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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Exposições que valem uma visita





O recente incêndio no Museu da Língua Portuguesa, no final de 2015, suscitou uma discussão relevante e direcionadora de ações em relação a acervos e suas formas de conservação pelos museus, tendo em vista que um total desastre não ocorreu no Museu da Língua Portuguesa porque seu acervo estava digitalizado, possibilitando, assim, a existência e continuidade da instituição mesmo após a tragédia.

Essas discussões não deixaram de reforçar, paralelamente, um posicionamento mais imediato que cobra do poder público e de instituições privadas justificativas a respeito do regulamento de funcionamento de espaços de exposição e do controle adequado das condições de manutenção de arquivos e acervos, para sua preservação e integridade.

Diante desses fatos, uma primeira reflexão se dá sobre acervos digitais e seu papel na sociedade contemporânea, com suas novas tecnologias de informação e comunicação. Sem dúvida, a digitalização possibilita meios de manutenção e preservação de acervos, desde que obedecidos regulamentos que autorizam o funcionamento de museus e fundações, que se estendem para além dos espaços físicos, sempre fragilizados em suas condições estruturais, sujeitas a deteriorações pelo uso e passar dos anos.

Ao lado desse aspecto, a tecnologia, em outra de suas funções, proporciona a existência de acervos online cada vez mais comuns, popularizando o acesso a todo um patrimônio cultural. Há muitos ganhos nessa dinâmica, pois a difusão da cultura e informação se torna mais ampla e a segurança no armazenamento de dados é, sem dúvida, maior.

Por conta dessas vantagens é que mais museus, fundações e instituições se envolvem em projetos de digitalização de acervo e bancos de dados, tendo em vista tratamentos específicos de catalogação, organização, digitalização e disponibilização de material de diferentes tipos e formatos, como textos, imagens, arquivos audiovisuais, quadros, esculturas, instalações, fotografias, músicas, móveis, instrumentos.

Desse modo, tecnologias de preservação, manutenção, informação e comunicação, consequência do avanço técnico e tecnológico, possibilitam que a divulgação do acervo ocorra em formatos distintos daqueles tradicionais, que preservam suas funções já consagradas, mas passam a dialogar com diferentes perspectivas de apresentação de acervos, possibilitando, inclusive, maior interação dos indivíduos com obras de diferentes categorias.

Desse modo, cumpre-se a função principal de um museu (e de instituições com funções afins) como produtor do conhecimento, no sentido de que ao organizar acervos e promover sua difusão permite, ou deveria permitir (e nisso a tecnologia só auxilia), a apropriação cultural, social e histórica daquilo que visitantes de um museu, por exemplo, veem, tocam, ouvem.

Tecnologia a serviço, portanto, de uma vivência de fato consistente, pois ancorada na apreensão não só visual e distante de uma obra ou acervo, mas igualmente em diferentes dimensões que são possíveis de tornar próximos artistas, receptores e obras, democratizando, nesse propósito, o próprio museu e atingindo, como boa consequência, públicos diversos que muitas vezes se consideram distantes de um museu visto em seu formato tradicional.


Ronaldo de Oliveira Batista - professor do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie


Exposição: Geometria Invertida



Galeria Lume abre mostra que explora sensações reais de movimento

 Em Geometria Invertida, Luiz Hermano lança materiais como aço, alumínio e fio de cobre para criar esculturas e objetos que se transformam em diversas formas, causam efeitos visuais e questionam o equilibrio e desequilibrio

A Galeria Lume inaugura a mostra Geometria Invertida, primeira exposição individual do artista plástico Luiz Hermano em seu espaço, com 16 obras de sua série homônima, inédita e curadoria de Paulo Kassab Jr., onde “o artista analisa a geometria na arte, invertendo seus conceitos e percepções”, define o curador. Trabalhos com formas mais limpas, desprovidos de intervenções pictóricas, iniciam a fase “branca”, onde a inexistencia da cor o branco influi na questão ótica. 
Com base em cálculos matemáticos precisos e uma extensa pesquisa visual, o artista simula sensações reais de movimento e profundidade através de um jogo geométrico. “Um cubo se contorce e transforma-se em distintas formas, mantendo sempre uma proporção harmônica que explora os efeitos visuais por meio dos movimentos do espectador”, declara  
Paulo Kassab Jr.
No início da carreira, o artista trabalhou objetos e esculturas em materiais filiformes, depois disso a figura do cubo passa a merecer destaque em sua obra. Nela, a lógica associada a esse formato geométrico é subvertida pela fragilidade construtiva. Com as estruturas vazadas, enredadas no espaço, suas séries exploram questões ligadas ao equilíbrio e desequilíbrio, discutindo temas ligados a religião, consumismo e tecnologia, de forma delicada, não explícita, onde os temas são entrelaçados nos fios de arame, no aço e no alumínio.

