primavera neurológica’, pois foi marcado pela publicação de diversos estudos científicos que representaram um verdadeiro avanço nos cuidados com vítimas de AVC isquêmico – caracterizado pela obstrução de uma artéria impedindo o fluxo sanguíneo em determinada parte do cérebro, ao comprovar a segurança e eficácia da trombectomia mecânica com boa evidencia científica,  sólida e randomizada de que o procedimento beneficia os pacientes, reduzindo sequelas, mortalidade e aumentando a taxa de independência funcional”, explica o médico Eduardo Wajnberg, neuroradiologista do Hospital das Américas/RJ, especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular. Existe ainda uma manifestação mais grave da doença e com alto índice de mortalidade, o AVC hemorrágico, que dá-se com o rompimento de um vaso causando hemorragia no tecido cerebral.

O tratamento do AVCI (isquêmico) visa recanalizar a obstrução e restaurar o fluxo sanguíneo cerebral[6], e até 2014 era feito quase que exclusivamente com trombolíticos, medicamentos capazes de dissolver o coágulo ou trombo e restabelecer o fluxo sanguíneo no cérebro na maioria dos casos, desde que ministrados até 4,5 horas após o início dos sintomas. A trombectomia mecânica – procedimento endovascular que visa a retirada do trombo por meio de cateter – e a terapia combinada eram até então consideradas terapias alternativas, pois a real eficácia destas estratégias ainda permanecia desconhecida5


Divisor de águas

Após a publicação dos estudos, o novo procedimento, que até então utilizava dispositivos médicos adaptados para ser realizado, ganha também o primeiro dispositivo desenhado especificamente para o tratamento do AVC: o ReVive™ SE, da Codman Neuro, marca da Johnson & Johnson Medical Devices, chega ao mercado para ajudar na consolidação da técnica. “O Revive pertence à classe de dispositivos para tratamento de AVC que possui a maior evidência científica acumulada, que são os stent retrievers[7]. O desenvolvimento destes dispositivos proporcionou que um número muito maior de pacientes fossem beneficiados, com menos sequelas e melhor qualidade de vida pós-AVC7”, explica Wajnberg. 

O ReVive™ SE apresenta diversos benefícios em relação aos dispositivos atuais, como por exemplo a ponta não destacável, evitando desprendimentos inadvertidos durante o procedimento. Desenvolvido com base em casos clínicos, o dispositivo possui design com pontas fechadas e alta força radial para que a adesão, retenção e captura do trombo seja realizada de forma mais efetiva e com melhores resultados clínicos, dispensando o uso de dispositivos complementares como o filtro. “Com os avanços recentes no tratamento do AVC, a Johnson & Johnson Medical Devices, atenta às necessidades dos profissionais de saúde para oferecer o que há de melhor aos pacientes, disponibilizou recentemente algumas unidades do Revive para um pequeno grupo de médicos, para que possam utilizar e comprovar a eficácia do produto na realização da nova técnica à medida que ela se consolida como tratamento da doença”, afirma Octávio Ferraz, gerente de produto da Codman Neuro.


Tempo perdido é cérebro perdido

Vale alertar que o protocolo de atendimento ao AVC é extremamente importante, pois o tempo é decisivo para um prognóstico positivo; o tratamento medicamentoso deve ser ministrado em até quatro horas e meia após os primeiros sintomas e, por intervenção cirúrgica endovascular, a janela de tempo para o tratamento é mais prolongada, chegando a 8 horas após o início dos sintomas. “A cada minuto que o cérebro passa em isquemia, 2 milhões de neurônios são perdidos[8]. O tempo vai determinar as sequelas, e consequentemente, a qualidade de vida do paciente após o AVC”, finaliza o neuroradiologista.