Com articulação metódica, Luiz Hermano impressiona pela sua habilidade manual para exercer a conexão entre objetos pré-existentes no mundo, que ele coleta para agregar ao seu trabalho. A fragilidade aparente das obras advém tanto dos materiais utilizados como do processo de construção. Segundo Paulo Kassab Jr,o artista busca nas diferentes culturas, as estruturas para suas composições intrincadas, forjadas à mão, pensando as tramas com diferentes materiais”. A genialdade criativa de Luiz Hermano busca, e encontra a transcendência no próprio cotidiano.



Galeria LUME
Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jd. Europa – São Paulo, SP
Tel.: (11) 4883-0351www.galerialume.com
Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h / Sábado, das 11h às 15h
Visitação: até 7 de maio de 2016


Exposição: Teias e Tramas 


Isidora Gajic transforma sentimentos e relacionamentos em fotografias
  Teias e Tramas procura mostrar, por meio do tempo, as composições além da descrição simplesmente, chamando para um lugar perdido da memória


Gabriel Wickbold Studio & Gallery expõe 32 obras da fotografa sérvia Isidora Gajic na mostra Teias e Tramas, com curadoria de Miguel Rio Branco, onde o tempo é o fio conductor, a conexão entre os elementos e suas construções.. Nesta série, a escrita e as imagens, juntas, criam outros entendimentos, composições fluídas além da descrição, atingindo outra densidade. Na poética presente, o mar vira lâmina de chumbo, a neve transforma-se em luz celestial, permitindo que as portas da imaginação se abram para outras dimensões, além do que consideramos realidade.

Em Teias e Tramas, o tempo e suas conexões com os elementos, suas construções, criam ficções e fricções: em ritmos suaves quase melódicos, porém com uma densidade dramática. “Na criação fotográfica atual existem equívocos primários, que limitam a nossa alma, que tentam nos levar a um mundo medíocre de selfies”, conceitua Isidora

Histórias pessoais são o formato favorito do trabalho de Isidora Gajic. Ela transforma sentimentos e relacionamentos em fotografias. Usando imagens como uma forma de poesia visual, que desfoca autobiografia e ficção, ela cria livros artesanais, colagens, e diálogos visuais com imagens. Nas obras da artista, os conceitos básicos que se espera de uma fotografia: onde? Quando? O que é? Não são mais necessárias: a leitura é outra, a emoção prende e leva a um lugar perdido da memória, lugar sem referências. Segundo a fotógrafa, “se tentarmos ver nas imagens aqui construídas em grupos, apenas documentos do que ocorreu, estaremos nos diminuindo, caíndo no erro das multidões que nem sequer vivenciar o presente sabem mais, apenas o captam para, congelado, servir de trófeu”, diz a artista.

Sobre seu trabalho, o curador Rubens Fernandes Junior diz: “Isidora Gajic faz suas primeiras incursões em seu arquivo e por sua vez reúne algumas pulsões que provocam sensações diversas. Sua imagens – neve, teias de aranha, tramas irregulares, águas em movimentos aleatórios, entre outras situações – são provocativas. Em quase todas elas encontramos aquilo que o poeta russo Vladmir Maiakowski chamou de “fendas do acaso”, ou seja, situações visuais que promovem não apenas associações e situações inesperadas, mas também, distintas possibilidades poéticas e perceptivas”.

Miguel Rio Branco, sintetisa: “A obviedade dos conceitos que são algo por demais presentes na arte contemporânea, algo que facilita a pseudo compreensão dos objetos de arte, não se encontram aqui: temos sim, caminhos abertos a várias interpretações que é a base da verdadeira poesia”.


Gabriel Wickbold Studio & Gallery
Rua Lourenço de Almeida, 167, Vila Nova Conceição - São Paulo
Tel.: 11 3051-4919
de segunda a sexta-feira, das 11h às 18h -  Com agendamento
Visitação: até 13 de maio de 2016


Exposição em Salvador retrata cotidiano e sonhos de jovens do sertão do Piauí

Feito Pedaço de Mim ficará até maio na Galeria Pierre Verger e depois parte para exposição itinerante em três escolas públicas


O projeto Feito Pedaço de Mim, mais do que uma exposição fotográfica, pretende mexer com os jovens de algumas comunidades em Salvador. Realizado pela fotógrafa Daniele Rodrigues, o projeto traz 17 imagens que falam sobre ser mulher, ser jovem e ser sertaneja.  A abertura da exposição acontece no dia 15 de abril às 19h, na Galeria Pierre Verger, nos Barris, e ficará aberta até o dia 15 de maio, quando migrará para o Colégio Bertholdo Cirilo dos Reis em Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
   
 A ação inclui exposição itinerante em quatro espaços na cidade: Galeria Pierre Verger, e três escolas públicas do ensino médio. Além das mostras, serão oferecidas oficinas de fotografia nas três escolas. 
    
A questão de gênero é o foco principal do trabalho,  que é formado por retratos de jovens (entre 16 e 21 anos) sertanejas da comunidade Contentamento, localizada no sertão piauiense, e cartas nas quais foram convidadas a falar sobre seus sonhos e planos para o futuro. “Acredito na importância de se falar da mudança de papel da mulher na sociedade em todos os ambientes, principalmente, escolar”, afirma a fotógrafa, que também é educadora.

 
 Segundo a artista, esse trabalho é relevante por haver “pontos de conexão entre as dificuldades encontradas pela população rural mais pobre e a periferia das grandes cidades, e precisamos pensar sobre isso”.  Durante o processo nas escolas, os professores serão convidados a trabalhar em sala de aula as temáticas abordadas, além da presença da própria artista gerando o debate na abertura do projeto em cada escola. 

 
 O público principal desse projeto é composto por jovens que sonham, planejam e estão em um momento de escolha: a saída da escola. “É muito importante incentivar e catalisar esses processos”, completa Daniele. A exposição, contemplada pelo edital Arte em Toda a Parte - Ano III, promovido pela Fundação Gregório de Matos, órgão da Prefeitura de Salvador, pretende gerar essa inquietação a partir da visão das realidades e sonhos das jovens retratadas.

A cenografia da exposição será realizada pelo artista Zaca Oliveira

Galeria Pierre Verger
Rua General Labatut, 47 – Barris, Salvador/BA
de segunda a sexta, 9h às 18h, sábados e domingos de 12h às 19h

Visitação: até 15 de maio
Grátis

Projeto nas escolas
Exposição no Colégio Bertholdo Cirilo dos Reis – Plataforma – até 17/06
Exposição no Colégio Edvaldo Brandão – Cajazeiras - 20/06 - 29/07
Exposição no Colégio Governador Lomanto Junior - Itapuã - 30/07 – 30/08




Galeria Frente recebe exposição de Antonio Maluf
‘Antonio Maluf, Construções de uma Equação’ será a maior exposição do artista já realizada

Galeria Frente, aberta recentemente no bairro do Jardins em São Paulo, reconhecida por apostar em grandes nomes da arte brasileira, recebe a partir do dia  2 de abril, mostra do artista Antonio Maluf. Com o tema ‘Antonio Maluf, Construções de uma Equação’, a exposição é uma retrospectiva que conta com os trabalhos de todas as fases do artista entre os anos 1950 e 2000, incluindo estudos de design gráfico, tapeçarias, desenhos e pinturas.

Desde 2011 sem mostra individual, a exibição de Maluf, conhecido pelo seu trabalho geométrico e rigorosamente calculado, tem 120 obras selecionadas cuidadosamente pelo ex-diretor da Pinacoteca, Fabio Magalhães. Um dos destaques é o primeiro cartaz do artista, intitulado ‘Equação dos desenvolvimentos’, criado para a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, ocasião em que Maluf participou como designer e venceu o concurso. Segundo o curador, Maluf conseguiu exprimir em seu trabalho a mais autêntica relação entre a poesia e a matemática.