Sobre a Codman Neuro
A Codman Neuro é uma empresa global que atua nas áreas de neurocirurgia e neurovascular, oferecendo um amplo portfólio de dispositivos para tratamento da hidrocefalia, cuidados intensivos neurológicos e neurocirurgia, bem como aneurisma, dispositivos de reconstrução vascular e outras tecnologias utilizadas no tratamento endovascular de aneurisma cerebral e acidente vascular cerebral (AVC). Parte da Johnson & Johnson Medical Devices, está presente no mercado internacional há 178 anos. 

Sobre a Johnson & Johnson Medical Devices Brasil
Contribuindo significativamente para a evolução das cirurgias por mais de um século, a Johnson &Johnson Medical Devices trabalha para alcançar cada vez mais pacientes e melhorar mais vidas. O grupo representa o mais completo negócio de tecnologia cirúrgica e soluções de especialidades no mundo, oferecendo uma amplitude de portfólio, serviços, programas e pesquisa e desenvolvimento sem precedentes, dirigidos ao avanço do cuidado com os pacientes e a entrega de valor clínico e econômico aos sistemas de saúde em todo o mundo.

ReVive™ SE – Johnson & Johnson Medical Devices
Características
Benefícios
Ponta distal fechada
-  Evita que fragmentos do trombo se soltem durante a retirada
Alta força radial
-  Recuperação eficaz do lúmen da artéria;
-  Penetração eficaz no coágulo
-  Aumenta a conformabilidade da parede arterial e retenção do coágulo durante sua extração
Diferentes tamanhos de células ao longo da cesta
-  Menores aberturas na parte distal, maximizam a retenção/captura do trombo
-  Maiores aberturas na parte proximal, permitem maior fluxo dentro da cesta
Largura estreita das hastes
-  Penetração mais eficaz no coágulo
Espessura mais larga das hastes
-  Aumenta a retenção do coágulo
Ponta Soft e Radiopaca
- Atraumática
-  Visível para facilitar o posicionamento durante o procedimento





























[1] N Engl J Med. 2015 Jan 1;372(1):11-20. doi: 10.1056/NEJMoa1411587. Epub 2014 Dec 17 (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25517348) e N Engl J Med. 2015 Mar 12;372(11):1009-18. doi: 10.1056/NEJMoa1414792. Epub 2015 Feb 11 (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25671797).
[1] Das RR, Seshadri S, Beiser AS, Kelly-Hayes M, Au R, Himali JJ, Kase CS, Benjamin EJ, Polak JF, O'Donnell CJ, Yoshita M, D'Agostino RB, DeCarli C, Wolf PA. Prevalance and correlates of silent cerebral infarcts in the Framingham Offspring Study. Stroke. 2008;39: In press. Epub ahead of print June 26, 2008. DOI: 10.1161/STROKEAHA.108.516575. Vermeer SE, Longstreth WT Jr, Koudstaal PJ. Silent brain infarcts: a systematic review. Lancet Neurol. 2007; 6: 611–619.[CrossRef][Medline] [Order article via Infotrieve]
[1] Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares http://www.sbdcv.org.br/publica_avc.asp
[1] Goyal M., Menon BK, van Zwam WH2,and the HERMES collaborators group.Endovascular thrombectomy after large-vessel ischaemic stroke: a meta-analysis of individual patient data from five randomised trials.Lancet. 2016 Apr 23;387(10029):1723-31. doi: 10.1016/S0140-6736(16)00163-X.
Berkhemer OA, Fransen PS, Beumer D, et al. A randomized trial of intraarterial treatment for acute ischemic stroke. N Engl J Med 2015; 372: 11–20. 2
Goyal M, Demchuk AM, Menon BK, et al. Randomized assessment of rapid endovascular treatment of ischemic stroke. N Engl J Med 2015; 372: 1019–30
Eur J Neurol. Author manuscript; available in PMC 2009 May 4. Published in final edited form as: Eur J Neurol. 2008 Apr; 15(4): 315–316. doi:  10.1111/j.1468-1331.2008.02083.x (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2677077/)







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