Considerado um intelectual, Maluf possuía a coleção brasiliana completa. Atuou como moralista nas décadas de 1950 e 1960, ao lado de arquitetos como Fábio Penteado e Vila Nova Artigas. Um resultado desta fase é o painel em azulejos localizado na Vila Normanda, ao lado do célebre edifício Copan. Foi um personagem importante na história da arte paulistana, participava ativamente do circuito, horas como galerista à frente da Galeria Seta e outras como artista, sempre atuando de forma muito discreta. Embora tenha sido um entusiasta de movimentos que floresceram na sua época, optou por uma carreira solitária, na intimidade de seu ateliê, na sua própria casa onde se debruçava sobre uma mesa plana.
Marchand atuante, sua principal atividade era a comercialização de obras de arte naif e a representação de artistas como Grassman, Caito e Macaparana. Um destaque especial foi a intermediação da venda da Abaporu para o empresário Raul Forbes. Colecionador de obras predominantemente brasileiras, o artista organizava leilões de arte popular e lançou diversos artistas do norte do país em São Paulo.

Outro diferencial da mostra são as obras inéditas, até então presente apenas no acervo pessoal da família do artista. São quadros pintados desde anos 1950 até seus últimos anos de vida, alguns inclusive inacabados. Os preços das peças à venda variam de R$ 22 mil a R$1,9 mi.


Sobre Antonio Maluf
Antônio Maluf (São Paulo SP 1926 - idem 2005). Pintor, desenhista e artista gráfico. Inicia seus estudos em engenharia civil e passa, posteriormente, a cursar a Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, dirigida por Flávio Motta (1916). Realiza também cursos de pintura com Waldemar da Costa (1904 - 1982)  e Flexor (1907 - 1971). Estuda gravura noMuseu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, com Poty (1924 - 1998) e Darel (1924). Freqüenta o primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC do Masp, onde é aluno deSambonet (1924 - 1995), entre outros. Nessa época, entra em contato com a arte construtiva, por meio da obra de Max Bill (1908 - 1994), apresentada na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e no Masp, em 1952. A tendência construtiva caracteriza sua atividade como artista, designer gráfico e programador visual. Vence o concurso para o cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e este é considerado um marco do design gráfico no país. O artista utiliza vários suportes e realiza pinturas murais e elementos modulares, atuando em colaboração com arquitetos como Vilanova Artigas (1915 - 1985), entre outros.

Sobre Galeria Frente
Galeria Frente é a nova galeria de arte de São Paulo, localizada na Melo Alves no bairro do Jardins. Projeto do arquiteto Rogério Ribas com 350m² e possui espaço para abrigar exposições e reserva técnica. É conduzida por Acácio Lisboa, que coleciona experiência de quase 20 anos no mercado das artes e cresceu entre artistas, exposições, museus, leilões e ateliês. É conhecido pelo trabalho de mais de 10 anos junto ao seu pai, James Lisboa, Leiloeiro especializado em arte.

Galeria Frente
Rua Melo Alves, nº 400 – Jardim Paulista – São Paulo
Telefone: (11) 3061-3155 - Site: www.galeriafrente.com.br
de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, sábados das 10h às 14h. Não abre aos domingos e feriados
Visitação: até 28 de maio
Entrada gratuita


Depois de apresentar seus trabalhos em Nova Iorque e Ucrânia, o paulistano Rodrigo Franzão expõe 16 obras em Portugal



O artista plástico Rodrigo Franzão segue sua carreira internacional iniciada no ano passado ao apresentar na exposição “Plano e Abstrações” 16 obras de sua autoria, no período de 5 de maio a 3 de julho de 2016, no Centro de Exposições de Odivelas, em Portugal. Entre suas criações estão telas, esculturas, instalações e vídeo arte. 

As telas fazem parte de uma série em andamento que prioriza as formas geométricas puras e uma paleta de cores vibrantes. O título da mostra é uma referência à concepção atribuída a própria palavra ‘abstrair’. Aproveitando-se de sua operação intelectual, ‘abstrair’ consiste em isolar em planos os componentes que, por vezes, pertencem a um conceito comum, mas que quando isolados não carecem de informação.

 

“Plano e Abstrações” apresenta pintura, instalação e vídeo. Utilizando materiais de diferentes sensibilidades para compor planos geométricos abstratos, Franzão aproxima cores vibrantes a planos geométricos puros. Linhas retas e circulares, em maioria, são complementadas com estruturas metálicas em fio de cobre e rearranjadas com planos de cores uniformes, para que o observador seja instigado ou sinta a necessidade de manipular as obras a fim de entender a relação entre os elementos visuais.

Na mostra, os elementos da pesquisa artística estão organizados a estruturar unidades singulares que pretendem captar a atenção do espectador seja pela sua familiaridade, seja pelas condições geométricas que podem ser recortadas e formadas e que atentam o olhar para sua condição visual total.


Perfil do artista
Rodrigo Franzão é um artista visual brasileiro que nasceu em São Paulo (1982) e radicou-se em Abadiânia, cidade do interior do estado de Goiás, Brasil, desde 2013. Seu interesse pelas artes plásticas ocorreu na faculdade de Letras (2004), onde pode familiarizar-se com as ideias apresentadas no Concretismo por meio da poesia concreta. O processo artístico de Franzão inicia-se logo após ele desenvolver atividades no campo didático como docente de Língua Portuguesa e Literatura. Ainda nos anos que lecionou, o artista se especializa em Psicopedagogia e Arteterapia (2009) e Comunicação e Arte Educação (2011) na mesma cidade de seu nascimento.
A passagem de Franzão pela faculdade de Arquitetura e Urbanismo (2011), estimula o artista a desenvolver uma pesquisa que incorporasse organização espacial a comunicação visual. No ano de 2013, Franzão inicia os estudos em Artes (2015) com o intuito de explorar o contexto histórico, social e estético da arte. 

Instigado pelos estudos de ordem objetiva e racional introduzidos pelo Abstracionismo Geométrico, o artista desenvolve múltiplas linguagens combinando materiais de diferentes sensibilidades, utilizando técnicas mistas a fim de investigar as possibilidades artísticas baseadas no uso da cor e da geometria.
Franzão participa de exposições nacionais e internacionais e já soma ao seu currículo artístico exposições solos como no National Arts Club em New York (2015) e coletiva ao lado de artistas como Nancy Grossman, Will Barnet, Jack Pierson, Albert Oehlen e outros, ambas no National Arts Club com curadoria de Robert Yahner, importante clube de arte fundando em 1898; exposição solo no Museu do Superior Tribunal de Justiça em Brasília (2015) e exposição coletiva como no The International Biennial on Textile Art (2015) na Ucrânia com curadoria de Ludmila Egorova.





Centro de Exposições Odivelas
Rua Fernão Lopes, 2675-348 Odivelas, Portugal
http://www.cm-odivelas.pt/cultura@cm-odivelas.pt
F. +351 219 320 800 e F. +351 210 493 195
Visitação: de 05 de maio a 03 de julho



Exposição EPIFÂNICAS, de Clara Fernandes



Manuscritos, metal, craft, paina de embiruçu, seda, gesso, madeira, amor e papel. O resultado desses materiais: leveza, verticalidade e flutuação. A exposição EPIFÂNICAS, da artista Clara Fernandes, que chega a Criciúma, instiga o público para um momento de reflexão e de contemplação. São nove obras denominadas “Plano”, “Livro”, “Manto”, “Derramados”, “Vestal”, “Enfrentados”, “Chalavar”, “Morfose” e “Madona”. A abertura da mostra ocorre, às 19h, na Galeria de Arte Octávia Búrigo Gaidzinski, anexa ao Teatro Elias Angeloni e segue até o dia 4 de junho.

“A exposição pode ter diversas maneiras de fruição para as pessoas: a diversidade de materiais, a maneira inusitada de conceber as instalações e as inúmeras possibilidades de reflexão e entendimento das obras. O nome EPIFÂNICAS foi uma escolha da curadora Rosângela Cherem para um conjunto de obras inéditas que estavam sendo produzidas no atelier desde 2013. Nesta curadoria, ela soube captar a essência mais significativa dentro de uma variedade de obras em construção e enxergar a substância acima da matéria”, explica a artista Clara Fernandes.

O início da produção ocorreu em março de 2013, enquanto Clara estudava e observava o ambiente da Praça da Sé, em São Paulo. 

“Nessa ocasião, planejava levar uma performance que já havia realizado três vezes no estado de Santa Catarina, mas os elementos encontrados na pesquisa de campo tomaram espaço maior, criando uma nova proposição performática, envolvendo os elementos simbólicos e reais que circulam naquele espaço”, complementa Clara.

Para a curadora da mostra, Rosângela Cherem, as instalações podem instigar à reflexão. “Proveniente de um conjunto de leituras e reelaborações sobre textos bíblicos e de mitologia, a artista referencia metaforicamente a presença de deuses e santos, musas e anjos. Assim, nos leva a refletir que, para além das necessidades fisiológicas e de consumo, afetivas, emocionais e estéticas, uma parte que não é corpo e nem mente, e que podemos chamar de espírito, demanda uma dimensão que se lança para além de nós mesmos, associada ao enigma do instante e ao fascínio pela eternidade”, diz.

Uma das atrações da exposição será a instalação ‘sala de anjo’, com as obras “Vestal” e “Enfrentados”. “Ela é densa de sentidos e contém o âmago da mostra, com elementos criados para a performance. O “Livro” também é interessante, pois contém aproximadamente noventa croquis realizados para a performance entre 2013 e 2014”, afirma Clara. EPIFÂNICAS é um projeto premiado pelo Edital Elisabete Anderle 2014 e conta com apoio do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura e FUNCULTURAL. Acompanhe as notícias e as novidades pelo www.clarafernandes.com

SOBRE A ARTISTA
Clara Fernandes nasceu em São Paulo, em 1955. Estudou na Faculdade de Psicologia da PUC/SP e na Escola de Comunicações e Artes da USP. Vive e trabalha em Florianópolis, Santa Catarina, desde 1983. Participa, desde 1985, de mostras coletivas e individuais em diversos estados brasileiros e também no exterior. Principais exposições coletivas: VIII Salão Catarinense De Novos Artistas, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis/SC (1987); II Encontro Latino Americano Mini Têxteis, em Montevideo, no Uruguai (1991); A View Of Brazilian Textile Art no Museu de Roterdã, em Copenhagen, na Dinamarca (1995); Convergence 96 na Wenz Gallery, em Portland, no Oregon/USA, XV Artistas Brasileiros no Museu de Arte Moderna, em São Paulo/SP, A View Of Brazilian Textile Art, que foi exibida no Museu do Traje, na cidade de Lisboa em Portugal, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre/RS e no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis/ SC (1996); Perspectiva Das Artes Plásticas Em Santa Catarina no Memorial da América Latina, Galeria Marta Traba, em São Paulo/SP (2003). Entre suas exposições individuais destacam-se as principais: TERRAL, intervenção no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis/SC (1989); ILUMINURAS, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis/SC, e no Museu de Arte de Joinville, em Joinville/SC (1997); VAZANTE, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis/SC (2001); CARTAS AO MAR, no Memorial Meyer Filho, em Florianópolis/SC (2010); LUME, na Fundação Cultural BADESC, no Museu Histórico de Santa Catarina, no Teatro Álvaro de Carvalho, no Teatro da UFSC e no Espaço 1 UDESC, todos espaços em Florianópolis/SC (2009); AMORPHOBIA, no Museu Victor Meirelles em Florianópolis/SC (2012); CARTAS AO MAR, no Museu de Arte de Santa Catarina em Florianópolis/SC (2013); EPIFÂNICAS na Fundação Cultural BADESC em Florianópolis/SC (2015). Entre os prêmios mais importantes que a artista recebeu destacam-se (2014) Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, com o projeto EPIFÂNICAS.

       




João Turin abre individual na Pinacoteca de São Paulo



luar do sertão - crédito maringas maciel

Mostra reuni esculturas em bronze, desenhos e documentos do artista, além da obra 'Pietá', que resistiu ao bombardeio da Segunda Guerra Mundial na Normandia









luar do sertão - crédito maringas maciel

A a Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, com o patrocínio do Banco BM&FBOVESPA, abre a exposição "João Turin, escultor", que destaca parte da trajetória do artista brasileiro João Turin (1878-1949), um dos criadores e principal representante do Paranismo, movimento estético surgido em Curitiba na década de 1920, centrado na valorização do indígena e da fauna e flora regionais.

A retrospectiva do artista realizada no Museu Oscar Niemeyer bateu recorde de visitação e foi vencedora do prêmio Paulo Mendes de Almeida, concedido pela Associação Brasileira dos Críticos de Arte, na categoria 'melhor exposição de 2014'.

José Roberto Teixeira Leite é o curador da exposição, que reúne 50 esculturas e baixos-relevos realizados por Turin entre as décadas de 1910 e 1940, além de 35 desenhos, manuscritos e fotos. Também estarão expostos dois vestidos com motivos paranistas que mostram sua faceta pioneira na criação de design.

No total, cerca de 100 peças estarão na Pinacoteca. Entre elas as que marcam sua trajetória, observando a influência recebida durante o período em que foi pensionista do Paraná, na Bélgica e na França. Destaque para a escultura de Tiradentes, realizada ainda na Europa que, no entanto, representa o famoso herói mineiro.  Assim como as esculturas que definiram suas criações mais "brasileiras", como as animalistas, caso da obra 'Luar do Sertão', que representa uma onça quase em dimensões reais.

A temática indígena, fortemente presente na obra do escultor, também estará representada. Entre as esculturas está o 'Índio Guairacá', com 1,23m de altura, empunhando seu arco e flecha ao lado de um lobo-guará. A mostra também trará uma Pietá, feita em 1917, para a Igreja de Saint Martin, em Condé-sur-Noireau, na Normandia, França. Mesmo depois da região ter sido severamente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial e a Igreja seriamente danificada, a escultura permaneceu intacta.

"A circunstância de a exposição ter lugar na Pinacoteca do Estado, reconhecidamente um dos mais prestigiosos museus do país, desde logo evidencia a importância da obra de Turin e contribuirá para consolidá-lo como um dos mais originais escultores brasileiros do seu tempo", disse o curador.

Integra ainda a exposição um exemplar do livro biográfico. Escrito por Teixeira Leite, o livro foi o vencedor do prêmio Sérgio Milliet na categoria melhor pesquisa publicada de 2014, premiação concedida pela ABCA. O livro estará à venda na loja da Pinacoteca, assim como outros produtos inspirados nas obras do artista.

ACESSIBILIDADE
Onze esculturas que compõem a exposição serão identificadas com legendas em Braille e poderão ser tocadas por pessoas com deficiência visual atendidas pelo Programa Educativo para Públicos Especiais da Pinacoteca. Para o agendamento de visitas educativas é necessário entrar em contato pelo telefone (11) 3324-0945.

SOBRE O ARTISTA
Natural de Porto de Cima, município serrano paranaense, João Turin estudou artes desde a infância. Graças ao apoio do governo local, conseguiu uma bolsa que viabilizou a sua ida à Bélgica, onde ingressou na Academia de Artes de Bruxelas, em 1905 e destacou-se pelo seu trabalho com anatomia humana e animal. Depois de formado, o brasileiro seguiu para Paris em busca de trabalho e, na cidade, conviveu com outros pensionistas como o escultor Victor Brecheret e o pintor Tulio Mugnaini, diretor da Pinacoteca entre as décadas de 1940 e 1960, entre outros. Retornou ao Brasil em 1922, onde viveu os anos mais produtivos de sua carreira. João Turin faleceu em 1949 e deixou um acervo completo de moldes em gesso hoje preservados pelo Atelier João Turin.

SOBRE O CURADOR
José Roberto Teixeira Leite dedica sua vida à arte e mantém um rico currículo: professor universitário de História da Arte no Brasil, lecionou em instituições de renome como a UFRJ, Universidade Gama Filho, Instituto de Artes do Rio de Janeiro e Universidade Estadual de Campinas; pesquisador, fez a crítica de arte em grandes veículos da imprensa como jornal O Globo, Folha de São Paulo, revista Bravo! e Veja; curador de inúmeras exposições no Brasil e no exterior, autor colaborador de mais de 30 livros, diretor do Museu Nacional de Belas Artes (1961-1964), exerceu cargos na Associação Brasileira de Críticos de Arte por diversas vezes, membro do Conselho de Orientação da Pinacoteca do Estado de São Paulo de 1989 a 2010.








Pinacoteca
Praça da Luz, 02. 1º andar
das 10 às 17h30- com permanência até às 18h -
de quarta a segunda-feira
Visitação: até 06 de junho
O ingresso custa R$6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 e adultos com mais de 60 anos não pagam.
Aos sábados a entrada é gratuita para todos os visitantes.

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